Corrupção aumenta no governo Lula, diz pesquisa
Quase metade dos eleitores acredita que a corrupção cresceu no governo Lula, conforme aponta pesquisa PoderData, divulgada em 8 de junho de 2026.
A percepção divide opiniões
A percepção de corrupção no Brasil revela-se profundamente dividida. Desde o começo do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, 47% dos eleitores acreditam que a corrupção aumentou. Essa conclusão parte de uma recente pesquisa do instituto PoderData, que abordou 2.500 pessoas em 166 municípios. Tal percepção é um reflexo direto da conturbada cena política nacional, marcada por escândalos como o Caso Master.
Embora 21% dos entrevistados decantem uma diminuição da corrupção sob Lula, 28% não vêem mudanças significativas. O cenário não é homogêneo, mas traz implicações significativas para o governo, especialmente dado o aumento do percentual de eleitores que percebem uma redução da corrupção desde a última pesquisa.
Impacto do Caso Master
A percepção pública de corrupção é agravada pelo Caso Master, um episódio que manchou a imagem do governo atual. O Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, foi o epicentro de uma série de fraudes. A pesquisa mostra que 48% dos brasileiros cientes do episódio culpam o governo Lula pelas irregularidades. Enquanto isso, 32% ainda responsabilizam a administração anterior de Jair Bolsonaro.
O Caso Master alimenta o fogo no debate eleitoral, com cada lado tentando vincular o escândalo ao adversário. A polarização se intensifica; governos passados e presentes estão ambos sob escrutínio, cada um lutando para manter a confiança do público.
Perspectivas e próximos passos
Com uma população dividida, o governo enfrenta o desafio de inverter a percepção negativa de corrupção. A busca por transparência e reformas pode melhorar a imagem de Lula, mas as acusações persistentes exigirão respostas sólidas e divulgação de medidas anticorrupção.
Enquanto o ciclo eleitoral se aproxima, as estratégias políticas precisarão de ajustes, levando em consideração as crescentes preocupações dos eleitores. O impacto dessas percepções no resultado das urnas em 2026 ainda está para ser visto, mas as repercussões políticas já ressoam por todo o país.


