Datafolha e Quaest medem reta final entre Lula e Flávio
Datafolha e Quaest divulgam nesta semana pesquisas decisivas sobre o segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, com foco em intenção de voto, rejeição e temas sensíveis.
Eleições 2026
Pesquisas recentes revelam tendências e rejeições decisivas no confronto presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) entram na semana decisiva monitorando dois termômetros centrais: as novas pesquisas Datafolha e Quaest para o segundo turno presidencial.
Os levantamentos atualizam o cenário da disputa às vésperas da votação de 25 de outubro e trazem um retrato mais detalhado do eleitorado, da rejeição aos candidatos e da avaliação do governo, além de testar propostas e medir o humor do país sobre democracia e polarização.
Pesquisas em campo e disputa apertada
A Quaest encerra hoje as entrevistas com 2.154 eleitores em todo o Brasil, realizadas entre os dias 10 e 13 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08729/2026 e terá divulgação amanhã.
O Datafolha entra na reta final do trabalho de campo, que vai de 13 a 15 de outubro, com 2.520 entrevistas, mesma margem de erro e nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00466/2026 e tem divulgação prevista para quinta-feira, a partir do início da noite.
O último levantamento do Datafolha mostra uma eleição embolada. Na rodada anterior, Flávio Bolsonaro aparecia com 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula. No estudo mais recente, divulgado na semana passada, o senador avançou para 52%, enquanto o petista chegou a 48% dos votos válidos.
Os novos números dirão se essa diferença se consolida, se há reação de Lula ou se a disputa entra na reta final em virtual empate técnico, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Intenção de voto, rejeição e voto útil
As duas pesquisas vão além da fotografia tradicional da corrida eleitoral. A Quaest mede a intenção de voto no confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro e investiga se o eleitor já decidiu em definitivo, se ainda pode mudar ou se permanece indeciso. Também avalia a aprovação do atual governo e o chamado potencial de voto de cada candidato, isto é, quem poderia ou jamais votaria em cada um deles.
O Datafolha aprofunda o diagnóstico sobre o chamado voto útil. Os entrevistadores perguntam se o eleitor apoia seu candidato por considerá-lo mais preparado para governar ou por querer impedir a vitória do adversário. A resposta ajuda a medir quantos votos são positivos, de adesão, e quantos são fortemente negativos, motivados pela rejeição ao outro lado.
O instituto também atualiza os índices de rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro, bem como a avaliação do governo e as expectativas sobre quem deve vencer a eleição. Essa percepção de favoritismo costuma influenciar indecisos e pode reforçar ou esvaziar a confiança das militâncias.
Temas sensíveis e impacto na campanha
As pesquisas desta semana funcionam como laboratório para temas que podem dominar a agenda a partir de agora. A Quaest testa propostas sobre jornada de trabalho, mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal (STF), eventual anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e medidas de segurança pública.
O Datafolha ausculta o eleitorado sobre redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, mandatos fixos para ministros do STF, exigência de decisões colegiadas para questões relevantes da Corte e diminuição do foro privilegiado. O questionário inclui ainda modelos de mandato para presidentes e governadores, com ou sem direito à reeleição.
Os dois institutos perguntam também sobre a percepção da democracia brasileira, a sensação de polarização e a capacidade de diálogo entre pessoas com opiniões políticas diferentes. O conjunto dessas respostas revela o clima do país em meio à disputa mais uma vez marcada por forte confronto entre campos adversários.
Em eventos ao vivo previstos para a divulgação dos dados, a diretora do Datafolha, Luciana Chong, divide a análise com comentaristas políticos. Ela reforça que pesquisas não são oráculos: “Os dados de levantamentos eleitorais não devem ser compreendidos como previsões para o resultado final das eleições. Eles servem de termômetro para a opinião de eleitores no momento em que a pesquisa é feita”.
Quem ganha, quem perde e o que está em jogo
Nas campanhas, cada ponto percentual pesa. A equipe de Flávio Bolsonaro lê a sequência de pesquisas recentes como sinal de vantagem e tenta transformar a dianteira num discurso de virada consolidada, para atrair indecisos e reforçar o voto antipetista. No PT, o foco recai sobre segmentos em que Lula ainda lidera ou tem menor rejeição, na tentativa de conter perdas e ampliar margens regionais.
Partidos, movimentos e grupos de interesse examinam com lupa os recortes por renda, escolaridade, religião e região. A partir deles, decidem onde investir tempo, dinheiro e militância nos próximos dias, seja em comícios, caravanas ou campanhas digitais direcionadas. As redes sociais, em especial, tendem a intensificar a circulação de recortes das pesquisas, gráficos e interpretações favoráveis a cada lado.
O mercado financeiro acompanha a disputa pela lente da estabilidade política e do desenho provável de políticas econômicas. Propostas ligadas a gastos públicos, reformas e relação com o Congresso são avaliadas em paralelo às chances de vitória de cada candidato, influenciando decisões de investimento e expectativa de crescimento.
O impacto das pesquisas também toca a confiança no próprio processo eleitoral. Em ambiente de alta polarização, grupos organizados tentam desacreditar institutos quando os números contrariam suas preferências, enquanto campanhas usam dados favoráveis como munição política. A forma como a sociedade recebe esses resultados ajuda a medir o grau de adesão às regras do jogo democrático.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os levantamentos desta semana funcionam como um dos últimos grandes ensaios antes da decisão nas urnas. O que Datafolha e Quaest registram agora pode redesenhar estratégias, acirrar disputas narrativas e sinalizar o rumo de um país que segue dividido, mas prestes a definir, outra vez, quem comanda o Planalto.
O que as novas pesquisas para presidente 2026 vão mostrar?
As novas pesquisas Datafolha e Quaest sobre o segundo turno para presidente em 2026 vão mostrar intenção de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro, rejeição a cada candidato, grau de decisão do eleitor, avaliação do governo, motivos do voto, expectativa de vitória e opiniões sobre temas como STF, segurança pública e maioridade penal.
Quando saem os resultados da próxima pesquisa Datafolha para o segundo turno?
A próxima pesquisa Datafolha para o segundo turno presidencial de 2026, registrada no TSE sob o código BR-00466/2026, termina o trabalho de campo em 15 de outubro e tem divulgação marcada para a noite do mesmo dia, oferecendo o retrato mais recente da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da reta final da campanha.
Qual é a diferença atual entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas?
A diferença atual registrada nas pesquisas Datafolha mais recentes para o segundo turno mostra Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos e Lula com 48%, após uma rodada anterior em que o senador tinha 49% e o petista 45%; os novos levantamentos desta semana indicarão se essa vantagem se mantém, cresce ou diminui.


