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Pesquisa Nexus BTG: Flávio lidera com 52%, Lula ameaça vitória

Novas pesquisas para o segundo turno presidencial de 2026 mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula dentro da margem de erro, em cenário acirrado a menos de duas semanas da eleição.

13/10/2026 12:00 6 min de leitura
Pesquisa Nexus BTG: Flávio lidera com 52%, Lula ameaça vitória
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Eleições 2026

Levantamento recente indica liderança de Flávio Bolsonaro, mas Lula mantém chances em disputa apertada para o segundo turno.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Lula (PT) nas principais pesquisas para o segundo turno presidencial, mas a vantagem se mantém dentro da margem de erro e expõe uma disputa aberta a menos de duas semanas da votação.

Os levantamentos nacionais divulgados e em fase de campo nesta semana indicam um cenário de país dividido e um ambiente de forte incerteza para o dia 25 de outubro, quando os eleitores voltam às urnas.

Pesquisas nacionais mostram vantagem apertada

A pesquisa BTG/Nexus, já divulgada, aponta Flávio com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula. O resultado exclui indecisos e eleitores que declaram voto nulo ou em branco, reproduzindo o formato oficial de apuração da Justiça Eleitoral.

Outro termômetro relevante desta reta final é a Quaest, que realiza sua primeira pesquisa para o segundo turno com 2.154 eleitores entrevistados em todo o país entre os dias 10 e 13 de outubro. O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem margem de erro de 2 pontos percentuais. No registro oficial, o instituto informa que “a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos”. A divulgação está prevista para esta quarta-feira.

O Datafolha também volta a campo para medir o humor do eleitorado. O novo levantamento entrevista 2.520 pessoas entre 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e divulgação marcada para quinta-feira. No estudo anterior do instituto, “na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro tinha 49% contra 45% de Lula”, em votos válidos, o que já indicava uma vantagem do candidato do PL, mas ainda em cenário competitivo.

Ipespe reforça tendência e pressiona campanhas

No bloco de pesquisas que orientam as campanhas nesta semana, o Ipespe tem papel central. Na sondagem mais recente, realizada por telefone com 1.500 eleitores entre 6 e 8 de outubro, o instituto registrou vantagem semelhante à da BTG/Nexus. Segundo o relatório registrado no TSE, “a mais recente sondagem do instituto mostrou o candidato do PL com 52,7% das intenções de voto, ante 47,3% do petista”. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

O Ipespe prepara uma nova rodada, com divulgação prevista para sábado, dia 17. A pesquisa repete o desenho metodológico: 1.500 entrevistas telefônicas distribuídas pelo país, mesma margem de erro e cálculo em votos válidos. A expectativa nas campanhas é que esse retrato, já mais próximo da eleição, indique se a vantagem de Flávio se consolida, encolhe ou se transforma em empate técnico mais explícito.

Os números, embora favoráveis a Flávio, permanecem cercados de cautela. Em todos os levantamentos, a diferença entre os dois candidatos cabe dentro das margens de erro, o que, na prática, impede qualquer leitura de vitória antecipada. Cada ponto percentual passa a ter peso político e simbólico na disputa pela narrativa.

País dividido e corrida por indecisos

O retrato atual das pesquisas reforça a imagem de um país partido ao meio, em continuidade ao que se vê desde o primeiro turno. Flávio chegou ao segundo turno na frente, com pouco mais de 47% dos votos válidos, contra cerca de 45% de Lula. O avanço numérico agora é modesto, e cada campanha tenta transformar pequenas oscilações em impulso.

A consequência imediata é o foco quase exclusivo nos indecisos e nos eleitores voláteis, aqueles que admitem poder trocar de escolha até a véspera da votação. Com a disputa em torno dos 50%, a avaliação nas duas coordenações é que qualquer deslocamento de 1 ou 2 pontos pode mudar o desfecho da eleição.

Lula tenta encurtar a distância com agendas em capitais e regiões onde teve desempenho abaixo do esperado no primeiro turno, além de apostar em alianças com antigos adversários de centro. Flávio trabalha para consolidar apoios já conquistados e conter rejeições, com discurso voltado à segurança pública, valores conservadores e críticas à gestão petista.

Mercado, Congresso e rua reagem ao clima de incerteza

O ambiente econômico também sente o impacto do quadro apertado. Investidores e setores empresariais acompanham cada nova pesquisa à espera de sinais sobre o rumo de políticas fiscal, social e regulatória. A percepção de que qualquer um dos dois pode vencer aumenta a volatilidade e adia decisões de investimento de médio prazo.

No Congresso, partidos calculam cenários de governabilidade. Bancadas de centro e blocos regionais medem o custo de declarar apoio público em meio a um eleitorado dividido. Grupos de interesse reforçam a presença em Brasília e ao redor dos comitês de campanha, tentando garantir espaço em eventuais futuros governos, seja com Flávio, seja com Lula.

Na sociedade, o clima é de mobilização constante. As redes sociais amplificam cada levantamento e alimentam disputas de narrativa: quando a vantagem de Flávio cresce, aliados falam em “onda”; quando diminui, o PT fala em “virada”. A margem de erro, frequentemente ignorada no debate ruidoso, ganha centralidade nas análises mais cautelosas.

Próximos levantamentos podem redefinir a reta final

As campanhas tratam as próximas datas como marcos decisivos. A pesquisa Quaest desta quarta, o novo Datafolha de quinta e o Ipespe de sábado formam uma sequência que pode consolidar a percepção de liderança de Flávio ou devolver ânimo à campanha de Lula com sinais de aproximação mais clara.

Até a véspera do voto, novas pesquisas ainda devem ser divulgadas dentro das regras do TSE, que exigem registro prévio dos levantamentos. Cada divulgação tende a redesenhar estratégias de marketing, agenda de viagens, foco em determinados públicos e tom dos programas de TV e redes sociais.

O que se desenha, porém, já parece irreversível: uma eleição marcada por forte polarização, país rachado em dois blocos quase equivalentes e resultado imprevisível até a contagem final dos votos no dia 25 de outubro. A partir daí, qualquer vencedor herdará não apenas o comando do governo federal, mas também a tarefa de administrar um Brasil dividido e atento a cada número.

O que dizem as pesquisas mais recentes sobre Flávio e Lula?

As pesquisas mais recentes para o segundo turno mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, com 52% a 48% dos votos válidos na BTG/Nexus e 52,7% a 47,3% no último Ipespe, sempre dentro das margens de erro, o que mantém o cenário de disputa apertada e sem favorito absoluto.

A eleição de 25 de outubro já tem favorito claro?

A eleição presidencial marcada para 25 de outubro ainda não tem um favorito claro porque, embora Flávio Bolsonaro lidere numericamente, as diferenças em pesquisas como BTG/Nexus e Ipespe cabem dentro das margens de erro, deixando o resultado em aberto e concentrando a disputa nos indecisos e na mobilização até a véspera do voto.


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