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Miguel Falabella fala pela 1ª vez do netinho e vida aos 69 anos

Aos 69 anos, Miguel Falabella explica por que manteve filhos, relacionamentos e sexualidade longe dos holofotes, relata pneumonia recente e planeja livro sobre mulheres de sua vida.

25/08/2026 11:01 8 min de leitura
Miguel Falabella fala pela 1ª vez do netinho e vida aos 69 anos
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Miguel Falabella abre o coração sobre sua vida pessoal, saúde e novos projetos literários aos 69 anos.

Aos 69 anos, Miguel Falabella rompe o silêncio sobre a própria vida privada, assume publicamente dois filhos e um neto, fala do namorado e revisita uma pneumonia recente que o levou à internação.

Filhos em sigilo, netinho e a fronteira entre palco e casa

Na entrevista ao programa Roda Viva, transmitida na noite de segunda-feira, 24 de agosto, Falabella explica por que só torna pública, no ano passado, a existência de Theo e Cassiano. Os dois são filhos biológicos de uma amiga, criados por ele, mas mantidos longe do noticiário de celebridades.

“Nunca expus porque achava que eu era uma pessoa pública e não eles. Graças a Deus, são dois homens incríveis”, afirma, com o cuidado de reforçar que os filhos não são do meio artístico. A mesma decisão de blindagem acompanha o neto, que ele menciona com carinho, mas sem detalhes. “Tenho um netinho”, conta, ligando a chegada da nova geração à preocupação com o futuro do planeta.

A escolha por separar a figura pública do pai e do avô é antiga, mas ganha transparência agora. Ao falar de Theo e Cassiano em rede nacional, o ator devolve à cena uma discussão incômoda para quem vive da imagem: até onde vai o direito à curiosidade do público e onde começa a obrigação de proteger quem não pediu para ser famoso.

Sexualidade sem rótulos, namorado em foto e o peso das fake news

Falabella também revisita a forma como administra sua vida amorosa. Diz que nunca teve interesse em transformar intimidade em espetáculo, ainda que sempre tenha vivido com liberdade. “Não queria ser colocado em uma prateleira. Depois que te colocam, não sai mais… Nunca quis ter rótulos. Me blindei mesmo. Nunca transformei a vida em espetáculo”, afirma.

Ele lembra que cresce profissionalmente em um ambiente de forte preconceito e acredita que a discrição o ajuda a trabalhar. “Na época em que vivemos com preconceito, talvez eu não tivesse feito metade do que eu fiz”, diz. Rejeita a ideia de que sua sexualidade precise caber em definições prontas e insiste que o foco deveria ser a obra. “Acho que o meu trabalho é muito mais interessante do que a minha vida.”

Esse pacto silencioso com a privacidade se rompe, em parte, quando ele posta no Instagram uma foto do namorado, o criador de conteúdo Alexandre Altoé. A reação o espanta. “Nunca me interessei pela vida de ninguém, nunca permiti que se interessassem pela minha. Agora botei uma foto do Alexandre no Instagram e foi um desespero. O que é isso, gente? Que desespero é esse?”, relata.

A experiência mostra o tamanho da curiosidade que ainda cerca a vida íntima de artistas, especialmente quando envolvem relacionamentos homoafetivos. Ao mesmo tempo, evidencia que a decisão de se mostrar parte da própria história pode ser um gesto político, mesmo para quem diz não “levantar bandeiras”.

Nem o esforço de discrição impede, porém, que o ator vire alvo de fake news. Ele lembra boatos antigos de que teria HIV e até de que estaria morto. “Falaram que eu, Claudia Raia e alguns artistas tínhamos. Foi horrível”, recorda. Em uma das situações, chega a viajar para apresentar um espetáculo e descobre que um jornal local já o dava como morto.

“Lembro que fui fazer espetáculo em Londrina e saiu no jornal que eu tinha morrido no Hospital das Clínicas em São Paulo. Aí me falaram: ‘Não tem nenhum ingresso vendido’… No Natal, entrei em uma loja e ela foi se esvaziando… Foi cruel”, conta. As histórias escancaram o impacto real da desinformação sobre reputações, bilheterias e até relações cotidianas.

Pneumonia silenciosa, paz estranha e um novo livro pela frente

Falabella também revela que enfrenta, há três semanas, uma pneumonia silenciosa que o leva à internação no Rio de Janeiro. Sozinho em casa, percebe o mal-estar, chama um carro por aplicativo e segue ao hospital, onde o diagnóstico sai rapidamente. “O cara já viu que eu estava com pneumonia, me internaram e eu pedi algo para dormir. Apaguei”, relata.

Na madrugada, vive uma experiência que descreve como pacífica e perturbadora ao mesmo tempo. “Acordei no meio da noite com a sensação de paz tão grande… Mas pensei: ‘Tem tanta gente de quem quero me despedir e abraçar. Não quero ir hoje’. Não tive medo. Foi uma experiência tão estranha”, diz. O episódio o faz reorganizar prioridades.

Da quase despedida nasce um plano concreto: escrever um livro sobre as mulheres que marcaram sua vida. “A ideia me deu o desejo de priorizar. Quero fazer as coisas que eu quero fazer, quero escrever um livro sobre essas grandes mulheres que passaram na minha vida”, afirma. O título provisório já está escolhido: “Eu as tive em meus braços”.

Aos 69 anos, essa disposição de olhar para trás e organizar memórias convive com o desejo de continuar em cena. O ator diz que não pretende transformar a pneumonia em melodrama, mas admite que a doença reforça a necessidade de cuidados com a saúde, especialmente entre artistas mais velhos, que seguem em ritmo intenso de trabalho.

Privacidade como escolha política e desafio para a mídia

A exposição cuidadosa da vida pessoal de Miguel Falabella, hoje, vai na contramão da lógica que domina o entretenimento. Em vez de abrir a casa para câmeras e reality shows, ele escolhe controlar o que sai e o que permanece entre quatro paredes. A decisão afeta diretamente o jornalismo de celebridades, habituado a explorar relações, filhos e brigas como matéria-prima diária.

Ao assumir dois filhos, um neto e um relacionamento estável sem fazer disso um espetáculo, o artista ajuda a reposicionar o debate sobre o direito à intimidade de quem vive da própria imagem. Mostra que é possível falar de afetos sem expor pessoas que não são públicas e discutir sexualidade sem ceder à pressão por rótulos.

A entrevista também reacende a discussão sobre os limites da curiosidade do público. A reação exagerada à simples foto de Alexandre Altoé, descrita por Falabella como um “desespero”, revela um interesse ainda invasivo pela vida íntima de famosos. De outro lado, a comoção positiva de fãs e setores progressistas indica que há espaço para narrativas mais maduras sobre amor, envelhecimento e diversidade.

O próximo capítulo dessa história deve ocorrer longe do estúdio de TV, nas páginas do livro que ele começa a idealizar. Enquanto organiza lembranças das mulheres que o formaram, Falabella acompanha, à distância, a repercussão de seu raro ato de exposição. Resta saber se sua postura mais reservada inspira um tratamento mais ético da vida privada dos artistas ou se continuará a ser exceção em um ambiente movido a intimidade alheia.

Por que Miguel Falabella só revelou recentemente que tem dois filhos?

Miguel Falabella só revela publicamente, no ano passado, que é pai de Theo e Cassiano porque prefere preservar a privacidade deles, que não são figuras públicas, e evitar que sua fama interfira na rotina dos dois, mantendo-os fora da curiosidade constante da mídia e do assédio típico sobre famílias de artistas.

Quantos filhos Miguel Falabella tem e quem são eles?

Miguel Falabella tem dois filhos, Theo e Cassiano, que são filhos biológicos de uma amiga e foram criados por ele, longe dos holofotes. Aos 69 anos, o ator também conta que já é avô de um netinho, mas prefere não expor nem o menino nem a mãe da criança ao escrutínio do público.

Por que Miguel Falabella manteve seus filhos e namorado em segredo?

Miguel Falabella mantém por décadas filhos e namorado em sigilo para protegê-los da exposição, por entender que só ele é figura pública, além de rejeitar transformar sua intimidade em conteúdo de entretenimento, preservando relacionamentos de rótulos, julgamentos morais e da exploração típica do jornalismo de celebridades.

Qual é a relação de Miguel Falabella com seu netinho?

Miguel Falabella descreve ter um netinho com grande carinho, enxergando na criança um motivo de reflexão sobre o futuro do planeta e das próximas gerações, mas evita dar detalhes, mantendo a identidade e a rotina do menino completamente resguardadas, em linha com a decisão de não expor seus familiares não famosos.

Por que Miguel Falabella sempre evitou falar sobre sua sexualidade?

Miguel Falabella evita falar sobre sua sexualidade porque não quer rótulos nem ser “colocado em uma prateleira”, como define, preferindo viver com liberdade sem transformar desejos e afetos em bandeira pública, especialmente em um contexto de preconceito que, segundo ele, poderia ter limitado sua trajetória profissional.

O que motivou Miguel Falabella a preservar a privacidade da sua família?

Miguel Falabella é motivado a preservar a privacidade da família pela convicção de que apenas ele escolheu ser famoso, enquanto filhos e neto não, e que expô-los poderia afetar diretamente a vida cotidiana de cada um, desde relações de trabalho até segurança, além de alimentar curiosidade e julgamentos que considera desnecessários.


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