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Tecnologia

Samsung enfrenta crise de memórias e eleva preços de dobráveis

08/08/2026 06:42 2 min de leitura
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Os novos smartphones dobráveis Galaxy Z Fold 8 Ultra e Z Flip 8 da Samsung chegaram ao Brasil em meio a uma crise global de abastecimento de memórias que aqueceu os preços.

Impacto do aumento dos preços

Na última quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a Samsung lançou no Brasil sua nova linha de smartphones dobráveis. O Galaxy Z Fold 8 Ultra, carro-chefe da linha, chega ao mercado com um preço que se aproxima dos R$ 20 mil, refletindo a elevação de preços atribuída à crise de semicondutores que afeta a indústria global. Essa escalada inflacionária foi motivada pela maior demanda por memórias robustas, necessárias para suportar a explosão tecnológica impulsionada pela inteligência artificial.

Os modelos Z Fold 8 e Z Flip 8 estreiam com a promessa de trazer mais recursos, mas com valores inflacionados, o que Rafael Aquino, diretor de produto da Samsung Brasil, justifica como resultado inevitável da situação mundial. “A crise de componentes, o custo da memória, ela é notável em todo o portfólio, não é diferente para os dobráveis”, explica Aquino. Para mitigar esse impacto, a Samsung oferece condições especiais como parcelamento em até 36 vezes e descontos para upgrades de memória.

Condições do mercado e estratégias

Os consumidores agora enfrentam um cenário onde os dispositivos atingem novos patamares de preços. Apesar do momento desafiador, a Samsung busca se posicionar como líder em inovação. “Cabe a nós trazer mais recursos para que o consumidor tenha mais entrega desses produtos”, adiciona Aquino, focando em proporcionar valor agregado para os modelos premium. Este movimento reflete não só uma tendência local, mas global, onde a crise atinge também outros segmentos, como videogames e componentes de informática.

Rafael Aquino observa que a atual tendência de alta nos preços não se limita ao setor de smartphones e que a dinâmica de mercado pode se manter assim por mais alguns anos. Segundo projeções, a instabilidade no abastecimento de semicondutores pode se estender até 2028, mantendo consumidores e fabricantes em estado de incerteza.

O futuro dos preços e a pergunta que fica

Com a persistente crise de semicondutores, o preço dos eletrônicos, e particularmente dos smartphones dobráveis, encontra-se em um limiar que redefine hábitos de consumo. “Quando vai ser [resolvida a questão dos preços], é a pergunta de talvez mais de 1 milhão de dólares”, reflete Aquino. Esta incerteza fiscal paira sobre o mercado, desafiando o consumidor a encontrar soluções em meio a tantas transformações.

O ajuste nos preços dos dispositivos tecnológicos abre um novo capítulo para a Samsung e outras gigantes do setor. A estratégia será crucial para manter a competitividade e o apelo junto ao público, conforme o mundo navega pelas ondas imprevisíveis da próxima era tecnológica.

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