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Morte de Rick Sollo em queda de helicóptero choca sertanejo hoje

Cantor Rick Sollo morre aos 59 anos em queda de helicóptero na Serra Catarinense. Destroços levantam dúvidas sobre dinâmica do acidente, enquanto fãs e artistas se despedem em Sorocaba.

26/09/2026 14:00 7 min de leitura
Morte de Rick Sollo em queda de helicóptero choca sertanejo hoje
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Cantor sertanejo falece aos 59 anos em acidente aéreo na Serra Catarinense, gerando comoção entre fãs e artistas.

Rick Sollo, cantor sertanejo que fez história na dupla com Renner, é velado em Sorocaba após morrer em queda de helicóptero na Serra Catarinense. A cerimônia é restrita à família e a poucos convidados, sob forte comoção no meio artístico.

Despedida em Sorocaba e comoção no meio sertanejo

O corpo do cantor, que tinha 59 anos, é velado em Sorocaba com início previsto para as 8h e sepultamento às 17h. A família opta por um ambiente reservado, sem abertura ao público, para tentar conter a exposição em meio à avalanche de homenagens.

Mesmo com acesso limitado, o velório reúne nomes importantes do sertanejo, como Zezé Di Camargo, Marrone, Felipe Araújo, Alexandre, Altair e Zé Henrique. Também está presente o empresário Marcos Nascimento, genro de Rick, que acompanha a família de perto. O clima é de consternação e descrença diante da morte repentina de um artista em plena atividade.

A perda impacta um gênero que vê desaparecer um de seus compositores mais prolíficos. Rick assina sucessos que marcam gerações, como “Página de Amigos”, gravada por Chitãozinho & Xororó, e “Só Dá Você na Minha Vida”, de João Paulo & Daniel. No palco e nos bastidores, sua influência se espalha por décadas de sertanejo romântico.

O voo, a queda e os primeiros sinais nos destroços

O acidente ocorre na segunda-feira 21, quando o helicóptero Bell 430 de matrícula PP-MGR decola de Porto Belo com destino a São Joaquim. A aeronave perde comunicação durante o trajeto pela serra e desaparece. As buscas se estendem pela região até a localização dos destroços, na terça-feira 22, em área de difícil acesso na Serra Catarinense.

Além de Rick, viajam no helicóptero o empresário Bruno Avelar, ligado ao projeto “O Poder do Network”, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. As cinco pessoas morrem na queda, que destrói quase totalmente a aeronave.

Um dos primeiros a alcançar o local, o vereador de Bom Jardim da Serra, Gilmar Nunes, descreve um cenário de devastação, mas com detalhes que intrigam. Ele conta ter encontrado garrafas de vinho preservadas entre os escombros. “Elas estavam intactas, não quebraram. Então, isso chamou bastante atenção. Eu penso que [o helicóptero] pode ter vindo se debatendo, que não estaria em uma velocidade tão alta para se destruir ou explodir. Se não estou enganado, havia duas garrafas em uma caixa e duas fora, todas intactas”, relata.

O vereador também lembra de um som intermitente vindo dos destroços. “A cada cinco ou dez minutos, ouvíamos um bip”, diz Nunes, que acompanhou equipes do Corpo de Bombeiros e da Força Aérea na região. Pessoas no local levantam a hipótese de o sinal estar ligado a um equipamento de localização da aeronave, mas essa ligação ainda não é confirmada oficialmente.

Investigação técnica e dúvidas sobre a dinâmica da queda

A causa do acidente ainda não é conhecida. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) inicia a análise dos destroços, das condições de voo e de possíveis fatores contribuidores. O trabalho costuma envolver exame de peças, registros de manutenção, histórico do helicóptero e perfil da rota entre Porto Belo e São Joaquim.

A hipótese levantada a partir das garrafas intactas, de que o helicóptero talvez não atinja o solo em velocidade máxima, entra no radar técnico como um dos elementos a serem checados. Especialistas evitam conclusões precipitadas, mas reconhecem que esse tipo de detalhe pode ajudar a reconstruir a trajetória final da aeronave e o ângulo do impacto.

O acidente reacende o debate sobre a segurança de voos regionais em helicópteros, muito usados por artistas, empresários e políticos para encurtar distâncias em regiões de serra. Protocolos de planejamento de rota, condições meteorológicas e manutenção devem ser revisitados a partir das conclusões do Cenipa, com impactos sobre empresas de táxi aéreo e seguradoras.

Trajetória de um sertanejo que virou referência

Nascido em Monte do Carmo, no Tocantins, Rick começa a cantar aos 10 anos, ao lado da irmã Dalva, na dupla Sereno & Serenata. Passa por outras formações, como Luciano & Leomar e Rick & Ray, até consolidar a parceria com Renner, que o leva ao estrelato nacional e a turnês cheias pelo país.

Além da voz marcante, Rick constrói reputação como compositor disputado. Suas letras e melodias alimentam repertórios de duplas consagradas, ajudando a moldar a sonoridade do sertanejo romântico das últimas décadas. Artistas que vão ao velório lembram, em conversas reservadas, de um colega generoso em dividir músicas e conselhos.

O cantor deixa dois filhos, Victor Henrique e Mônica, e quatro netos: Matheus, Maria Helena, Isabela e Mariana. A família, abalada, tenta equilibrar o luto privado com o interesse público em torno de um ídolo popular. O velório fechado é uma tentativa de preservar esse espaço íntimo, em contraste com a fama construída em grandes palcos e programas de TV.

Legado, homenagens e próximos passos da apuração

No meio sertanejo, a morte de Rick reorganiza agendas e inspira movimentos de homenagem. Shows devem ganhar momentos dedicados ao repertório do cantor e às composições que ele cedeu a colegas. O mercado fonográfico também se volta para o catálogo do artista, que tende a ser revisitado em coletâneas e tributos.

Empresários ligados ao projeto “O Poder do Network”, do qual participava Bruno Avelar, discutem como manter iniciativas em andamento e de que forma lembrar o grupo que estava no helicóptero. A tragédia atinge não só o circuito artístico, mas também uma rede de negócios e networking que orbitava em torno de Rick.

Na esfera técnica, o relatório final do Cenipa, ainda sem prazo divulgado, deve orientar possíveis mudanças em normas e treinamentos. Até lá, familiares e fãs acompanham cada nova informação sobre o acidente, em busca de respostas para a pergunta que ecoa desde a segunda-feira: como um voo de rotina se transforma em uma tragédia que cala uma das vozes mais conhecidas do sertanejo?

Como foi o acidente que causou a morte de Rick Sollo?

O acidente que mata Rick Sollo ocorre durante voo de helicóptero Bell 430 entre Porto Belo e São Joaquim, quando a aeronave perde comunicação, desaparece na Serra Catarinense e é encontrada destruída no dia seguinte, com cinco mortos a bordo: o cantor, dois tripulantes, um empresário e um videomaker.

O que foi encontrado nos destroços do helicóptero onde estava Rick Sollo?

Nos destroços do helicóptero que levava Rick Sollo, o vereador Gilmar Nunes relata encontrar garrafas de vinho intactas, algumas dentro de uma caixa e outras soltas, além de ouvir um “bip” intermitente, possivelmente de equipamento de localização, elementos que chamam atenção dos investigadores sobre a dinâmica da queda.

Por que o velório de Rick Sollo foi privado?

O velório de Rick Sollo é privado porque a família decide restringir a despedida em Sorocaba a parentes e poucos convidados, tentando preservar um momento íntimo de luto diante da grande comoção pública, evitando aglomeração de fãs e imprensa em torno do caixão e do cortejo até o sepultamento.

Quantos anos Rick Sollo tinha quando morreu?

Rick Sollo morre aos 59 anos, em plena atividade artística, após a queda de um helicóptero Bell 430 na Serra Catarinense, enquanto viajava de Porto Belo para São Joaquim, interrompendo uma trajetória de décadas no sertanejo como cantor, parceiro de Renner e compositor gravado por artistas de vários portes.


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