Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.708▲ 0,21%Nasdaq26.331▲ 0,16%Dow Jones53.463▲ 0,22%Ibovespa167.830▲ 0,90%FTSE 10010.724▼ 0,18%DAX25.989▼ 0,39%Nikkei66.217▲ 1,36%S&P 5007.708▲ 0,21%Nasdaq26.331▲ 0,16%Dow Jones53.463▲ 0,22%Ibovespa167.830▲ 0,90%FTSE 10010.724▼ 0,18%DAX25.989▼ 0,39%Nikkei66.217▲ 1,36%
Mundo

Tarcísio lidera pesquisa para governador de SP e desafia Haddad

Paraná Pesquisas mostra Tarcísio com 50% contra 33,8% de Haddad na corrida ao governo de São Paulo, enquanto o governador mira a regulamentação das apostas online em sabatina.

19/08/2026 10:01 8 min de leitura
Tarcísio lidera pesquisa para governador de SP e desafia Haddad
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Eleições 2026

Pesquisa revela vantagem de Tarcísio sobre Haddad na disputa pelo governo paulista, com foco em regulamentação de apostas online.

O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, amplia a ofensiva contra o PT ao mesmo tempo em que lidera com folga a disputa pelo governo de São Paulo em 2026. Em sabatina na Jovem Pan News, ele mira a regulamentação das apostas online feita no governo Lula e associa o tema ao endividamento das famílias e à crise do varejo, tendo Fernando Haddad como alvo direto.

Críticas às apostas online e aceno ao bolsonarismo

Na entrevista desta quarta-feira, Tarcísio vincula a regulamentação das bets à deterioração das contas domésticas e às dificuldades do comércio. Ele responsabiliza o governo federal e, em especial, seu principal adversário na eleição paulista, o ex-ministro da Fazenda e ex-prefeito Fernando Haddad.

“As pessoas estão endividadas, estão gastando o seu dinheirinho com as bets, que foram regulamentadas aí no governo Lula, pelo Haddad”, afirma o governador. Ele cita fechamento de lojas e retração de consumo como efeitos da combinação entre apostas, juros altos e incerteza econômica.

Tarcísio descreve um ambiente hostil para quem empreende no estado e no país. “A gente está com um problema enorme, e o varejo está fechando, está definhando”, diz, ao defender um ambiente mais previsível para negócios e crédito mais barato.

O governador procura se colocar como porta-voz do empresariado e dos pequenos negócios. “Hoje, o empreendedor não aguenta mais. É para esse empreendedor, que também gera emprego, que a gente precisa trabalhar, porque ele cria oportunidades”, afirma, reforçando o discurso liberal e pró-mercado que marca sua gestão e sua campanha.

Questionado sobre sua vinculação política, Tarcísio não tenta se descolar do bolsonarismo. Depois de se definir como conservador, liberal e defensor de um Estado mais enxuto, ele assume: “Eu me identifico, sim, com o bolsonarismo”. A declaração consolida a tentativa de herdar o eleitorado de direita no maior colégio eleitoral do país.

Paraná Pesquisas aponta vantagem ampla na corrida ao Palácio dos Bandeirantes

Enquanto endurece o tom contra o governo Lula e Haddad, Tarcísio recebe um reforço numérico importante. Levantamento do instituto Paraná Pesquisas, com 1.680 eleitores entrevistados entre 16 e 18 de agosto, coloca o governador na dianteira com 50% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.

Fernando Haddad aparece com 33,8%. A distância, próxima de 16 pontos percentuais, indica um favoritismo consolidado neste momento da disputa. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-08913/2026.

No cenário de segundo turno entre os dois, o instituto aponta que Tarcísio também venceria o petista. Os números exatos do confronto direto não são detalhados no resumo divulgado, mas o comando da pesquisa destaca a manutenção da vantagem atual do governador.

Os dados reforçam a percepção de que a base eleitoral de Tarcísio no estado permanece firme, mesmo após quase quatro anos de gestão. A liderança numérica alimenta a narrativa de continuidade e fortalece o governador em negociações políticas, na busca de apoios regionais e na articulação para a disputa ao Senado na mesma eleição.

Para Haddad, o retrato atual impõe o desafio de ampliar sua penetração além dos redutos tradicionais do PT, sobretudo entre o eleitorado de classe média e em regiões do interior. Também obriga o ex-ministro a responder ataques na área econômica, tema em que Tarcísio pretende concentrar o contraste de perfis.

Nova pesquisa Real Time Big Data testa rejeição e avaliação do governo

O cenário, porém, não está congelado. Outra sondagem, da Real Time Big Data, começa a ser feita com 2.000 entrevistas previstas entre 19 e 22 de agosto e divulgação marcada para o dia 24. O levantamento, registrado no TSE sob o número SP-01347/2026, deve medir não só intenção de voto, mas também rejeição e potencial de crescimento dos principais nomes ao governo paulista.

O questionário inclui sete candidatos: Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Policial Edjane (Agir), Tarcísio (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP). Haverá cenários espontâneos e estimulados de primeiro turno, além de simulação de segundo turno entre Tarcísio e Haddad.

A pesquisa vai aferir rejeição ao perguntar em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, com possibilidade de citar mais de um nome. Também medirá o chamado potencial eleitoral, ao identificar se cada candidato é visto como opção certa de voto, possibilidade, rejeição consolidada ou nome ainda pouco conhecido.

O instituto inclui ainda um bloco dedicado à avaliação da gestão Tarcísio. Os entrevistados terão de dizer se aprovam ou desaprovam o governo e, em seguida, atribuir uma nota qualitativa, entre ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. O recorte é crucial para entender se a popularidade do governador sustenta a atual vantagem ou se há desgaste oculto sob os números de intenção de voto.

O mesmo levantamento testa 15 nomes para as duas vagas ao Senado por São Paulo. Aparecem figuras de diferentes espectros, como Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSD), Guilherme Derrite (PP) e Salles (Novo), entre outros. O desempenho de cada um tende a ser influenciado pelo alinhamento com Tarcísio ou Haddad, num quadro nacional já polarizado.

Economia, polarização e impacto nacional da eleição paulista

A ofensiva de Tarcísio contra a regulamentação das apostas online mira um setor em rápida expansão, mas com imagem ambígua entre eleitores. Ao associar diretamente o avanço das bets ao endividamento das famílias e à queda de receita do varejo, o governador tenta ligar a gestão Lula e o ex-ministro Haddad a um problema visível no cotidiano de parte da população.

O argumento deve encontrar resistência no governo federal e no PT, que tendem a enfatizar a legalização anterior do setor e a necessidade de fiscalização para combater ilegalidades e garantir arrecadação. A resposta oficial ainda não vem a público, mas é esperado que a Fazenda e aliados de Haddad defendam a regulamentação como instrumento de controle, não como causa da crise do consumo.

O embate se insere numa disputa mais ampla por narrativa econômica em São Paulo. Tarcísio se apresenta como gestor liberal, voltado a desburocratização, concessões e grandes obras, e tenta capitalizar o incômodo de comerciantes e industriais com juros altos e incertezas fiscais. Haddad busca se credenciar como articulador nacional e defensor de políticas sociais, apostando na memória de sua gestão na capital e na proximidade com o Planalto.

A eleição paulista, tradicionalmente decisiva para o xadrez político brasileiro, volta a funcionar como termômetro da correlação de forças entre a direita alinhada ao bolsonarismo e o PT. Um segundo mandato de Tarcísio no maior estado do país fortaleceria a direita organizada e influenciaria negociações para a próxima disputa presidencial. Uma virada de Haddad, por outro lado, reequilibraria o mapa de poder estadual e nacional.

Os próximos dias serão decisivos para medir o impacto das declarações de Tarcísio sobre apostas online e endividamento. A nova pesquisa Real Time Big Data deve indicar se o ataque ao governo Lula cola no eleitor paulista ou se encontra resistência fora da base consolidada do governador. A partir daí, tende a aumentar a temperatura da campanha, com economia, segurança e políticas sociais no centro de uma disputa que ultrapassa as fronteiras de São Paulo.

Quem lidera a pesquisa para governador de São Paulo em 2026?

O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, lidera a pesquisa Paraná Pesquisas para o governo de São Paulo com 50% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno, contra 33,8% do ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, em levantamento registrado no TSE sob o número SP-08913/2026.

Qual o impacto das declarações de Tarcísio sobre apostas online na eleição?

As críticas de Tarcísio de Freitas à regulamentação das apostas online, vinculando as bets ao endividamento das famílias e à crise do varejo, funcionam como arma central de sua campanha contra o governo Lula e Fernando Haddad, podendo mobilizar eleitores descontentes com a economia e pressionar o PT a defender suas políticas.

O governador de São Paulo é de direita ou de esquerda?

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é filiado ao Republicanos, se define como conservador e liberal e afirma explicitamente “eu me identifico, sim, com o bolsonarismo”, o que o posiciona no campo da direita, em contraste com seu principal adversário na disputa estadual, o petista Fernando Haddad.


Mundo
Publicidadeinarticle
Leia também