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Economia

Grupo Mateus corta 6,6 mil vagas e abre vagas no trabalhe conosco

Grupo Mateus fecha 28 lojas em seis estados, demite 6.673 funcionários e, ao mesmo tempo, desembolsa R$ 60 milhões por área de 386 mil m² para projeto imobiliário em Belém.

24/08/2026 14:00 7 min de leitura
Grupo Mateus corta 6,6 mil vagas e abre vagas no trabalhe conosco
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Após fechar lojas e demitir funcionários, Grupo Mateus investe em projeto imobiliário e abre novas vagas de emprego.

O Grupo Mateus inicia uma reestruturação profunda: fecha 28 lojas, demite 6.673 funcionários em seis estados e, ao mesmo tempo, investe R$ 60 milhões em um grande projeto imobiliário em Belém.

Reestruturação pesada após anos de expansão

A rede, uma das maiores do varejo alimentar do país, reduz mais de 13% do quadro de pessoal em poucos meses. O movimento marca uma virada de página após um ciclo de expansão acelerada, que ampliou sua presença sobretudo no Nordeste e no Norte.

Segundo informações divulgadas pelo portal BPMoney, “o Grupo Mateus (GMAT3), uma das principais redes de supermercados do Brasil, fechou 28 lojas e demitiu 6.673 trabalhadores após anos de expansão acelerada”. As unidades encerradas se espalham por Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Piauí e Sergipe.

Os números ajudam a dimensionar o corte. No fim do ano passado, o grupo registrava cerca de 47,9 mil funcionários. No primeiro trimestre deste ano, esse total cai para aproximadamente 41,2 mil, uma perda de 6,7 mil postos, concentrada justamente nos fechamentos recentes.

Lojas fecham no Nordeste enquanto Belém ganha megaprojeto

Enquanto enxuga a operação varejista, o Grupo Mateus aposta alto em um novo eixo de crescimento. Nesta semana, a companhia compra uma área de aproximadamente 386 mil metros quadrados na Avenida Augusto Montenegro, um dos principais corredores de Belém, por R$ 60 milhões.

O terreno, que já abrigou a antiga Granja 3 Corações e o Centro de Distribuição do tradicional Grupo Yamada, é visto como ponto estratégico na capital paraense. O acordo, de acordo com o site SA+ Ecossistema de Varejo, “foi fechado por meio de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) entre o Grupo Mateus e a empresa Canopus”.

O plano prevê a expansão e reforma do empreendimento já existente do Grupo Mateus na parte frontal do terreno e, no fundo, a construção de oito torres residenciais dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. A combinação de varejo e habitação popular transforma a área em um complexo de uso misto, com potencial de gerar fluxo constante de consumidores.

Do caixa à comunidade: quem ganha e quem perde

O contraste entre o investimento em Belém e o fechamento de lojas em seis estados explicita a mudança de rota. A companhia tenta manter rentabilidade e fôlego financeiro, mesmo que isso signifique encurtar a rede física e demitir milhares de pessoas em regiões onde a marca se consolidou como grande empregadora.

As demissões atingem diretamente o mercado de trabalho local em cidades que dependem do varejo para gerar renda e consumo. A saída de 6.673 trabalhadores tende a pressionar o desemprego e a renda em bairros periféricos, onde o supermercado costuma ser um dos maiores empregadores formais.

Para a empresa, a redução de lojas pouco rentáveis e a concentração em unidades mais eficientes podem aliviar custos operacionais, preservar margens e abrir espaço para investimentos de longo prazo, como o projeto residencial em Belém. Investidores e analistas tendem a enxergar com mais simpatia esse ajuste fino do que as comunidades afetadas pelos fechamentos.

Virada imobiliária e desafio de imagem

A entrada mais firme no segmento imobiliário popular representa uma nova fronteira para o Grupo Mateus. As oito torres residenciais planejadas dentro do Minha Casa, Minha Vida podem criar uma fonte adicional de receita e aprofundar o vínculo do grupo com famílias de baixa e média renda, que já compõem boa parte de sua clientela no varejo alimentar.

Ao associar um grande supermercado a um condomínio habitacional, a empresa desenha um ecossistema próprio de consumo e serviços. O morador passa a viver, comprar e circular dentro de um mesmo complexo, fortalecendo a presença da marca no dia a dia da população e criando barreiras para a concorrência.

A estratégia, porém, cobra um preço político e reputacional. Em estados como Bahia e Maranhão, onde o grupo construiu sua imagem como grande empregador regional, o anúncio de 28 lojas encerradas e milhares de desligamentos tende a alimentar críticas de sindicatos e de autoridades locais. A pressão por contrapartidas sociais, programas de recolocação e negociação com trabalhadores deve aumentar.

O equilíbrio entre eficiência financeira, expansão imobiliária e responsabilidade social se torna o principal teste para a companhia. O desempenho das operações remanescentes, a velocidade de ocupação das futuras torres em Belém e o comportamento do consumo nas regiões afetadas pelos fechamentos vão indicar se a guinada estratégica se sustenta.

Nos próximos meses, o foco recai sobre a execução do projeto na Avenida Augusto Montenegro e o ajuste fino da malha de lojas. O grupo tenta preservar sua posição entre as maiores redes do país, enquanto redesenha seu mapa de atuação e descobre até onde consegue ir como empreendedor imobiliário sem aprofundar o desgaste com trabalhadores e comunidades onde sempre atuou como âncora econômica.

O que aconteceu com o Grupo Mateus recentemente?

O Grupo Mateus fecha 28 lojas em seis estados, demite 6.673 funcionários e, ao mesmo tempo, desembolsa R$ 60 milhões para comprar um terreno de 386 mil m² em Belém, onde planeja expandir seu empreendimento atual e erguer oito torres residenciais ligadas ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Por que o Grupo Mateus fechou 28 lojas e demitiu 6,6 mil funcionários?

O Grupo Mateus fecha 28 lojas e demite 6.673 trabalhadores como parte de uma mudança de estratégia operacional, após anos de expansão acelerada que ampliaram custos e exposição em mercados menos rentáveis, buscando agora maior eficiência financeira, enxugamento da rede física e foco em unidades consideradas estratégicas para preservar margens e fôlego de investimento.

Qual a relação entre a compra do terreno na Avenida Augusto Montenegro e as demissões no Grupo Mateus?

A compra de um terreno de 386 mil m² na Avenida Augusto Montenegro, por R$ 60 milhões, ocorre ao mesmo tempo em que o Grupo Mateus fecha 28 lojas e corta 6.673 vagas, mostrando uma realocação de recursos: a empresa reduz operações menos rentáveis para liberar capital e foco para projetos considerados estratégicos, como o complexo varejista e residencial em Belém.

O que o Grupo Mateus pretende com o investimento de R$ 60 milhões na área em Belém?

O investimento de R$ 60 milhões no terreno de 386 mil m² em Belém tem como objetivo ampliar e modernizar o empreendimento existente do Grupo Mateus na Avenida Augusto Montenegro e viabilizar a construção de oito torres residenciais do Minha Casa, Minha Vida, criando um grande complexo que une varejo, moradia popular e geração recorrente de fluxo de consumidores.

Como o fechamento das lojas impactou as operações do Grupo Mateus na Bahia?

O fechamento de parte das 28 lojas, incluindo unidades na Bahia, reduz a presença física do Grupo Mateus no estado, enxuga o quadro de funcionários e afeta o papel da rede como grande empregadora regional, com impacto sobre emprego, renda e consumo nas cidades atingidas, embora os detalhes de cada município ainda não tenham sido divulgados pela companhia.

Qual é a estratégia do Grupo Mateus após as recentes demissões e fechamento de lojas?

A estratégia do Grupo Mateus, após demitir 6.673 funcionários e encerrar 28 lojas, combina ajuste da rede para ganhar eficiência operacional com diversificação de negócios, especialmente por meio de parcerias imobiliárias como a SPE com a Canopus em Belém, apostando em projetos de uso misto e habitação popular para gerar novas fontes de receita e fortalecer mercados-chave.


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