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Flávio Bolsonaro e Lula empatam em pesquisa presidencial 2026

Levantamentos Datafolha, AtlasIntel e Quaest mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno e disputa fragmentada no Sudeste, com guerra por eleitores de candidaturas alternativas.

24/09/2026 08:01 7 min de leitura
Flávio Bolsonaro e Lula empatam em pesquisa presidencial 2026
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Eleições 2026

Pesquisas recentes indicam empate técnico entre os principais candidatos no segundo turno, com disputa acirrada no Sudeste.

Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) chegam à reta decisiva da campanha presidencial de 2026 em empate técnico no segundo turno, segundo as últimas pesquisas nacionais. Nos bastidores, as equipes admitem que qualquer movimento de poucos pontos entre indecisos e eleitores de candidaturas alternativas pode definir quem governa o país a partir do ano que vem.

O cruzamento dos levantamentos Datafolha, AtlasIntel/Bloomberg e Quaest mostra um quadro de polarização máxima, mas com nuances importantes. Flávio domina entre eleitores de nomes apresentados como alternativa à disputa principal, enquanto Lula reage em partes estratégicas do Sudeste, em especial Minas Gerais e São Paulo.

Flávio lidera entre eleitores de candidaturas alternativas

Dados do Datafolha, que ouviu 4.003 eleitores de 16 anos ou mais em entrevistas presenciais entre 8 e 10 e 15 e 17 de setembro, revelam a base do desafio petista. No conjunto dos eleitores de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro reúne 43% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 30% de Lula. Outros 26% optam por branco, nulo ou nenhum candidato.

A margem de erro nesse segmento é de 4 pontos percentuais. Segundo o instituto, “isso confirma a vantagem do bolsonarista, independentemente da margem”. O desempenho de Flávio é puxado sobretudo pelos eleitores de Zema e Renan. Entre os apoiadores do governador mineiro, o senador chega a 48%, enquanto Lula marca 25%, com 27% de brancos e nulos. Entre os de Renan Santos, Flávio registra 43%, Lula 22% e 34% preferem anular ou votar em branco.

Nos recortes de Caiado e Cury, o senador mantém vantagem numérica, mas a disputa entra em empate técnico por causa das margens de erro específicas. Ainda assim, o retrato é claro: a maior parte dos brasileiros que hoje se dizem inclinados a candidaturas alternativas se aproxima mais do campo bolsonarista do que do lulista quando imagina um segundo turno.

No cenário geral de segundo turno medido pelo mesmo Datafolha, porém, o país aparece dividido. Lula soma 46%, Flávio Bolsonaro 44%, com 8% de brancos ou nulos e 1% de indecisos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. A fidelidade é alta: o presidente retém 98% da própria base de primeiro turno; o senador, 99%.

Centro pragmático, nulos resistentes e empate nacional

O estudo detalha ainda a batalha pelo chamado eleitor não alinhado, aquele que não se identifica nem com o petismo nem com o bolsonarismo. Nesse grupo, Flávio aparece com 39% das intenções no segundo turno, Lula com 33%, brancos e nulos somam 25% e indecisos, 2%. Pela margem de erro de 4 pontos percentuais para esse recorte, há empate técnico no limite, o que reforça a importância desse segmento.

Entre os que declaram voto em branco, nulo ou nenhum no primeiro turno, 62% afirmam que pretendem manter a opção no segundo. Lula capta 20% dessa faixa; Flávio, 17%. Com margem de 6 pontos, petista e bolsonarista empatam tecnicamente. O dado preocupa as campanhas porque indica resistência de uma fatia relevante do eleitorado a qualquer apelo de voto útil.

No campo online, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, com 5.015 participantes ouvidos entre 17 e 22 de setembro, também aponta empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, com vantagem numérica de apenas 0,3 ponto percentual para o presidente, bem dentro da margem de erro de 1 ponto. O instituto resume o quadro: “A nova rodada da pesquisa AtlasIntel/ Bloomberg para a presidência da República mostra empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual disputa de segundo turno pela terceira semana consecutiva.”

Nos cenários simulados contra outros adversários, Lula aparece à frente de Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos em segundo turno. O dado alimenta o discurso de que o presidente segue como principal antagonista do bolsonarismo, enquanto lideranças alternativas esbarram em dificuldade para construir maioria fora de nichos regionais ou ideológicos.

Sudeste racha: Lula reage em MG e SP, Flávio abre no Rio

O Sudeste, maior colégio eleitoral do país, hoje concentra a atenção dos dois comitês. Levantamento Quaest divulgado nesta semana mostra que Minas Gerais e São Paulo passam por uma leve recuperação de Lula, enquanto o Rio de Janeiro consolida vantagem de Flávio Bolsonaro.

Em Minas, os dois candidatos aparecem numericamente empatados no segundo turno, com 40% para cada lado. No início do mês, Flávio havia aberto frente, com 40% contra 37% de Lula, mas o petista agora iguala o placar. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, resume o sentido político desse movimento: “No início do mês, Flávio havia passado numericamente à frente no segundo turno, com 40% contra 37% de Lula. Agora, o presidente chega a 40%, enquanto o adversário mantém o mesmo percentual. Se o estado continua funcionando como termômetro brasileiro, a temperatura é de uma eleição aberta e numericamente empatada.”

No primeiro turno mineiro, Lula sobe de 31% para 35%, enquanto Flávio avança de 27% para 30%. A soma dos dois cresce e esvazia o espaço das candidaturas alternativas. A aprovação do governo no estado também melhora, passando de 41% para 44%, o que anima o Planalto e seus aliados.

Em São Paulo, a maior vitrine econômica do país, o cenário é de disputa dura, mas com leve redução da vantagem bolsonarista. No segundo turno, Lula oscila positivamente de 33% para 36%; Flávio vai de 41% para 42%. No primeiro turno, o senador cresce de 31% para 34% e o petista de 30% para 31%. A avaliação do governo paulista sobe de 37% para 40%, outro sinal de que o presidente recupera parte da confiança perdida no maior estado do país.

No Rio de Janeiro, berço político do bolsonarismo, o quadro segue na direção oposta. A Quaest registra ampliação da vantagem de Flávio no segundo turno: o senador passa de 43% para 44%, enquanto Lula recua de 37% para 36%. A avaliação do governo federal piora no estado, consolidando um ambiente mais hostil ao presidente e reforçando o peso da identidade local com a família Bolsonaro.

Campanhas miram indecisos e voto útil na reta final

Os três institutos convergem em um ponto: o número de eleitores decididos aumenta, e as mudanças de voto ficam mais difíceis à medida que o pleito se aproxima. A Quaest destaca que as escolhas estão se tornando mais firmes, o que tende a reduzir reviravoltas de última hora e empurra as campanhas para uma estratégia de mobilização de base e pressão pelo voto útil.

Nas próximas semanas, Lula e Flávio Bolsonaro devem intensificar agendas no Sudeste, onde a combinação de peso demográfico e economia forte torna cada ponto percentual decisivo. Minas, com o empate em 40% a 40%, volta ao centro do tabuleiro. São Paulo, com leve reação do governo na avaliação e redução da folga bolsonarista, vira prioridade petista. O Rio, por sua vez, consolida-se como reduto a ser defendido pelo PL.

Partidos de candidaturas alternativas também entram no jogo de forma mais orgânica. Com o avanço da polarização, dirigentes de siglas ligadas a Zema, Renan Santos, Caiado e Cury já avaliam publicamente se é melhor manter a independência até o fim ou negociar apoios formais em troca de espaço em um eventual governo. A leitura é que o desempenho de Flávio entre seus eleitores fortalece o PL nessa disputa, enquanto Lula tenta construir pontes e reduzir a rejeição junto a esse público.

O quadro, hoje, é o de uma eleição abertamente indefinida. O empate nacional, a divisão do Sudeste e a resistência de parte do eleitorado a qualquer lado mantêm em suspenso o desfecho da corrida presidencial. Próximas rodadas de pesquisa, debates e a capacidade de cada campanha de transformar simpatia em comparecimento às urnas tendem a decidir, na margem, quem vira favorito na reta final.

Quem está na frente hoje: Flávio Bolsonaro ou Lula?

As pesquisas mais recentes mostram que Lula e Flávio Bolsonaro estão em empate técnico no segundo turno nacional, com 46% para o presidente e 44% para o senador, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, enquanto outros institutos online registram diferença de 0,3 ponto, também insuficiente para apontar um líder claro.

O que dizem as pesquisas sobre o Sudeste em 2026?

Os levantamentos mais recentes indicam que Minas Gerais tem empate numérico no segundo turno (40% a 40%), São Paulo registra leve redução da vantagem de Flávio Bolsonaro, com Lula avançando alguns pontos, e o Rio de Janeiro vai na contramão, com o senador ampliando sua liderança e a avaliação do governo federal em queda no estado.


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