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Safatle vê chance de virada para Lula no 2º turno eleitoral

06/10/2026 06:01 2 min de leitura
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O filósofo Vladimir Safatle aponta que Lula pode reverter a disputa contra Flávio Bolsonaro no segundo turno, se conseguir engajar os eleitores.

Engajamento além do medo

Safatle, durante entrevista ao programa Direto da Redação da CartaCapital, destaca a importância de Lula superar o medo que domina sua base. Ele afirma que apenas o temor de um retorno de Bolsonaro não mobiliza efetivamente os eleitores. O filósofo relembra o exemplo de Gabriel Boric no Chile, que virou a eleição com uma campanha apaixonada e mobilização popular.

O primeiro turno das eleições de 2026 terminou com Flávio Bolsonaro à frente com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Historicamente, um candidato que termina atrás no primeiro turno não conseguiu reverter a situação no Brasil. Contudo, Safatle destaca que é possível inspirar-se em exemplos internacionais para criar um ambiente de entusiasmo e participação ativa.

Transformação e propostas concretas

Para Safatle, a chave está em propostas que ressoem com o desejo de mudança dos eleitores, como a reversão da reforma trabalhista de Michel Temer. “É preciso que o eleitor veja o horizonte das lutas à sua frente”, afirma, incentivando um movimento que mobilize as pessoas a saírem da inércia política.

Com uma abstenção recorde de 21,08% no primeiro turno, o desafio de engajar e mobilizar os eleitores aumenta. Lula deve trazer para a campanha propostas claras e um chamado à ação que desperte um entusiasmo real, não apenas baseado no medo do adversário.

Próximos passos na campanha

A próxima votação está marcada para 25 de outubro, e o foco agora é mobilizar a base eleitoral de forma orgânica e intensa. A campanha de Lula deve priorizar o contato direto com eleitores, incentivando o diálogo e a distribuição de material informativo.

O resultado do segundo turno definirá o futuro imediato da esquerda no país. Um engajamento eficaz pode levar a uma transformação política significativa, enquanto a falta dele pode consolidar a posição de Flávio Bolsonaro e suas políticas.

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