Sport vacila no fim e só empata com Operário na Série B
Sport abre vantagem, leva empate do Operário-PR aos 41 do segundo tempo e vê jejum chegar a sete jogos. Time cai para 9º, enquanto paranaenses seguem no G-4.
Série B
Sport deixa escapar vitória nos minutos finais e mantém jejum de sete jogos sem vencer na competição.
O Sport Club do Recife empata em 2 a 2 com o Operário Ferroviário neste sábado (18 de julho de 2026), às 16h, na Ilha do Retiro, pela 18ª rodada da Série B. O resultado prolonga a sequência sem vitórias rubro-negra para sete partidas e mantém o time fora do G-6.
Equilíbrio em campo, pressão fora dele
O empate pesa mais para o Sport do que para o Operário. O clube pernambucano chega a 27 pontos, cai para a 9ª posição e segue distante do grupo que briga pelo acesso. O time já soma sete jogos sem vencer e convive com aumenta pressão sobre elenco, comissão técnica e diretoria.
No lado paranaense, o ponto conquistado em Recife reforça a boa fase. O Operário chega a 32 pontos em 17 jogos, mantém série de quatro partidas sem derrota e sustenta a 3ª colocação, a apenas dois pontos do líder Criciúma, que tem 33. A equipe de Luizinho Lopes consolida a imagem de visitante incômodo e taticamente organizado.
Antes da bola rolar, o clima já era de tensão na Ilha. “Apostar contra o Sport na Ilha do Retiro costuma ser arriscado, mas o momento estatístico das duas equipes não deixa mentir”, resumira o portal Terra ao projetar o duelo. O gramado confirmaria essa leitura, com um mandante pressionado e um visitante seguro.
Gols cedo, virada rápida e castigo no fim
O jogo começa acelerado. Mesmo fora de casa, o Operário se adianta e abre o placar logo aos 6 minutos. Aylon recebe na entrada da área, corta para dentro e finaliza com precisão, sem chances para Thiago Couto. A postura agressiva do Fantasma expõe de novo a fragilidade defensiva do Sport, já vista no 3 a 3 com o Botafogo-SP na rodada anterior.
A resposta rubro-negra vem aos 17. Biel Fonseca aparece bem na área, aproveita espaço na marcação e bate forte, empatando o jogo e recolocando a torcida na partida. O gol dá confiança ao time de Gilmar Dal Pozzo, que passa a ocupar mais o campo ofensivo, ainda que siga vulnerável atrás.
O segundo tempo mal começa e o Sport vira. Aos 3 minutos, Fábio Matheus arrisca de fora da área e acerta um chute firme, no canto. O 2 a 1 parecia sinalizar uma virada de chave na temporada rubro-negra, justamente como Dal Pozzo defendia ao manter a base da equipe apesar dos maus resultados.
Com a vantagem, o Sport recua alguns metros e tenta controlar o jogo com posse de bola e linhas mais baixas. O Operário ajusta a marcação, fortalece o meio-campo com Matheus Trindade e Vinicius Diniz e passa a rondar a área pernambucana em busca de uma bola decisiva.
O castigo para o mandante vem aos 41 minutos. Após jogada trabalhada pelo lado, a bola sobra para Vinicius Diniz, que finaliza e empata: 2 a 2. O gol nos minutos finais escancara a dificuldade rubro-negra em sustentar resultados, problema recorrente ao longo da Série B.
Desfalques, reforços e escolhas em xeque
O Sport entra em campo com problemas importantes. O volante Zé Lucas é afastado por negociações de transferência, e o atacante Clayson cumpre suspensão após expulsão. Gilmar Dal Pozzo preserva a espinha dorsal que empatou com o Botafogo-SP e reforça o meio com Zé Gabriel e Fábio Matheus, numa tentativa de proteger a defesa.
A principal novidade está no banco. Os reforços Claudinho, Kayky Almeida e Diego Hernández, recém-regularizados, ficam à disposição pela primeira vez. “O fio de esperança para o torcedor rubro-negro está na regularização dos reforços Claudinho, Kayky Almeida e Diego Hernández — Redação do ge”, sintetiza o portal esportivo. Mesmo assim, o trio ainda não assume protagonismo imediato.
No Operário, Luizinho Lopes também administra ausências. O atacante Pablo, suspenso, dá lugar a Caio Dantas, referência de área. Na zaga, o retorno de Cuenú reorganiza o sistema defensivo, que volta a se mostrar sólido. Entre as opções ofensivas, Aylon ganha a vaga e responde com o gol que abre o placar.
A leitura prévia do confronto, feita por sites especializados, se confirma. “O Operário-PR é um visitante chato, muito bem organizado e não perde há quatro rodadas”, destacara o Terra, ao analisar o momento dos paranaenses. Na Ilha, o time de Ponta Grossa mostra exatamente isso: paciência, execução tática e eficiência nos momentos-chave.
Quem ganha, quem perde com o 2 a 2
O empate afeta diretamente o planejamento do Sport para o acesso. O time inicia a rodada com 26 pontos, poderia chegar a 29 e se recolocar no radar do G-6. Sai de campo com 27, em 9º lugar, mais distante da parte de cima e com o jejum ampliado para sete jogos sem vitória. O ambiente fica mais pesado, e a pressão por mudanças aumenta.
O elenco sente o efeito da sequência negativa, a comissão técnica vê seu trabalho questionado, e a diretoria é cobrada a acelerar a integração dos reforços. A defesa, que volta a ser vazada duas vezes dentro de casa, vira o principal foco de crítica. O empate de hoje se soma ao 3 a 3 da rodada anterior e confirma uma tendência preocupante.
O Operário, ao contrário, sai fortalecido. Mantém a invencibilidade de quatro jogos, chega a 32 pontos e segue firme na caça ao Criciúma. O desempenho em um ambiente historicamente hostil para visitantes reforça a confiança interna no projeto de acesso. A equipe consegue ser competitiva fora de casa sem abrir mão da organização.
A atuação de Daiane Muniz e de sua equipe de arbitragem transcorre sem grandes polêmicas. O trio com Evandro de Melo Lima e Cipriano da Silva Sousa conduz a partida com segurança, permitindo um jogo intenso, mas controlado.
O que vem agora para Sport e Operário
A retomada do Sport passa, necessariamente, por ajustes rápidos. Dal Pozzo precisa encontrar um equilíbrio entre a necessidade de proteger a defesa e a obrigação de vencer, sobretudo na Ilha do Retiro. A incorporação gradativa de Claudinho, Kayky Almeida e Diego Hernández ao time titular tende a pautar as próximas rodadas.
O calendário não dá trégua. A Série B entra em sua reta final de primeiro turno, e cada ponto perdido em casa pesa na matemática do acesso. O Sport tem pouco tempo para respostas, seja em mudanças táticas, seja em trocas de peças.
No Operário, o desafio é manter o nível de concentração. Com 32 pontos em 17 jogos e a terceira colocação consolidada, o time de Luizinho Lopes se credencia como candidato real à liderança. A solidez defensiva e a capacidade de decidir em momentos pontuais, exibidas na Ilha, são hoje os principais trunfos do Fantasma na briga pelo topo da tabela.
Sport ainda briga pelo acesso na Série B?
Briga, mas com margem menor de erro. Com 27 pontos e em 9º lugar após 18 rodadas, o Sport precisa reagir rápido, sobretudo nos jogos em casa, para voltar ao G-6.
O que o empate muda para o Operário-PR na tabela?
O Operário chega a 32 pontos em 17 jogos, mantém a terceira colocação e fica a dois pontos do líder Criciúma, reforçando a luta direta pela liderança e pelo acesso.
Quem foram os autores dos gols de Sport x Operário-PR?
Aylon e Vinicius Diniz marcam para o Operário. Biel Fonseca e Fábio Matheus fazem os gols do Sport na partida disputada na Ilha do Retiro.


