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Ciclone-bomba atinge Sul e Sudeste com ventos de 120 km/h

08/08/2026 06:02 2 min de leitura
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Um ciclone-bomba causa morte no Rio Grande do Sul e provoca destruição em várias cidades do Sul e Sudeste desde a tarde do dia 6.

Rastro de destruição e medo

Com ventos superando 120 km/h, o fenômeno climático, popularmente conhecido como ciclone-bomba, tem gerado pânico no Sul e Sudeste do Brasil. Casas destelhadas, árvores arrancadas pela raiz e apagões que deixaram quase 300 mil residências sem energia elétrica são algumas das consequências devastadoras observadas. A tempestade fez sua primeira vítima em Montenegro, RS, onde um motociclista morreu ao ser atingido por uma árvore.

A formação deste ciclone se deu pelo rápido encontro de massas de ar frio e quente, o que provocou uma queda abrupta da pressão atmosférica. Essa ciclogênese explosiva intensificou a destruição, que incluiu a formação de tornados e chuvas torrenciais.

Impactos diretos nas comunicações e serviços

No Rio Grande do Sul, centenas de municípios relatam danos, e Porto Alegre registrou ventos de 120,4 km/h no aeroporto Salgado Filho. Com a queda de energia, a capital enfrentou também riscos de desabastecimento de água, sendo que 45 bairros foram alertados. No litoral paulista e do Rio de Janeiro, escolas foram fechadas e as autoridades recomendaram que pessoas evitassem sair de casa. A travessia de balsa e atividades no Porto de Santos sofreram paralisações momentâneas.

Agora, com alertas extremos em vigor, as autoridades enfrentam o desafio de proteger milhões e minimizar novas tragédias.

Próximos passos e atenção às mudanças climáticas

O fenômeno deve continuar até o final de semana, intensificando temporais e ventanias. As autoridades mantêm medidas preventivas, enquanto monitoram o avanço do ciclone. Diante do cenário de emergência, especialistas alertam para a importância de sistemas de alerta mais eficazes e um planejamento urbano que leve em conta tais fenômenos extremos, que podem se tornar mais comuns em função das mudanças climáticas globais.

A população deve permanecer vigilante e adotar precauções adicionais, evitando deslocamentos desnecessários e mantendo-se informada através dos canais oficiais para minimizar riscos e garantir a segurança.

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