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Esporte

Remo reage, segura o Galo e segue no Z4 após 2 a 2 no Mangueirão

Remo sai na frente, leva virada do Atlético-MG e busca empate em 2 a 2 no Mangueirão pela 22ª rodada. Paraenses seguem no Z4; Galo permanece em 9º.

08/08/2026 21:50 6 min de leitura
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Futebol

Remo luta até o fim e garante empate contra Atlético-MG, mantendo-se na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Remo e Atlético-MG empatam em 2 a 2 na noite deste sábado (8), pela 22ª rodada do Brasileirão, no Mangueirão, em Belém. O time paraense reage após levar a virada, mas segue na zona de rebaixamento.

Jogo elétrico desde o primeiro ataque

O relógio mal chega aos 2 minutos quando o Mangueirão explode. Em saída de bola mal feita pelo Atlético-MG, a defesa se desencontra e Jajá aproveita o presente. “Éverson lançou, o ataque do galo não disputou a bola e o Remo pegou a defesa desmontada. Jajá dominou adiantando e bateu de chapa para fazer o primeiro gol do jogo”, descreve a transmissão.

O gol relâmpago alimenta a urgência azulina. Eliminado na Copa do Brasil no meio da semana, o Remo “volta totalmente as suas atenções para a disputa do Brasileirão”, como registra o ge. A equipe de Léo Condé tenta transformar pressão em sobrevida na Série A. Uma vitória tiraria o time, ainda que provisoriamente, do Z4.

Do outro lado, o Atlético-MG chega ao Pará em clima oposto. “O Atlético chega motivado para o duelo com o Remo”, lembra o ge, após eliminar o Juventude com gol no último lance e avançar às quartas da Copa do Brasil. A sequência de seis jogos sem derrota no Brasileiro vira argumento para manter a bola no chão e sufocar o rival desde cedo.

Virada rápida do Atlético e polêmica com a arbitragem

Depois do golpe inicial, o time mineiro assume o controle. O Remo se fecha, recua linhas e tenta sobreviver aos avanços de Bernard, Alan Minda e Cassierra. A posse de bola se torna mineira, enquanto o Mangueirão oscila entre ansiedade e apreensão.

Aos 33 minutos, a pressão vira empate. Preciado recebe pela direita e cruza na medida. Reinier aparece entre os zagueiros e cabeceia firme, sem chance para Marcelo Rangel. O 1 a 1 espelha a superioridade do Atlético na metade final do primeiro tempo.

Quatro minutos depois, o castigo se repete. Aos 37, Alan Minda vai à linha de fundo pela esquerda e cruza rasteiro. Bernard escapa da marcação e empurra para as redes, consumando a virada em menos de cinco minutos. O 2 a 1 transforma o ambiente: os paraenses, que começaram a noite sonhando em sair do Z4, voltam a ver o abismo de perto.

As decisões de Ramon Abatti Abel, árbitro brasileiro que também apita o Mundial de Seleções, entram em cena e inflamam ainda mais o jogo. Em lance com Pikachu e Bernard na área, os jogadores do Atlético pedem pênalti. “O árbitro Ramon Abatti Abel mandou seguir o jogo, enquanto os atleticanos pediram amarelo por simulação para o atacante remista”, registra o UOL.

Pouco depois, outro momento tenso. Uma falta de Marllon em Pascini, já dentro da área, leva o VAR a revisar o lance. A checagem confirma a decisão de campo e o pênalti não é marcado. O Atlético reclama, o Remo respira. As escolhas do árbitro ajudam a manter o placar e passam a fazer parte da narrativa da partida.

Remo se reorganiza, reage e encontra o empate

Léo Condé precisa administrar um elenco esfarelado. Sem Zé Ivaldo e Marllon, suspensos, e sem o lateral Marcelinho, cortado de última hora, o técnico mexe em estrutura e liderança. A defesa improvisada sofre, mas a resposta vem na frente, com Jajá e Gabriel Taliari puxando contra-ataques e prendendo a bola no campo ofensivo.

O Atlético, comandado por Eduardo Domínguez, também lida com ausências importantes. Renan Lodi cumpre suspensão, enquanto Scarpa está lesionado. O treinador troca peças no meio, alternando Cissé e Pérez, tenta acelerar com Alan Minda pelos lados e mantém o desenho ofensivo. A sensação, porém, é de que o time mineiro administra o resultado e paga caro pela falta de atenção.

Aos 28 minutos do segundo tempo, o Mangueirão volta a ferver. Vitor Bueno acha um passe entre linhas, na medida, e deixa Gabriel Taliari na cara de Éverson. O atacante dribla o goleiro e finaliza rasteiro, empatando o jogo e devolvendo esperança aos paraenses.

O Remo cresce com o empate. Os laterais avançam mais, a marcação aperta a saída mineira e o Atlético se vê empurrado para trás, tentando explorar espaços em transição. O 2 a 2 se sustenta até o apito final, com ambos os times divididos entre a sensação de alívio e a frustração pela chance desperdiçada.

Tabela, pressão e próximos capítulos

O resultado pesa mais para quem precisava virar a chave no campeonato. “O empate fez o Remo permanecer dentro do Z4, com 22 pontos e na 18ª colocação”, registra o UOL. O time até ultrapassa o Vasco, mas segue atrás do Internacional, que abre a zona da degola. A luta contra o rebaixamento continua intensa e imediata.

Na prática, o empate aumenta a pressão sobre Léo Condé e sobre a diretoria azulina. Com um elenco curto, suspensões em série e lesões, o clube precisa se mexer no mercado e ajustar a parte tática. A preparação física também entra em pauta, diante da sequência de jogos decisivos e viagens longas.

Para o Atlético-MG, o balanço é ambíguo. O 2 a 2 mantém a invencibilidade recente, mas “o time mineiro ocupa a nona colocação com 29 pontos” e perde a chance de encostar de vez no G-6, zona que leva a competições internacionais. A força ofensiva aparece nos gols de Reinier e Bernard, mas os erros defensivos, desde o lance inicial, expõem fragilidades que cobram preço alto.

A arbitragem de Ramon Abatti Abel, que já está no radar internacional por atuar no Mundial, segue tema central nos debates pós-jogo. A condução dos lances de possível pênalti e o uso do VAR alimentam pedidos por mais clareza e consistência no protocolo.

Os próximos dias não oferecem descanso. O Remo visita o Internacional em Porto Alegre no dia 17 de agosto, às 20h, em confronto direto para fugir do rebaixamento. O Atlético-MG vira a chave para a Sul-Americana e enfrenta o Red Bull Bragantino na quarta-feira (12), antes de receber o Grêmio no domingo (16), às 16h, em mais um teste para as ambições da temporada.

A noite no Mangueirão termina sem vencedor, mas com recados claros. O Remo mostra que ainda briga, mesmo sob pressão. O Atlético descobre que controle de jogo sem concentração defensiva não basta. O Brasileirão entra na reta de decisões e o 2 a 2 deste sábado promete cobrar respostas já nas próximas rodadas.

Quem marcou os gols no empate entre Remo e Atlético-MG?

Jajá e Gabriel Taliari marcaram para o Remo. Reinier e Bernard fizeram os gols do Atlético-MG no empate por 2 a 2 no Mangueirão.

Como o empate com o Atlético-MG afetou a posição do Remo na tabela do Brasileirão?

Com o 2 a 2, o Remo chega a 22 pontos, assume a 18ª posição e segue dentro da zona de rebaixamento, ainda atrás do Internacional, primeiro time fora do Z4.


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