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Economia

Banco do Brasil fecha 50 guichês em SP e gera caos no atendimento

Banco do Brasil acelera corte de guichês e reduz atendimento presencial em São Paulo enquanto feriado de Aparecida fecha agências e caso em Minas expõe tensão com clientes.

09/10/2026 15:00 8 min de leitura
Banco do Brasil fecha 50 guichês em SP e gera caos no atendimento
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Redução de guichês no Banco do Brasil em São Paulo provoca transtornos durante feriado prolongado.

O Banco do Brasil acelera o fechamento de guichês de caixa e reduz o atendimento presencial em São Paulo, enquanto o feriado de Nossa Senhora Aparecida fecha agências em todo o país e um caso em Minas Gerais expõe ao limite a tensão entre bancos e clientes endividados.

As mudanças no atendimento físico atingem correntistas, sobretudo os mais dependentes do balcão, e pressionam bancários que relatam sobrecarga e medo de perder funções, em um momento de feriados prolongados e de conflitos abertos dentro das agências.

Guichês fechados e clima de insegurança nas agências

Em São Paulo, o Banco do Brasil promove o que chama de “absorção” de agências e Plataformas de Suporte Operacional, as PSOs, com o fechamento de guichês de caixa mesmo em unidades de grande movimento. A medida atinge pontos no Jardim Bonfiglioli, na Rua Clélia, na Avenida Sumaré e na agência Alfonso Bovero, na zona oeste.

Funcionários relatam que, em alguns casos, só descobrem o fim do próprio posto quando uma empresa terceirizada aparece com plantas de um novo layout, já sem espaço para o caixa. A gerência local, afirmam, muitas vezes também é pega de surpresa, o que alimenta um clima de desconfiança dentro das unidades.

“O Banco do Brasil tem normalizado essa questão. O bancário vai trabalhar na sua SOP e não sabe o que vai encontrar naquele dia. É sempre um estado constante de insegurança e incerteza para quem trabalha nesse setor”, diz Priscilla Semencio, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do próprio banco.

As denúncias apontam ainda para o bloqueio de vagas deixadas por promoções, remoções ou aposentadorias, sem reposição de pessoal. Funções se acumulam, tarefas de centros operacionais migram para as PSOs e caixas assumem atribuições que seriam de gerentes, muitas vezes sem treinamento e sem reconhecimento salarial correspondente.

Impacto direto para clientes mais vulneráveis

Para o público, o efeito aparece nas filas maiores, na dificuldade para resolver operações mais complexas e na sensação de afastamento do atendimento humano. Aposentados, pessoas com menor familiaridade digital e quem busca renegociação de dívidas são os primeiros a sentir o corte dos guichês e a concentração de tarefas em menos funcionários.

O Sindicato dos Bancários cobra do Banco do Brasil transparência sobre os critérios de fechamento, comunicação prévia às equipes e respeito às atribuições de cada cargo. A entidade pede a recomposição do quadro de pessoal e alerta para o risco de erro e de falhas de segurança quando limites operacionais são ultrapassados para dar conta do volume de serviço.

“É o ápice do desrespeito com funcionários que vêm trabalhando com sobrecarga e total falta de apoio. Descobrir, por meio de uma empresa terceirizada, que seu local de trabalho ou posto deixará de existir demonstra a completa falta de transparência e comunicação do banco”, afirma Priscilla.

As mudanças se somam à tendência de migração de operações para o celular e o computador. Ferramentas digitais permitem transferências e pagamentos em poucos segundos, mas não substituem a conversa frente a frente na hora de discutir prazos, descontos, renegociações ou problemas específicos em contratos.

Feriado fecha agências, mas força uso dos canais digitais

O feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, na segunda-feira, 12, interrompe o atendimento presencial em todas as agências bancárias do país. As portas fecham, mas o sistema financeiro continua funcionando em outra chave, integralmente digital.

Internet banking, aplicativos e Pix operam normalmente, 24 horas por dia, inclusive durante o feriado. A orientação dos bancos é que os clientes antecipem pagamentos de tributos e boletos que não aceitam data posterior, para evitar juros e multas indesejados.

Contas de consumo com vencimento na segunda, como água, luz e telefone, podem ser pagas no dia seguinte, quando o expediente é retomado, sem cobrança extra. Operações que dependem de compensação, como TEDs e boletos bancários, só são processadas no próximo dia útil, o que exige planejamento de empresas e consumidores.

A Federação Brasileira de Bancos insiste que a rede digital dá conta das necessidades básicas da população durante o feriado. O avanço do fechamento de guichês, porém, indica que a adaptação ao mundo online deixa de ser uma opção e passa a ser uma imposição para quem precisa de atendimento.

Homem se acorrenta em agência e termina preso em Minas

O conflito em torno do acesso ao gerente e à renegociação de dívidas ganha contornos dramáticos em Lavras, no sul de Minas. Na terça-feira, 6, um homem de 60 anos se acorrenta dentro de uma agência bancária da cidade para tentar rever um débito e exigir ser ouvido pela chefia.

A Polícia Militar é acionada pelos funcionários. Os agentes relatam que o homem resiste às ordens para deixar o local e precisa ser contido. Durante a abordagem, percebem que ele porta uma pistola de ar comprimido, apreendida em seguida.

O cliente passa por atendimento médico e é levado à delegacia da cidade. Acaba preso em flagrante por resistência, ameaça, desobediência e exercício arbitrário das próprias razões. A Polícia Civil informa que ele é ouvido pela Delegacia de Plantão para definição dos próximos passos do inquérito.

O episódio escancara o desgaste da relação entre bancos e clientes endividados. Em vez de uma negociação conduzida na mesa do gerente, o impasse termina em algemas, com o sistema de segurança acionado e a agência esvaziada em clima de pânico.

Pressão sobre bancos aumenta com digitalização acelerada

Os três movimentos desta semana — corte de guichês do Banco do Brasil, fechamento total das agências no feriado e prisão em Lavras — convergem para um mesmo ponto: o atrito crescente em torno do atendimento presencial. Bancos enxugam estruturas físicas e empurram o público para canais digitais; trabalhadores e clientes contestam a velocidade e o modo dessa transição.

Sindicatos pressionam por mesas permanentes de negociação para discutir o redesenho das PSOs, a distribuição de tarefas, o desbloqueio de vagas e a reabertura de canais presenciais mínimos para atendimento a casos sensíveis, como dívidas e problemas com cartões e empréstimos.

No campo jurídico, o caso mineiro entra na rotina dos processos penais, mas abastece o debate sobre como bancos tratam clientes em situação de desespero financeiro. Organizações de defesa do consumidor devem acompanhar o processo para avaliar se houve falha de acolhimento ou se todos os protocolos foram respeitados.

O setor bancário chega aos próximos meses pressionado a encontrar um ponto de equilíbrio entre agências cada vez mais esvaziadas, aplicativos onipresentes e uma base de clientes que nem sempre consegue, ou quer, resolver tudo por uma tela. Se esse ajuste não vier, a tendência é que o país veja mais filas longas, greves recorrentes e episódios de conflito aberto dentro das agências.

Por que as agências bancárias estarão fechadas no feriado de Aparecida?

As agências bancárias estarão fechadas na segunda-feira, 12, porque o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida interrompe o expediente presencial, seguindo o calendário oficial de feriados, mas sem paralisar integralmente o sistema financeiro, que mantém canais digitais e caixas eletrônicos em funcionamento.

Como fica o atendimento bancário durante o feriado de Aparecida?

Durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida, em 12, o atendimento presencial nas agências fica suspenso, mas aplicativos, internet banking, Pix e caixas eletrônicos funcionam normalmente, 24 horas por dia, permitindo pagamentos, transferências e consultas, enquanto operações que exigem compensação só são processadas no próximo dia útil.

O que aconteceu na agência bancária em Minas Gerais com o homem que se acorrentou?

Um homem de 60 anos foi preso em Lavras (MG) depois de se acorrentar dentro de uma agência bancária para tentar renegociar uma dívida e exigir falar com o gerente, resistir à abordagem da Polícia Militar, portar uma pistola de ar comprimido e acabar autuado por resistência, ameaça, desobediência e exercício arbitrário das próprias razões.

Como o fechamento dos guichês do Banco do Brasil está afetando o atendimento nas agências?

O fechamento de guichês do Banco do Brasil em locais como Jardim Bonfiglioli, Rua Clélia, Avenida Sumaré e Alfonso Bovero reduz pontos de atendimento presencial, aumenta filas, sobrecarrega funcionários remanescentes, empurra clientes para canais digitais e deixa idosos e pessoas com pouca familiaridade tecnológica com mais dificuldade para resolver operações complexas ou renegociar dívidas.


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