Espanha domina França, vence por 2 a 0 e volta à final do Mundial
Com gol de Oyarzabal, que chega a 5 na competição, e outro de Pedro Porro, seleção espanhola faz 2 a 0 na França, iguala recorde de 37 jogos invicta e decide o título após 16 anos.
Futebol
Seleção espanhola garante vaga na final do Mundial após vitória sólida contra a França.
A Espanha derrota a França por 2 a 0 nesta terça-feira (14), em Arlington, no Texas, e se classifica para a final do Mundial de Seleções de 2026. Oyarzabal, de pênalti, e Pedro Porro marcam os gols da vitória, que consolida a retomada espanhola ao topo do futebol de seleções.
Espanha retoma protagonismo global
O resultado recoloca a seleção em uma decisão mundial após 16 anos, desde o título de 2010. A equipe de Luis de la Fuente mantém uma invencibilidade de 37 partidas, igualando a marca histórica da Itália entre 2018 e 2021. “A vitória na semifinal também transformou a equipe de Luis de la Fuente em recordista. A seleção espanhola chegou a 37 jogos invicta, igualando a marca da Itália”, registra o UOL.
O jogo em Arlington, às 16h (horário de Brasília), confirma o momento de renovação da Espanha. A equipe combina jovens como Lamine Yamal com um núcleo mais experiente em torno de Rodri, Dani Olmo e Laporte. No lado francês, a derrota encerra a tentativa de chegar à terceira final consecutiva, após o título de 2018 e o vice em 2022.
A decisão do Mundial está marcada para domingo, 19 de julho de 2026, às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A disputa do terceiro lugar acontece um dia antes, sábado, 18 de julho, às 18h, em Miami.
Domínio espanhol do início ao fim
A seleção espanhola assume o controle da partida desde o primeiro minuto. A posse de bola se transforma em pressão constante sobre a saída francesa, e o trio ofensivo espanhol prende a defesa rival no próprio campo.
Aos 19 minutos, Lamine Yamal entra em velocidade na área e se antecipa a Digne. O lateral francês tenta afastar, acerta o espanhol e comete pênalti. O lance é validado por Iván Barton, de El Salvador, que comanda a arbitragem sem grande contestação.
Na cobrança, Oyarzabal assume a responsabilidade. “Oyarzabal partiu para a cobrança, converteu e chegou ao seu quinto gol na Copa”, relata o UOL. O gol aos 22 minutos do primeiro tempo consolida o atacante como artilheiro da Espanha no torneio e coloca a França contra as cordas.
O time de Didier Deschamps responde com linhas avançadas, mas encontra uma marcação espanhola compacta. Mbappé, referência técnica e goleadora da equipe, esbarra em dobragens constantes e perde o duelo individual com Pedro Porro e Laporte.
Aos 30 minutos, a situação francesa piora. O zagueiro Saliba sente dores nas costas e deixa o campo, dando lugar a Lacroix. A mudança desorganiza a linha defensiva, que passa a errar mais na saída de bola.
Mbappé apagado e França sem resposta
A França chega à semifinal com 100% de aproveitamento. “Mbappé, com oito gols marcados, é o destaque da competição e divide artilharia do torneio com Messi”, lembra o ge. A expectativa gira em torno da possibilidade de o camisa 10 alcançar uma terceira decisão seguida e se aproximar de marcas históricas.
O cenário não se confirma em campo. A seleção espanhola impõe um bloqueio rígido ao redor do atacante. Rodri protege a entrada da área, os laterais fecham os corredores e os zagueiros evitam o espaço para os giros em velocidade. Marcado de perto, Mbappé finaliza apenas três vezes em toda a partida, duas delas quando o placar já está definido.
“A Espanha dominou a França desde o primeiro minuto, venceu por 2 a 0 e está de volta à final da Copa do Mundo após 16 anos”, resume o UOL. A frase captura a sensação de um jogo em que a seleção de Deschamps quase não cria. O primeiro chute certo francês só sai aos 35 do segundo tempo, em tentativa de Doué após erro de Unai Simón fora da área.
O tropeço também tira de Mbappé a chance de igualar um recorde simbólico. “Mbappé poderia igualar Cafu se chegasse à final. O brasileiro participou de três finais consecutivas entre 1994 e 2002”, destaca o UOL. A França para uma etapa antes e encara agora um processo de revisão tática e psicológica, às vésperas da disputa do terceiro lugar.
Segundo gol define o jogo e amplia impacto
A volta do intervalo mantém o roteiro. A Espanha continua com a bola, gira de um lado a outro e atrai a marcação francesa. Aos 13 minutos do segundo tempo, o controle se transforma em placar elástico.
Pela direita, Pedro Porro avança e encontra Dani Olmo entre as linhas. O meio-campista faz o pivô e devolve com precisão. O lateral entra na área e toca na saída de Maignan, abrindo 2 a 0 e desmontando qualquer estratégia de reação francesa.
O gol reforça a noite de destaque de Pedro Porro, que combina contenção a presença ofensiva constante. Do outro lado, a defesa francesa, já sem Saliba, sofre com a reorganização às pressas. A seleção de Deschamps tenta aumentar o volume ofensivo, mas esbarra em um sistema espanhol que raramente se desorganiza.
A consistência não aparece por acaso. A última derrota da Espanha acontece em março de 2024, em amistoso contra a Colômbia, por 1 a 0. Desde então, a equipe acumula 37 partidas sem perder. “A última derrota da Fúria aconteceu em março de 2024, em amistoso contra a Colômbia”, lembra o UOL.
O dado se desdobra em impacto concreto fora de campo. Com a vaga na final, o valor de mercado de jogadores-chave tende a subir, assim como o interesse de patrocinadores ligados à seleção. Marcas atreladas à imagem de uma equipe em renovação e invicta ganham exposição global, em especial no mercado norte-americano, que hospeda a decisão.
Final, mercado e futuro das duas seleções
A classificação espanhola movimenta Brasília, Madri e boa parte da Europa. A família real acompanha o jogo no estádio de Arlington e reage com entusiasmo ao apito final, gesto que reforça o peso simbólico da campanha. A presença do rei Filipe VI e das princesas Leonor e Sofia alimenta a narrativa de uma geração que cresce vendo a seleção novamente no topo.
O Mundial também rearranja o tabuleiro político e econômico do futebol de seleções. A Espanha, que tinha apenas um título mundial, passa a disputar o bicampeonato, alimentando a resposta à antiga pergunta de bar: quantas copas tem a Espanha? Até 2026, o país soma um título, conquistado na final contra a Holanda em 2010, com gol de Iniesta na prorrogação. Agora, busca o segundo troféu.
Do lado francês, a derrota interrompe o ciclo de três finais seguidas e cria pressão sobre o projeto de Deschamps. O técnico precisa reorganizar o elenco para o jogo do terceiro lugar, no dia 18, sem Saliba e com um elenco abalado pela queda às portas da decisão.
Nos próximos dias, a preparação espanhola se concentra em manter o padrão de jogo. Se não perder a final no tempo normal ou na prorrogação, a equipe chegará a 38 partidas invicta e se isolará como recordista mundial. O domingo, 19 de julho, oferece mais do que um título: pode consolidar uma nova hegemonia e redefinir o equilíbrio de forças no futebol internacional.
Onde assistir França x Espanha na Copa do Mundo?
A semifinal França x Espanha tem transmissão ao vivo pela Cazé TV e acompanhamento em tempo real pelo ge, com lances, estatísticas e comentários.
Qual foi o placar do jogo França x Espanha na Copa?
A Espanha vence a França por 2 a 0, com um gol de pênalti de Oyarzabal no primeiro tempo e outro de Pedro Porro no início da etapa final.
Quem marcou os gols na vitória da Espanha sobre a França?
Mikel Oyarzabal abre o placar de pênalti e chega ao quinto gol no torneio. Pedro Porro marca o segundo gol, após tabela com Dani Olmo.
Como a Espanha conseguiu anular Mbappé no jogo contra a França?
A Espanha estreita as linhas, dobra a marcação pelos lados e impede que Mbappé receba em velocidade. O francês finaliza só três vezes e não marca.
Quando foi a última vez que a Espanha chegou à final da Copa antes de 2026?
A última presença da Espanha em final do Mundial de seleções ocorre em 2010, quando vence a Holanda por 1 a 0 e conquista seu primeiro título.
Quais foram as escalações confirmadas de França e Espanha no jogo da Copa?
A Espanha entra em campo com Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Pedri ou Fabián Ruiz, Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Oyarzabal. A França atua com Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba (Lacroix), Digne; Rabiot, Tchouaméni, Olise; Barcola (Doué), Dembélé e Mbappé.


