Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.764▲ 0,35%Nasdaq26.613▲ 0,10%Dow Jones54.675▲ 1,09%Ibovespa179.348▲ 0,82%FTSE 10010.917▲ 0,35%DAX26.220▲ 0,07%Nikkei66.300▲ 3,66%S&P 5007.764▲ 0,35%Nasdaq26.613▲ 0,10%Dow Jones54.675▲ 1,09%Ibovespa179.348▲ 0,82%FTSE 10010.917▲ 0,35%DAX26.220▲ 0,07%Nikkei66.300▲ 3,66%
Tecnologia

Foguete da SpaceX deve colidir com a Lua nesta quarta

Estágio superior de um Falcon 9, lançado em 2025, atinge a Lua na madrugada de 5 de agosto. Impacto não oferece risco à Terra, mas intriga cientistas.

05/08/2026 09:20 8 min de leitura
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Tecnologia Espacial

Estágio do Falcon 9 lançado em 2025 está previsto para atingir a superfície lunar sem riscos para o planeta.

Um estágio superior do foguete Falcon 9, da SpaceX, deve colidir com a Lua na madrugada desta quarta-feira (5). O impacto, previsto para as 3h35 no horário de Brasília, ocorre perto da cratera Einstein e transforma um pedaço de sucata espacial de 4.000 quilos em experimento científico em escala real.

Choque lunar sem risco para a Terra

A colisão não preocupa do ponto de vista de segurança, mas chama atenção pelo momento e pelo que revela sobre o futuro da exploração espacial. A Lua segue no centro dos planos de retorno humano ao satélite, enquanto o lixo deixado pelo caminho começa a cobrar seu preço.

O estágio em rota de impacto mede algo próximo a um prédio de cinco andares e viaja a cerca de 2,43 quilômetros por segundo, o equivalente a 8.700 km/h. Astrônomos independentes detectam a trajetória anômala com base em dados públicos. O Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), da Nasa, confirma o cenário.

A agência faz questão de afastar qualquer associação com ameaça ao planeta. “Não há perigo para a Terra”, afirma o porta-voz Jimi Russell. A Nasa segue rastreando o foguete para treinamento de equipes e para preparar a observação científica da região após o choque.

Da missão lunar ao destino inesperado

O Falcon 9 deixa a Terra em 15 de janeiro de 2025, levando dois módulos de pouso para a superfície lunar: o Blue Ghost, da texana Firefly Aerospace, e o Resilience, da japonesa Ispace. O Blue Ghost pousa com sucesso em março de 2025. O Resilience falha meses depois, em uma tentativa frustrada de se juntar ao clube ainda restrito de pousos suaves na Lua.

Como em outras missões da SpaceX, o primeiro estágio do Falcon 9 retorna e é reaproveitado. O segundo estágio, que faz a propulsão final no espaço, segue viagem até soltar as sondas rumo à Lua. A partir daí, torna-se mais um corpo metálico em órbita, preso ao jogo de forças entre Terra, Lua e Sol.

A companhia e a Nasa costumam planejar o descarte de estágios superiores para que queimem na atmosfera em missões de órbita baixa. Em voos de alta energia, como esse, a manobra é mais complexa. “Para missões de alta energia, precisamos realizar uma manobra diferente para garantir que o segundo estágio em si seja seguro, de acordo com as normas e regulamentações apropriadas”, diz Julianna Scheiman, diretora de Ciência da Nasa e dos Programas Dragon da SpaceX.

Ela descreve a origem do problema como um efeito colateral de forças naturais. “Fizemos isso aqui para o segundo estágio das missões Ispace e Blue Ghost, e o que aconteceu foi essencialmente uma combinação de atividade solar e forças gravitacionais que o colocaram em uma trajetória em direção à Lua.”

Onde e como será o impacto

O ponto previsto do choque fica próximo à cratera Einstein, em uma área iluminada e visível a partir da Terra. Para quem tenta localizar a região, a comparação do astrônomo canadense Paul Wiegert ajuda. “Se você imaginar a Lua como um relógio, ela vai marcar mais ou menos onde estaria o número 10”, explica o professor de astronomia e física da Western University, em Ontário.

O clarão do impacto deve durar menos de um segundo, ofuscado pelo próprio brilho da Lua cheia naquela região. Mesmo assim, telescópios profissionais e alguns instrumentos de astrônomos amadores podem registrar a pluma de detritos que sobe do ponto de colisão, iluminada pela luz solar.

A estimativa é de que o Falcon 9 abra uma cratera de ao menos 17 metros de diâmetro, ao cavar o regolito — o solo solto que cobre o subsolo rochoso do satélite. O impacto também deve lançar fragmentos a grande distância, criando uma nuvem fina de poeira e pedaços de rocha.

“É algo realmente enorme colidindo com a Lua. Não é nem um pouco perigoso, podemos simplesmente assistir ao espetáculo”, resume Matt Bothwell, astrônomo da Universidade de Cambridge. Ele vê no episódio um misto de fascínio e alerta. “Acho que mais pessoas deveriam se preocupar com o lixo espacial”, afirma.

Laboratório de impactos e lixo espacial

Para pesquisadores, a colisão funciona como experimento controlado de algo que, normalmente, só acontece por obra do acaso com meteoros. Conhecer melhor esse processo interessa a quem planeja levar astronautas, habitats e equipamentos à Lua.

A Nasa prepara o mapeamento detalhado do local com a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, que há anos acompanha mudanças na superfície lunar. A sonda Danuri, da Coreia do Sul, também entra no esforço, tentando registrar imagens do estágio em aproximação e da área logo após o impacto.

Grupos da Universidade Estadual de Michigan, de Cambridge, da Western University e de outras instituições coordenam campanhas de observação com telescópios em solo. Projetos de ciência cidadã convocam astrônomos amadores na América, que têm melhor posição de observação no horário do evento, para tentar registrar o clarão ou a pluma.

Os dados ajudam a refinar modelos de impacto e a entender a composição do subsolo lunar, já que o choque expõe material fresco que estava enterrado. Também contribuem para avaliar o risco que eventos semelhantes representam a futuras bases e veículos em operação na superfície.

Enquanto isso, o caso se encaixa em um quadro mais amplo de preocupação com detritos espaciais. A Agência Espacial Europeia calcula cerca de 54 mil objetos com mais de 10 centímetros em órbita ao redor da Terra, somando aproximadamente 17 mil toneladas de material lançado desde 1957. A maior parte está em torno do planeta, mas a Lua e o espaço intermediário começam a acumular peças perdidas de missões cada vez mais frequentes.

Um dos poucos precedentes diretos é a queda de uma seção de foguete Longa Marcha, da China, no lado oculto da Lua, em 2022. O novo impacto reacende a discussão sobre regras internacionais para o descarte de estágios e para o rastreamento de sucata em órbita lunar, hoje praticamente inexistente.

Próximos passos e um desafio em aberto

As empresas envolvidas tratam o episódio como consequência imprevista de uma missão complexa, mas não contestam a importância de discutir soluções estruturais. Scheiman, da SpaceX, diz que equipes da empresa e da Nasa já estudam alternativas. A meta é reduzir a chance de que estágios superiores fiquem à deriva por anos no ambiente Terra-Lua.

Agências espaciais e universidades veem no impacto um teste para a capacidade global de coordenação científica rápida. O episódio também entra no radar de diplomatas e reguladores, que precisam lidar com um ambiente que deixa de ser domínio quase exclusivo de governos e passa a contar com empresas privadas em múltiplos países.

Quando a pluma de poeira baixar, o que permanecer na cratera próxima à Einstein será mais um lembrete de que a expansão humana pelo espaço cobra um preço em destroços. A maneira como o setor espacial responde a esse desafio, agora e nos próximos anos, ajuda a definir se a nova corrida lunar será sustentável — ou se a Lua repetirá, em ritmo acelerado, o acúmulo de lixo que já marca a órbita da Terra.

O que vai acontecer quando o foguete da SpaceX colidir com a Lua?

O estágio superior do Falcon 9 deve abrir uma cratera de cerca de 17 metros de diâmetro e levantar uma pluma de detritos, visível apenas com telescópios.

Quando e a que horas o foguete da SpaceX vai atingir a Lua?

O impacto está previsto para a madrugada de quarta-feira, 5 de agosto de 2026, às 2h35 no horário da costa leste dos EUA, ou 3h35 no horário de Brasília.

Qual a velocidade do foguete da SpaceX ao colidir com a Lua?

O estágio superior atinge a superfície lunar a aproximadamente 2,43 quilômetros por segundo, o que corresponde a cerca de 8.700 quilômetros por hora.

Que tipo de cratera o foguete da SpaceX pode abrir na Lua?

Os modelos indicam a formação de uma cratera com mais de 17 metros de diâmetro, escavando o regolito e expondo camadas mais profundas do solo lunar.

Por que o foguete da SpaceX está prestes a colidir com a Lua?

Depois de enviar dois módulos de pouso rumo à Lua, o estágio superior ficou à deriva. A combinação de forças gravitacionais e atividade solar desviou sua órbita para a rota de colisão.

Quais são os riscos ou impactos da colisão do foguete da SpaceX com a Lua?

Não há risco para a Terra. Na Lua, o impacto gera apenas uma cratera e detritos. O principal efeito é científico e simbólico, ao expor o avanço do lixo espacial.


Tecnologia
Publicidadeinarticle
Leia também