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Economia

El Niño forte ameaça Brasil com extremos climáticos em 2026-2027

04/08/2026 06:32 2 min de leitura
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O climatologista Carlos Nobre alerta que o El Niño, previsto para alcançar intensidade “muito forte” entre 2026 e 2027, pode intensificar eventos climáticos extremos no Brasil, com enchentes no Sul e seca na Amazônia.

Previsão climática preocupante

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um boletim indicando que o fenômeno deve atingir seu pico entre a primavera de 2026 e o início de 2027. Historicamente, o Sul do Brasil sofre com enchentes e deslizamentos de terra, enquanto a Amazônia enfrenta secas e riscos de incêndios.

Segundo Carlos Nobre, “é provável que as chuvas fortes causadas pelo El Niño se intensifiquem, aumentando a vulnerabilidade das regiões afetadas, especialmente onde o solo já está saturado.” Na Amazônia, a expectativa é de temperaturas elevadas e atraso no ciclo das chuvas.

Impactos e preparação

No Sul, enchentes recentes já demonstram o impacto inicial do fenômeno, com alertas para ações preventivas, como monitoramento dos rios. Na Amazônia, a antecipação é crucial para combater incêndios florestais que podem se alastrar sem controle. “Já foram contratados brigadistas para enfrentar as consequências, mas há preocupações sobre as ondas de calor”, ressalta Nobre.

As ondas de calor derivadas do El Niño preocupam especialmente as populações mais vulneráveis. Nobre destaca a necessidade de políticas específicas de proteção contra o calor extremo, que pode aumentar significativamente o número de mortes.

Próximos passos e desafios

Apesar das ações preventivas, o climatologista sublinha a importância de desenvolver políticas eficazes para mitigar os danos do calor extremo. Governos locais estão melhor preparados, mas a carência de estratégias para lidar com ondas de calor se mantém um desafio crítico.

Com os impactos do El Niño ameaçando diferentes regiões brasileiras, o esforço conjunto entre governos e especialistas se faz cada vez mais necessário para minimizar riscos e proteger as populações afetadas.

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