Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.758▲ 0,62%Nasdaq26.691▲ 1,30%Dow Jones54.037▲ 0,28%Ibovespa172.513▼ 1,73%FTSE 10010.901▲ 0,31%DAX26.319▲ 0,69%Nikkei66.831▲ 1,87%S&P 5007.758▲ 0,62%Nasdaq26.691▲ 1,30%Dow Jones54.037▲ 0,28%Ibovespa172.513▼ 1,73%FTSE 10010.901▲ 0,31%DAX26.319▲ 0,69%Nikkei66.831▲ 1,87%
Entretenimento

Brasil tem 1,7 mi de crianças sem pai no registro em 10 anos

Dados de cartórios mostram avanço no reconhecimento voluntário de paternidade, mas quase 1,7 milhão de crianças seguem registradas só com o nome da mãe desde 2016.

09/08/2026 22:26 7 min de leitura
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Registro Civil

Quase 1,7 milhão de crianças no Brasil estão registradas apenas com o nome da mãe desde 2016, apesar do aumento no reconhecimento voluntário de paternidade.

Quase 1,7 milhão de crianças brasileiras entram na década do Dia dos Pais de 2026 registradas apenas com o nome da mãe. Os dados, consolidados até 31 de julho deste ano, expõem a persistência da ausência paterna nos registros civis, enquanto cresce o número de pais que procuram cartórios para reconhecer espontaneamente os filhos.

Retrato de uma década de pais ausentes

Levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) mostra que, entre 31 de julho de 2016 e 31 de julho de 2026, 1.666.882 crianças são registradas sem o nome do pai nos cartórios de Registro Civil do país. Os números estão no painel “Pais ausentes”, do Portal da Transparência da entidade.

Nos últimos cinco anos, a média anual se mantém em torno de 175 mil recém-nascidos sem registro paterno. Em 2021, são 175.005 registros nessa condição. Em 2022, o total sobe levemente para 176.475. O número avança para 184.071 em 2023, recua a 170.100 em 2024 e volta a subir, para 174.122, em 2025. Só até 28 de julho de 2026, outros 102.986 bebês entram nas estatísticas sem o nome do pai.

Esse quadro não é apenas burocrático. Afeta diretamente o acesso à identidade plena, a benefícios sociais, pensão alimentícia, herança e uma série de direitos civis que dependem do reconhecimento formal da filiação. A cada certidão sem pai, o país registra uma história em suspenso.

Corrente oposta: paternidade reconhecida depois

O mesmo sistema que revela a ausência paterna registra um movimento em sentido contrário. De 2021 a julho de 2026, 193.339 brasileiros passam a ter, oficialmente, a paternidade reconhecida nos cartórios, por iniciativa dos próprios pais.

O número anual de reconhecimentos espontâneos salta de 24.667 em 2021 para 36.835 em 2025. No meio do caminho, são 32.647 em 2022, 25.329 em 2023 e 35.495 em 2024. Até 28 de julho deste ano, já são 28.364 atos de reconhecimento, volume que projeta um novo recorde histórico para 2026.

A Arpen estima que o país deve terminar o ano com cerca de 48 mil reconhecimentos voluntários, quase 30% acima do recorde de 2025 e praticamente o dobro do observado em 2021. O crescimento acumulado se aproxima de 50% em cinco anos.

Para Devanir Garcia, presidente da Arpen-Brasil, a chave está na simplificação do acesso. “Facilitar o reconhecimento de paternidade é facilitar o acesso de milhares de brasileiros à própria identidade. Quanto mais simples for o acesso ao procedimento, maiores serão as oportunidades para que pais regularizem espontaneamente a filiação de seus filhos e garantam a eles todos os direitos decorrentes desse vínculo”, afirma.

Plataforma digital leva cartório à tela do celular

Os cartórios de Registro Civil passam a operar, neste ano, com uma plataforma eletrônica nacional que permite iniciar o reconhecimento voluntário de paternidade pela internet. O serviço é gratuito e tem o mesmo efeito jurídico do registro feito no nascimento.

Pais podem solicitar o reconhecimento online e concluir o processo em qualquer cartório do país, independentemente do local onde o filho foi registrado. Mães de crianças que têm apenas a maternidade reconhecida também podem indicar, pela ferramenta, o suposto pai, o que aciona o procedimento previsto em lei, com proteção às garantias e aos direitos de todas as partes.

Quando o filho é menor de 18 anos, é obrigatória a concordância da mãe. Se é maior de idade, o consentimento é dado pelo próprio filho. O objetivo, segundo a Arpen, é remover barreiras geográficas e burocráticas, aproximando o registro civil da realidade digital das famílias brasileiras.

A mudança altera o dia a dia dos cartórios, que passam a lidar com um volume crescente de pedidos iniciados fora do balcão físico. Também pressiona o poder público a integrar bases de dados e a reforçar campanhas de esclarecimento sobre o direito à filiação.

Dia dos Pais entre homenagem, selfie e consumo

Enquanto o país tenta corrigir, no papel, lacunas de paternidade, o Dia dos Pais de 2026 se espalha pelas redes sociais e vitrines do comércio. Frases, vídeos e fotos se transformam em declarações públicas de afeto, ao mesmo tempo em que movimentam bilhões de reais.

No Instagram, o gesto mais comum é a foto com legenda carinhosa. A jornalista freelancer Maria Luiza Pereira, colaboradora do UOL, reúne sugestões de mensagens prontas para quem trava na hora de escrever. Entre elas, frases como “Pai, seu exemplo me acompanha em cada passo da minha vida. Feliz Dia dos Pais!” e “Sua presença faz qualquer lugar parecer casa. Te amo pai!”.

Stories, vídeos curtos e carrosséis de fotos viram vitrines afetivas. Stories concentram homenagens rápidas, quase instantâneas. Reels reúnem imagens de várias fases da vida, embaladas por músicas emotivas. Publicações no feed abrem espaço para textos mais longos, com lembranças e agradecimentos.

O efeito transborda para o caixa das lojas. O comércio brasileiro espera movimentar R$ 8,52 bilhões com vendas ligadas à data em 2026, segundo projeções setoriais. A cifra mantém o Dia dos Pais entre as datas mais importantes do calendário do varejo, atrás apenas de Natal e Dia das Mães em boa parte das pesquisas.

Presentes tradicionais, como roupas, perfumes, eletrônicos e experiências em restaurantes, concentram a maior parte dos gastos. Mesmo com a alta de preços em segmentos como alimentação fora de casa, a combinação de promoções e compras parceladas mantém o apelo da data.

Direitos em disputa e próximos passos

A distância entre o discurso de gratidão nas redes e a realidade de 1.666.882 crianças sem pai no registro evidencia um país dividido entre celebração e omissão. De um lado, pais presentes ganham homenagens públicas. De outro, milhares de crianças seguem sem a mesma possibilidade de nomear o pai na certidão.

O avanço do reconhecimento voluntário indica que políticas de simplificação e digitalização conseguem produzir resultados concretos. Também sugere que há um contingente de pais dispostos a regularizar a situação quando encontram informação clara, custo zero e menos burocracia.

O desafio agora é reduzir o fluxo anual de novos registros sem pai. Campanhas em maternidades, ações em escolas e integração com políticas sociais podem ampliar o alcance da plataforma eletrônica e das orientações jurídicas. A tendência apontada por especialistas do setor é de continuidade na aposta em soluções digitais, com maior uso de dados para identificar gargalos regionais.

Enquanto isso, o Dia dos Pais segue como data de forte carga simbólica e econômica. Em 2026, a combinação de selfies emocionadas, cartórios mais conectados e bilhões em vendas desenha um cenário em que afeto, consumo e direitos civis se entrelaçam. A próxima década dirá se o país consegue transformar a tecnologia e a comoção anual em menos certidões em branco e mais crianças com a paternidade plenamente reconhecida.

Qual é o Dia dos Pais em 2026 no Brasil?

No Brasil, o Dia dos Pais é comemorado sempre no segundo domingo de agosto. Em 2026, a data cai em 9 de agosto.

Por que o Dia dos Pais no Brasil é comemorado em data diferente de outros países?

O Brasil adota o segundo domingo de agosto por decisão comercial e cultural, tomada na década de 1950, enquanto muitos países seguem o terceiro domingo de junho.

Quando foi o primeiro Dia dos Pais celebrado no Brasil?

O primeiro Dia dos Pais em âmbito nacional é organizado nos anos 1950, em agosto, em campanha criada pelo publicitário Sylvio Bhering, ligada ao comércio carioca.

Quais são as melhores frases para homenagear no Dia dos Pais?

Frases que lembram exemplos, presença e cuidado costumam funcionar bem. Mensagens como “Pai, seu exemplo me acompanha em cada passo da minha vida” ou “Sua presença faz qualquer lugar parecer casa. Te amo pai!” valorizam o vínculo e se adaptam a fotos e vídeos em redes sociais.


Entretenimento
Publicidadeinarticle
Leia também