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Quaest revela pesquisa 2º turno Lula x Flávio com dados inéditos

Quaest divulga hoje a primeira pesquisa do 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro; Datafolha apresenta novo levantamento amanhã. Disputa segue acirrada e mantém clima de incerteza.

14/10/2026 09:00 6 min de leitura
Quaest revela pesquisa 2º turno Lula x Flávio com dados inéditos
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Eleições 2026

Nova pesquisa Quaest traz dados inéditos sobre a disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) voltam ao centro do tabuleiro eleitoral com a divulgação de novas pesquisas para o segundo turno presidencial, em um cenário de disputa aberta e polarização máxima.

Os levantamentos da Quaest, divulgado hoje, e do Datafolha, previsto para amanhã, medem intenção de voto, rejeição, avaliação do governo e conhecimento das propostas, e já provocam ajustes nas estratégias de campanha.

Quaest estreia no 2º turno e mede rejeição e governo

A Quaest coloca na rua seu primeiro retrato do segundo turno ao longo desta quarta-feira. O instituto ouviu 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 10 e 13 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08729/2026.

Além da intenção de voto em Lula e Flávio Bolsonaro, o questionário investiga em quem o eleitor votou no primeiro turno, o quanto conhece as propostas dos dois candidatos e como avalia o governo Lula. Esses dados funcionam como um mapa de vulnerabilidades e fortalezas para as campanhas, que enxergam na rejeição e na avaliação de governo os principais freios ao crescimento.

O comando petista acompanha com atenção o cruzamento entre avaliação do governo e intenção de voto. Um governo bem avaliado tende a empurrar parte dos indecisos para a continuidade, mas qualquer erosão nessa percepção abre espaço para o discurso de mudança oferecido por Flávio Bolsonaro. Na outra ponta, o campo bolsonarista monitora onde sua rejeição ainda é intransponível e onde há margem para virar votos nulos, brancos ou indecisos.

Datafolha mantém vantagem apertada de Flávio no radar

O Datafolha entra em campo com um novo levantamento nacional, em fase final de coleta, que será divulgado nesta quinta-feira, a partir das 18h30. A pesquisa entrevista 2.520 pessoas entre os dias 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro BR-00466/2026 no TSE.

Os números chegam depois de duas rodadas que já mostravam Flávio Bolsonaro numericamente à frente. No levantamento anterior, divulgado na semana passada, ele tinha 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Na pesquisa imediatamente anterior, a distância era um pouco maior no placar bruto: 49% a 45% para o candidato do PL.

A diretora do Datafolha, Luciana Chong, insiste que o leitor não confunda fotografia com filme em andamento. “Os dados de levantamentos eleitorais não devem ser compreendidos como previsões para o resultado final das eleições. Eles servem de termômetro para a opinião de eleitores no momento em que a pesquisa é feita”, afirma.

A nova rodada, comentada por Chong e pelos colunistas Mônica Bergamo e Fábio Zanini em transmissão ao vivo, deve mostrar se a vantagem apertada de Flávio Bolsonaro se consolida, encolhe ou se transforma em empate estatístico dentro da margem de erro. Cada ponto percentual muda a narrativa política desta reta final.

Campanhas recalculam rota em cenário volátil

A combinação dos dois levantamentos mantém o clima de incerteza sobre o resultado. A vantagem do candidato do PL segue estreita o suficiente para alimentar a convicção petista de que é possível virar, mas ampla o bastante para dar gás à ofensiva bolsonarista por voto útil entre indecisos e eleitores que rejeitam Lula.

Nos comitês de campanha, marqueteiros, analistas de dados e coordenadores regionais esmiúçam os microdados que não aparecem nos gráficos principais. A dúvida central, hoje, é menos quem está na frente e mais onde ainda há votos disponíveis: entre os que votaram em terceiros no primeiro turno, entre os que não compareceram às urnas e entre os que declaram voto, mas admitem poder mudar de ideia.

As pesquisas também orientam o mapa de viagens e aparições públicas. Estados decisivos, onde a diferença entre os dois candidatos é pequena e o número de indecisos é alto, tendem a concentrar mais comícios, entrevistas e ações de rua nos próximos dias. O mesmo vale para segmentos específicos, como jovens, mulheres de baixa renda e evangélicos, alvo prioritário de campanhas segmentadas.

Mercado, DEMOCRACIA e redes sentem o efeito dos números

Investidores e empresários acompanham cada nova pesquisa com atenção quase instantânea. O futuro das políticas econômicas e fiscais, assim como o ambiente regulatório, depende diretamente de quem vencer a disputa, e variações de 2 ou 3 pontos nos levantamentos já influenciam humor de mercado, apostas em reformas e decisões de investimento.

O impacto não é apenas econômico. A repetição do confronto entre um campo de esquerda liderado por Lula e a direita representada por Flávio Bolsonaro mantém o país em estado de polarização permanente. A temperatura nas redes sociais sobe a cada nova divulgação, alimentando campanhas de desinformação, ataques pessoais e teorias conspiratórias sobre fraudes que o Tribunal Superior Eleitoral tenta conter com monitoramento e exigência de registro detalhado de pesquisas.

No campo institucional, o acompanhamento rigoroso dos levantamentos pelo TSE reforça o papel das pesquisas como instrumento de transparência, não de manipulação. A exigência de registro, metodologia clara e amostras minimamente robustas busca proteger o eleitor de números fabricados e fortalecer a confiança na integridade do processo eleitoral.

Os próximos dias devem ser marcados por uma sucessão de gestos calculados. Lula tende a intensificar a agenda em redutos onde precisa reduzir sua rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro tenta consolidar alianças com setores que ainda desconfiam de sua capacidade de governar fora do embate permanente. O que as pesquisas de hoje indicam é menos um destino e mais o tamanho da disputa pela reta final.

Quando saem as novas pesquisas de segundo turno?

A primeira pesquisa do segundo turno presidencial da Quaest, com 2.154 entrevistados e registrada sob o número BR-08729/2026, é divulgada hoje, quarta-feira, em todo o país; já o novo levantamento nacional do Datafolha, com 2.520 entrevistas e registro BR-00466/2026, sai amanhã, quinta-feira, a partir do início da noite.

Quem está na frente nas pesquisas entre Lula e Flávio Bolsonaro?

A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) segue apertada, com o candidato do PL numericamente à frente nas duas rodadas anteriores do Datafolha, em que marcou 49% e depois 52% dos votos válidos, contra 45% e depois 48% de Lula, diferença ainda dentro de cenário de forte volatilidade.

Qual a importância da rejeição e da avaliação do governo nas pesquisas?

Os índices de rejeição dos candidatos e a avaliação do governo Lula, medidos pela Quaest no levantamento com 2.154 entrevistados, indicam diretamente o potencial de crescimento de cada um no segundo turno, porque alta rejeição limita a conquista de indecisos e baixa aprovação do governo tende a alimentar o voto por mudança.


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