Espanha vira e lidera Grupo A3 ao vencer Inglaterra em Wembley
Espanha vence a Inglaterra por 3 a 2 em Wembley, de virada, na estreia do Grupo A3 da Liga A da Nations League, reforça peso pós-Mundial e aumenta pressão sobre Tuchel.
Nations League
Com uma virada emocionante em Wembley, a Espanha assume a liderança do Grupo A3 na estreia da Liga A.
A seleção espanhola de futebol vence a Inglaterra por 3 a 2, de virada, em Wembley, e estreia na Liga A da Nations League 2026/27 na liderança do Grupo A3.
O jogo coloca frente a frente a atual campeã do Mundial de Seleções e a terceira colocada do torneio. O resultado reforça a força da Espanha de Luis de la Fuente e expõe fragilidades de uma Inglaterra ainda desfalcada e em adaptação sob o comando de Thomas Tuchel.
Gol relâmpago, virada inglesa e pênalti perdido
A bola rola às 15h45, horário de Brasília, e a Espanha demora menos de dois minutos para silenciar Wembley. Aos 1 minuto e 43 segundos, Lamine Yamal pressiona Marc Guéhi na saída de bola, desarma o zagueiro e finaliza com calma no canto, abrindo o placar.
A vantagem poderia ser maior. Aos 9 minutos, Ferran Torres coloca a bola na rede, mas o gol é anulado por impedimento. Pouco depois, o atacante perde chance clara, cara a cara com o goleiro inglês, em lance que prenuncia o castigo.
A Inglaterra reage na transição rápida, justamente onde Tuchel aposta em Jude Bellingham. Aos 35 minutos, Anthony Gordon recebe no meio, aciona Bellingham com um toque de calcanhar e dispara em velocidade. O meia conduz e devolve para o ponta, que bate rasteiro para empatar.
Quatro minutos depois, a virada inglesa. Aos 39, Nico O’Reilly cruza da esquerda, Harry Kane se antecipa à zaga e testa firme. A bola vai ao canto, sem chance para Unai Simón. O 2 a 1 antes do intervalo parece premiar a eficiência dos donos da casa, mesmo com os desfalques de Declan Rice, Cole Palmer e Marcus Rashford.
O roteiro parece se fechar logo no início do segundo tempo. Aos 7 minutos, o árbitro italiano Davide Massa marca pênalti para a Inglaterra, após revisão do VAR. Kane, capitão e principal referência ofensiva, vai para a cobrança e tem a bola do 3 a 1. O chute explode no travessão, e Wembley prende o fôlego. A oportunidade perdida muda o clima do jogo.
Banca espanhola decide e aprofunda contraste
Com o susto, a Espanha reorganiza as peças. Luis de la Fuente mexe no ataque, sem abrir mão da espinha dorsal que mantém desde o Mundial de Seleções. Rodri segue como pilar no meio-campo, apoiado pelo talento jovem de Lamine Yamal e Nico Williams nas pontas.
A resposta vem do banco. Aos 15 minutos da etapa final, Álex Baena, que entra no lugar de Nico Williams, aparece na área para completar a jogada construída pela direita e empatar o confronto em 2 a 2. A presença do meia ofensivo dá nova dinâmica entrelinhas, esticando a já desgastada defesa inglesa.
O domínio espanhol cresce à medida que o time de Tuchel perde intensidade. A ausência de Rice pesa no equilíbrio do meio, e a dupla de volantes sofre para fechar espaços. A Espanha, embalada por uma sequência de cinco vitórias consecutivas antes de chegar a Londres, sente o momento e acelera.
A virada definitiva sai aos 29 minutos do segundo tempo. Mikel Oyarzabal, também acionado do banco, recebe na área e finaliza com precisão para fazer 3 a 2. O atacante chega a 18 gols desde que De la Fuente assume a seleção, mantendo a condição de maior artilheiro da era do treinador.
No banco espanhol, o clima é de confirmação de roteiro: 22 dos convocados campeões mundiais continuam no grupo atual, o que dá continuidade tática e emocional. De la Fuente reafirma a escolha por uma base sólida, combinando maturidade e explosão física de jogadores como Yamal, Baena e Oyarzabal.
Pressão sobre Tuchel e recado da atual campeã mundial
A derrota em Wembley amplia a pressão sobre Thomas Tuchel justamente no primeiro jogo em casa após a campanha de terceiro lugar no Mundial de Seleções. O alemão já chega ao torneio com uma lista de baixas importantes e depende ainda mais de Bellingham e Kane para sustentar o nível competitivo.
Durante a preparação, Tuchel deixa claro que “aposta em Jude Bellingham na articulação e Harry Kane na referência ofensiva para tentar desbancar os rivais espanhóis”. O plano funciona por 45 minutos, mas a falha de Guéhi no início, o pênalti desperdiçado e o desgaste físico revelam uma equipe vulnerável, especialmente na defesa e no meio.
A Espanha, em contraste, usa Wembley como vitrine de profundidade de elenco. Baena sai do banco para empatar, Oyarzabal entra para virar, e Lamine Yamal abre o placar com apenas 1 minuto e 43 segundos. A combinação de jovens protagonistas e veteranos consolida a seleção como uma das forças centrais do futebol europeu neste ciclo.
“Luis de la Fuente mantém a espinha dorsal vitoriosa com a presença de Rodri no meio-campo e o talento jovem de Lamine Yamal e Nico Williams nas pontas”, resume um membro da comissão técnica espanhola, ao explicar a lógica de continuidade após o título mundial.
O resultado em Londres também pesa na disputa pela liderança do Grupo A3. Com o 3 a 2, a Espanha assume a ponta, enquanto a Inglaterra larga atrás e precisa reagir já na próxima rodada, para não transformar a Nations em um problema político e esportivo para Tuchel.
Próximos jogos e disputa por protagonismo na Europa
A vitória desta tarde em Wembley reforça a narrativa de continuidade do sucesso espanhol após o Mundial de Seleções. A equipe soma agora mais um triunfo em um histórico recente positivo contra a Inglaterra e mantém viva a rivalidade que ganha novos capítulos desde a decisão da Euro 2024.
Na prática, a Espanha chega ao duelo contra a Croácia, em Sevilha, na terça-feira, com margem para consolidar a liderança do grupo. Um novo resultado positivo pode transformar a chave em terreno controlado para De la Fuente, permitindo até rotações pontuais sem perder competitividade.
A Inglaterra vai no caminho inverso. O time encara a República Tcheca em Praga, também na terça, pressionado a pontuar. Uma segunda derrota seguida na Nations League pode intensificar o debate interno sobre renovação do elenco e ajustes táticos, em especial na defesa e no meio-campo, setores mais afetados pelos desfalques.
A médio prazo, o confronto em Wembley aponta direções distintas. A Espanha confirma que o título mundial não é ponto fora da curva, mas base de um projeto que combina constância e renovação controlada. A Inglaterra volta a se ver diante do velho dilema: talento individual em abundância, estrutura coletiva ainda em construção.
O reencontro entre as seleções, que já se cruzam dez vezes desde 2000, recoloca espanha x inglaterra no centro do mapa europeu. A Nations League passa a ser mais um palco para medir forças de espanha e inglaterra, num cenário em que cada detalhe, de um pênalti no travessão a uma falha na saída de bola, pode redesenhar o equilíbrio de poder no continente.
Quem se destaca e o que muda para Inglaterra e Espanha?
A vitória por 3 a 2 da seleção espanhola de futebol em Wembley, com gols de Lamine Yamal, Álex Baena e Mikel Oyarzabal, consolida a espanha seleção como referência europeia e aumenta a pressão sobre a Inglaterra, que depende de Harry Kane e Jude Bellingham e precisa reagir já na próxima rodada da Nations League.
Como fica o Grupo A3 da Liga A da Nations League?
O triunfo da Espanha por 3 a 2 sobre a Inglaterra coloca a seleção espanhola de futebol na liderança do Grupo A3 da Liga A da Nations League 2026/27, deixando os ingleses atrás logo na estreia e obrigando o time de Thomas Tuchel a buscar pontos contra a República Tcheca, fora de casa, para evitar crise precoce.


