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Economia

Manutenção no Guandu corta produção de água pela metade no RJ

Cedae reduz à metade a produção de água no Sistema Guandu em 21/07, das 4h às 22h. Bairros da Zona Oeste, Seropédica e campi da UFRJ sofrem impacto.

17/07/2026 06:06 7 min de leitura

Economia

Interrupção temporária afeta abastecimento em diversas regiões do Rio de Janeiro nesta sexta-feira.

A Cedae realiza na próxima terça-feira, 21 de julho de 2024, uma manutenção preventiva no Sistema Guandu que reduz à metade a produção de água tratada, das 4h às 22h. A intervenção afeta o abastecimento em bairros da Zona Oeste do Rio, em Seropédica, na Baixada Fluminense, e em campi da UFRJ, com queda de pressão e possíveis interrupções temporárias.

Serviço concentrado em 18 horas, efeito por até três dias

O Sistema Guandu é o coração do abastecimento da capital fluminense e de boa parte da Região Metropolitana. Quando ele opera com restrição, qualquer ajuste se espalha por milhões de moradores. A estratégia da Cedae é concentrar em 18 horas uma série de intervenções operacionais e preventivas na Estação de Tratamento de Água Guandu para reduzir o risco de falhas maiores adiante.

Durante o período, a estatal limita a produção a 50% da capacidade. A própria UFRJ resume o cenário: “Durante a execução dos serviços, a produção de água tratada será temporariamente reduzida para a realização de intervenções preventivas e operacionais na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu”, informa a Prefeitura Universitária em comunicado interno.

A normalização não é imediata. A Águas do Rio, concessionária responsável por parte da distribuição, projeta uma retomada lenta após o fim da manutenção. “A normalização do abastecimento poderá levar 72 horas ou mais, especialmente em regiões elevadas, localizadas nas pontas do sistema de distribuição”, alerta a empresa.

Bairros atingidos e vulneráveis à baixa pressão

Na capital, o impacto se concentra na Zona Oeste. Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó, Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Jabour, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar entram no mapa de risco de torneiras secas ou com fluxo reduzido.

O município de Seropédica, na Baixada Fluminense, também depende da água que sai do Guandu e enfrenta o mesmo cenário de incerteza entre terça e os dias seguintes. Na área universitária, a Cidade Universitária e outros campi da UFRJ podem registrar redução de pressão e intermitência, afetando laboratórios, restaurantes, banheiros e atividades administrativas.

A Prefeitura da UFRJ tenta se antecipar. “A Prefeitura Universitária orienta que as unidades acadêmicas e administrativas adotem medidas de uso consciente da água, armazenem água sempre que possível e planejem suas atividades de forma a reduzir os impactos decorrentes da manutenção”, destaca o comunicado da instituição.

Janela usada por concessionárias para obras na rede

A paralisação parcial do Guandu abre espaço para que as concessionárias mexam em suas próprias redes sem provocar novos cortes no futuro. A Águas do Rio confirma que aproveita a terça-feira para uma espécie de mutirão técnico. “A Cedae informou que a produção de água no Sistema Guandu ficará limitada a 50% da capacidade na próxima terça-feira (21/07). O motivo é uma manutenção preventiva programada pela estatal”, registra a empresa.

Nesse intervalo, equipes da concessionária executam reparos em adutoras e instalam macromedidores de vazão, descritos como hidrômetros de grande porte. São equipamentos que permitem medir, com mais precisão, o volume que circula pelas grandes tubulações, reduzindo perdas e facilitando o controle do sistema. A Rio+Saneamento, responsável por parte da Zona Oeste e por Seropédica, também ajusta o fluxo a partir das 4h, com previsão de recuperação completa em até 72 horas, dependendo da altitude e da posição do imóvel na malha de distribuição.

Em algumas áreas, o fornecimento será totalmente interrompido, porque estruturas que levam água do Guandu precisam parar. Em outras localidades, o efeito tende a ser de baixa pressão e intermitência, sobretudo nos horários de maior consumo.

Rotina adaptada e prioridade para unidades de saúde

As empresas orientam os moradores a mudar hábitos por alguns dias. A recomendação é reservar água em caixas e reservatórios individuais para necessidades essenciais, como preparo de alimentos, higiene básica e limpeza mínima, e adiar tarefas que exigem grande consumo, como lavar carros, pisos e roupas em grande volume.

A Águas do Rio promete foco nos serviços considerados críticos. “O abastecimento emergencial por caminhão-pipa será priorizado para unidades de saúde, como hospitais, clínicas de urgência e emergência e demais serviços essenciais”, afirma a concessionária. Em situações pontuais, escolas, serviços públicos e estabelecimentos comerciais que atendem grande número de pessoas também podem ser atendidos, conforme a disponibilidade operacional.

O canal de atendimento funciona no telefone 0800 195 0 195, que também recebe mensagens por WhatsApp, para registro de falta de água, dúvidas e pedidos emergenciais. A orientação vale tanto para clientes residenciais quanto para empresas e equipamentos públicos que dependem da rede.

Risco imediato x segurança do sistema a longo prazo

A intervenção no Guandu é apresentada pela Cedae como uma etapa de manutenção preventiva. Na prática, a estatal tenta evitar problemas como rompimentos em adutoras, falhas em equipamentos da estação de tratamento e crises de abastecimento prolongadas, que costumam ter repercussão social e política muito maior.

Reduzir a produção em 50% por quase um dia pressiona diretamente a vida de quem mora em regiões elevadas ou na ponta da rede, que sente primeiro a queda de pressão. A conta chega ao cotidiano de famílias da Zona Oeste, comerciantes de bairros como Campo Grande e Santa Cruz, serviços públicos em Seropédica e unidades acadêmicas da UFRJ.

A médio e longo prazo, porém, a instalação de macromedidores e a revisão de trechos sensíveis da rede podem diminuir perdas, melhorar o controle da oferta e reduzir a frequência de emergências. O desafio das próximas semanas será acompanhar a retomada do abastecimento, especialmente nas áreas críticas, para detectar rapidamente vazamentos, bolsões de ar em tubulações e outros problemas que atrasam a normalização.

Cedae, Águas do Rio, Rio+Saneamento e UFRJ prometem monitorar o efeito da intervenção e divulgar novos comunicados se houver necessidade de ajustes adicionais. A forma como o sistema reage a esta parada programada indica o grau de resiliência da infraestrutura de água da Região Metropolitana e antecipa o tamanho das obras futuras que ainda serão necessárias para dar conta do crescimento urbano e das mudanças climáticas.

Quando será realizada a manutenção programada da Cedae no Sistema Guandu?

A manutenção ocorre em 21/07/2024, terça-feira, das 4h às 22h, com redução da produção de água no Sistema Guandu durante todo esse período.

Quais regiões serão afetadas pela falta de água durante a manutenção da Cedae?

Serão impactados bairros da Zona Oeste do Rio, como Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, o município de Seropédica e campi da UFRJ, com baixa pressão e possíveis interrupções.

Qual a previsão para o retorno do abastecimento de água após a manutenção da Cedae?

O abastecimento começa a ser restabelecido após as 22h de terça, mas a normalização completa pode levar até 72 horas ou mais, sobretudo em áreas altas e pontas de rede.

O que motivou a manutenção programada da Cedae no Sistema Guandu?

A parada é para realizar manutenção preventiva e intervenções operacionais na Estação de Tratamento Guandu, incluindo reparos em adutoras e instalação de macromedidores de vazão.


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