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Pesquisa Nexus BTG mostra voto a voto entre Flávio e Lula hoje

Quaest, Datafolha e Ipespe divulgam nesta semana novas pesquisas do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, em cenário apertado e decisivo para a reta final.

13/10/2026 11:00 6 min de leitura
Pesquisa Nexus BTG mostra voto a voto entre Flávio e Lula hoje
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Eleições 2024

Novas pesquisas revelam cenário apertado entre Flávio Bolsonaro e Lula na reta final do segundo turno.

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) entram na reta decisiva do segundo turno monitorados por uma bateria de pesquisas que mede, dia a dia, o humor do eleitorado brasileiro. Três dos principais institutos do país divulgam nesta semana novos números da disputa presidencial, em um cenário descrito por aliados dos dois candidatos como “no fio da navalha”.

Sequência de levantamentos acirra a reta final

A corrida entre Flávio e Lula ganha novos capítulos com a divulgação, em sequência, de levantamentos da Quaest, do Datafolha e do Ipespe. Os estudos captam a intenção de voto de eleitores a partir de 16 anos em todas as regiões do país, em meio a uma campanha marcada por forte polarização e por uma parcela expressiva de indecisos.

A Quaest abre a série com sua primeira pesquisa de segundo turno, após ouvir 2.154 eleitores entre os dias 10 e 13 de outubro. O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026, trabalha com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A divulgação ocorre nesta quarta-feira, e os dados passam a servir de referência imediata para as equipes de campanha.

O Datafolha vem na sequência, com entrevistas realizadas entre 13 e 15 de outubro, também com margem de erro de 2 pontos percentuais e o mesmo nível de confiança. O instituto planeja ouvir 2.520 pessoas em todo o país e divulgar os resultados na quinta-feira. No levantamento anterior, já registrado e tornado público, Flávio aparecia com 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula, em cenário de votos válidos.

Ipespe confirma vantagem mínima e monitora volatilidade

O Ipespe completa a rodada com uma nova pesquisa telefônica, prevista para divulgação no sábado, dia 17. O instituto programa 1.500 entrevistas entre esta terça e quinta-feira, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os números chegam a pouco mais de uma semana do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e tendem a influenciar estratégias de última hora.

Na sondagem mais recente já divulgada pelo Ipespe, no último sábado, Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente: “O candidato do PL tem 52,7% das intenções de voto, ante 47,3% do petista”, registrou o instituto. O cálculo exclui indecisos e quem declara voto em branco ou nulo. A diferença, porém, cabe dentro da margem de erro, o que reforça a leitura de que a eleição permanece aberta.

Coordenadores das campanhas tratam as pesquisas como um mapa dinâmico do país. Em reuniões diárias, equipes de marqueteiros cruzam os dados de cada instituto com indicadores internos para identificar onde investir mais tempo de TV, agendas de rua e presença em redes sociais. Estados do Sudeste e do Sul, além de capitais do Nordeste, surgem como prioridades explícitas, pela concentração de eleitores e pelo peso na soma final de votos válidos.

Impacto sobre estratégias, mercado e debate público

Os números publicados ao longo da semana também ajudam a calibrar o discurso de ambos os lados. A campanha de Flávio tende a explorar percentuais em que mantém pequena vantagem, como nas últimas sondagens do Ipespe e do Datafolha, para sustentar a imagem de favorito e tentar atrair eleitores que valorizam “voto útil” em quem aparece à frente. Petistas, por sua vez, apostam em recortes de região, renda e rejeição para mostrar um cenário mais equilibrado e insistir na mensagem de virada.

No mercado financeiro, as curvas de pesquisa funcionam como termômetro de risco político. Gestores acompanham com lupa movimentos de 1 ou 2 pontos percentuais, sobretudo quando extrapolam a margem de erro em séries sucessivas. Oscilações em temas como política fiscal, reforma tributária, regulação de estatais e postura internacional do próximo governo alimentam decisões de investimento de curto prazo.

Na arena pública, as pesquisas reforçam a centralidade da disputa nacional e alimentam um ciclo contínuo de análises em telejornais, rádios, portais e redes sociais. Intérpretes de diferentes espectros ideológicos disputam a narrativa sobre o significado de cada variação estatística, enquanto institutos são pressionados a explicar metodologias, recortes de amostra e diferenças entre entrevistas presenciais e por telefone.

Disputa voto a voto e tensão até 25 de outubro

A fotografia atual dos levantamentos aponta para uma eleição decidida por poucos pontos, em ambiente de alta volatilidade. Flávio avançou ao segundo turno em primeiro lugar, com pequena frente sobre Lula, e mantém até aqui vantagem numericamente superior em alguns institutos. Outros estudos, porém, mostram quadro mais apertado, em empate técnico dentro da margem de erro.

A sucessão de pesquisas desta semana deve manter a temperatura política elevada até o dia 25. Flutuações mínimas na intenção de voto podem redefinir prioridades de campanha, redirecionar recursos para bases específicas e até influenciar o tom de debates televisivos e de inserções no rádio. A expectativa, entre coordenadores dos dois lados, é de que indecisos e eleitores que hoje falam em voto nulo ou em branco acabem assumindo posição mais clara apenas nos últimos dias.

O desfecho dessa corrida, acompanhada por institutos como Quaest, Datafolha, Ipespe, Nexus/BTG, Gerp, PoderData e outros, definirá o comando do Executivo federal pelos próximos anos e influenciará a correlação de forças no Congresso, nas alianças estaduais e na própria organização da oposição. As pesquisas desta semana não encerram o jogo, mas indicam, com precisão crescente, quão estreita tende a ser a linha que separará vencedor e derrotado na noite da apuração.

Quando saem as próximas pesquisas para presidente?

As próximas pesquisas nacionais sobre o segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula saem em três datas chave: a Quaest divulga seu levantamento nesta quarta-feira, o Datafolha apresenta novos números na quinta e o Ipespe fecha a rodada no sábado, todos com registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral.

O que dizem as pesquisas mais recentes sobre Flávio e Lula?

As pesquisas mais recentes mostram disputa apertada, com vantagem numérica de Flávio Bolsonaro em alguns levantamentos; no último Datafolha divulgado, ele teve 49% contra 45% de Lula, enquanto o Ipespe registrou 52,7% para o candidato do PL e 47,3% para o petista, sempre considerando a margem de erro.

Qual o peso da margem de erro nas pesquisas do segundo turno?

A margem de erro de 2 a 2,6 pontos percentuais das pesquisas desta semana significa que diferenças pequenas entre Flávio Bolsonaro e Lula podem representar empate técnico, especialmente quando a distância entre os candidatos é menor que o intervalo estatístico, o que reforça o caráter indefinido da disputa até a véspera da votação.


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