Pesquisa segundo turno: Flávio avança 6 pontos e ameaça Lula
Levantamentos Datafolha e PoderData/Aya inauguram o segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula e mostram avanço do senador, a 17 dias da votação.
Eleições 2026
Novos levantamentos indicam crescimento significativo de Flávio Bolsonaro em confronto direto com Lula no segundo turno presidencial.
As primeiras pesquisas do segundo turno presidencial mostram Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ampliando a vantagem obtida nas urnas. Levantamento PoderData/Aya aponta o senador com 53% dos votos válidos contra 47% do petista, em um cenário que redesenha a reta final da disputa marcada para 25 de outubro.
Vantagem cresce após 1º turno mais apertado da história
O novo quadro surge poucos dias depois de um primeiro turno decidido por apenas 1,87 ponto percentual. Flávio saiu das urnas com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, na eleição mais equilibrada já registrada nessa fase desde a redemocratização. Agora, a dianteira do senador sobe para 6 pontos na pesquisa de votos válidos.
Em uma semana, segundo o PoderData/Aya, a taxa de intenção de voto em Lula recua 3 pontos percentuais, enquanto a de Flávio avança na mesma proporção. “Flávio Bolsonaro tem 53% dos votos válidos contra 47% de Lula no segundo turno”, registra o levantamento, que indica migração de parte do eleitorado que havia optado por outros candidatos.
A sondagem, feita por telefone entre os dias 5 e 7 de outubro, ouviu 3.000 eleitores em 705 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. “A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-08134/2026”, informa o instituto.
Confiança em vitória e efeito psicológico da dianteira
O PoderData/Aya também mede a expectativa de vitória, indicador que costuma orientar o cálculo de eleitores indecisos e aliados políticos. De acordo com o levantamento, “entre os entrevistados, 54% avaliam que Flávio tem mais chances de vencer a eleição, enquanto 37% consideram Lula o candidato com maior probabilidade de vitória”. Outros 9% não souberam responder.
Entre quem já fez sua escolha, o desnível é ainda maior. A pesquisa mostra que 92% dos eleitores de Flávio acreditam que ele será eleito, contra 76% dos eleitores de Lula que demonstram a mesma confiança no presidente. O dado reforça o ânimo da campanha do senador e alimenta o discurso de que a eleição caminha para uma definição favorável ao campo bolsonarista.
No plano político, essa percepção tem efeitos imediatos. Uma vantagem consolidada além da margem de erro tende a facilitar a captação de recursos, atrair apoios de lideranças regionais e mobilizar bases locais. A oposição, por sua vez, enfrenta dificuldade maior para convencer potenciais aliados a assumir riscos em um movimento de virada que, historicamente, nunca se concretiza quando o segundo colocado no primeiro turno tenta reverter o cenário na fase final da disputa presidencial.
Datafolha vai a campo e mira também disputa no DF
Enquanto o PoderData/Aya já coloca números na mesa, o Datafolha inaugura hoje sua série de pesquisas para o segundo turno entre Flávio e Lula. O instituto entrevista 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre terça e esta quinta-feira, em levantamento presencial nas ruas. O resultado sai depois das 18h.
A equipe técnica trabalhou com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. “A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%”, informa o instituto, que registra o estudo sob o código “BR-02949/2026”.
O Datafolha também mede, na mesma pesquisa, o cenário do segundo turno para o governo do Distrito Federal. A governadora Celina Leão (PP), que tenta a reeleição, saiu do primeiro turno em posição confortável, com 49,93% dos votos. O adversário, Leandro Grass (PT), terminou com 34,47%.
PT sob pressão, bolsonarismo ganha fôlego
Os números expõem dois movimentos simultâneos. O primeiro é o impulso de Flávio Bolsonaro, que transforma uma liderança apertada nas urnas em vantagem mais folgada nas intenções de voto. O segundo é a pressão crescente sobre Lula e o PT, que precisam reverter não só a distância numérica, mas também a sensação de favoritismo do adversário.
No campo petista, a leitura é de que o desafio é duplo: reconquistar eleitores de esquerda que migraram para candidaturas alternativas e disputar o voto de centro que se mostra mais inclinado ao senador. A campanha tende a apostar em agendas de bem-estar social, defesa da democracia e comparação de governos, além de buscar acordos com forças que ficaram fora do segundo turno.
Entre aliados de Flávio, o clima é de confiança, mas também de cautela. A avaliação é que a vantagem de 6 pontos não permite acomodação, sobretudo em um ambiente de forte polarização nacional. A estratégia, nesses dias, passa por reduzir rejeição em faixas do eleitorado urbano e entre mulheres, onde Lula ainda preserva alguma vantagem, e manter mobilizada a base conservadora nas redes e nas ruas.
DF vira termômetro e cenário nacional segue em aberto
A disputa em Brasília ajuda a ilustrar o embate nacional. De um lado, Celina Leão representa um campo conservador alinhado à direita do espectro político. De outro, Leandro Grass tenta surfar em eventual reação petista no plano presidencial para encurtar a diferença local. O resultado do segundo turno no DF pode funcionar como termômetro da força real de cada campo nessa etapa decisiva.
No país, setores empresariais, mercado financeiro e movimentos sociais acompanham as pesquisas com atenção redobrada. A definição de quem comandará o Planalto a partir de 2027 influencia diretamente o rumo de políticas econômicas, ambientais e sociais, além da relação com Congresso e Judiciário. Uma vitória de Flávio tende a consolidar a presença de uma direita de perfil bolsonarista no centro do poder. A reeleição de Lula, se vier, representaria um raro caso de virada entre turnos e reforçaria a sobrevivência do projeto petista diante de uma correlação de forças adversa.
Novos levantamentos, debates e exposições públicas nas próximas semanas ainda podem mexer nas curvas. As campanhas contam com episódios pontuais, erros do adversário e fatos novos capazes de deslocar eleitores em um cenário em que cada ponto percentual tem peso. O que os números de hoje deixam claro é que o segundo turno começa com vantagem ampliada para Flávio Bolsonaro, um Lula sob pressão e um país que volta a decidir, em poucos dias, o rumo da própria democracia.
O que dizem as primeiras pesquisas do 2º turno para presidente?
As primeiras pesquisas do 2º turno para presidente mostram Flávio Bolsonaro com 53% dos votos válidos contra 47% de Lula na sondagem PoderData/Aya, ampliando a diferença de 1,87 ponto das urnas para 6 pontos, enquanto o Datafolha vai divulgar hoje, após ouvir 2.520 eleitores em todo o país.
Quando será a eleição do 2º turno e qual o impacto desse cenário?
A eleição do 2º turno está marcada para 25 de outubro de 2026 e o cenário atual, com Flávio à frente e maior expectativa de vitória entre seus eleitores, reforça seu poder de atração de apoios e pressiona Lula a buscar uma virada rara, com consequências diretas para governabilidade, economia e estabilidade democrática.
Como está a disputa pelo governo do Distrito Federal no 2º turno?
A disputa pelo governo do Distrito Federal chega ao 2º turno com Celina Leão, do PP, em vantagem após obter 49,93% dos votos no 1º turno, contra 34,47% de Leandro Grass, do PT, enquanto o Datafolha conclui hoje uma pesquisa que deve indicar se essa dianteira se mantém ou encolhe na reta final.


