River é eliminado pelo Santa Fe e torcedor morre no Monumental
River Plate cai nos pênaltis para o Independiente Santa Fe, em Buenos Aires, após empate por 1 a 1, e torcedor morre de ataque cardíaco nas arquibancadas.
Esportes
River Plate é eliminado pelo Santa Fe nos pênaltis e um torcedor sofre ataque cardíaco durante o jogo em Buenos Aires.
O River Plate está fora da Copa Sul-Americana e lida, ao mesmo tempo, com uma tragédia nas arquibancadas. Diante de um Mâs Monumental lotado, em Buenos Aires, o time argentino empata por 1 a 1 com o Independiente Santa Fe, perde por 8 a 7 nos pênaltis e vê um torcedor morrer após sofrer um ataque cardíaco no estádio.
O resultado encerra a campanha do River nas oitavas de final e agrava a pressão sobre o técnico Eduardo Coudet, já cobrado pela campanha irregular no Torneio Clausura. Para o Santa Fe, a classificação em pleno Monumental representa salto esportivo e simbólico, com vaga garantida nas quartas de final e visibilidade ampliada no continente.
Drama em campo, tragédia na arquibancada
A bola rola às 21h30, no horário de Brasília, com o River empurrado por mais de 60 mil torcedores e pela necessidade de reação na temporada. O time de Coudet volta a contar com Gonzalo Montiel, Marcos Acuña e Sebastián Driussi, convocado para ser protagonista em uma noite que se anuncia tensa desde o início.
O gol que o Monumental espera sai dos pés de Driussi. O atacante abre o placar e faz o River sonhar com uma noite tranquila. A vantagem, porém, dura pouco. O zagueiro Martínez Quarta comete pênalti dentro da área, e Fagúndez converte a cobrança, empatando o jogo em 1 a 1 e devolvendo a dúvida ao ambiente.
Nas arquibancadas, a tensão cresce a cada minuto. A vaga nas quartas de final vale a chance de enfrentar o Vasco e manter vivo o único título continental possível nesta temporada. A igualdade no placar leva a decisão para os pênaltis, enquanto a torcida alterna apoio, impaciência e vaias, sobretudo direcionadas ao trabalho de Coudet.
Durante a partida, um torcedor do River passa mal e desmaia na arquibancada. “Segundo o Olé, homem recebeu atendimento médico na arquibancada do estádio em queda para o Santa Fe, mas não resistiu”, relata o GE. O atendimento é feito ali mesmo, mas a tentativa de reanimação não funciona. A notícia da morte circula entre os presentes e adiciona um peso trágico a uma noite já carregada.
Pênaltis intermináveis e heróis invertidos
O tempo normal termina com o 1 a 1 no placar. A série de pênaltis começa como tantas outras, mas logo vira um teste de nervos para jogadores e torcedores. São 22 cobranças até a definição, em uma disputa que coloca goleiros e batedores no limite emocional.
Santiago Beltrán, do River, vive uma montanha-russa em poucos minutos. “Santiago Beltrán, goleiro do River, teve a chance de sair como herói. Defendeu três cobranças, mas na hora de bater escorregou e isolou”, resume o GE. O erro do camisa 1 transforma o possível salvador em personagem trágico da eliminação.
Do outro lado, o goleiro Weimar Asprilla assume o papel oposto. Ele caminha para a marca da cal com a vaga nas mãos. “O goleiro Asprilla converteu a batida derradeira com muito talento”, descreve o GE. A última cobrança define o 8 a 7 para o Santa Fe e silencia o Monumental, quebrado apenas pelo grito dos cerca de mil torcedores colombianos presentes.
Quarta, já marcado pelo pênalti cometido durante os 90 minutos, agrava seu papel em uma noite infeliz. “O zagueiro Martínez Quarta foi um dos grandes vilões do River Plate. Além de cometer o pênalti durante os 90 minutos, isolou sua cobrança”, registra o GE. Borré e Facundo González também desperdiçam, somando-se à lista de culpados aos olhos da arquibancada.
Pressão sobre Coudet e Santa Fe em alta
A eliminação com contornos dramáticos atinge um clube em momento frágil. O River ocupa as últimas posições da Zona B do Torneio Clausura e já enfrenta contestação interna. “O River Plate chega para a decisão em casa em busca de recuperação na temporada”, lembrava a CNN Brasil antes da partida. A queda diante de um rival considerado inferior, em casa, transforma a cobrança em crise declarada.
No entorno do Monumental, torcedores protestam contra Coudet e pedem o retorno de Ramón Díaz, ídolo recente e símbolo de tempos mais estáveis. Gritos e faixas exigem mudança imediata, em um recado direto à diretoria. O vestiário sente o impacto: jogadores saem cabisbaixos, alguns sem falar com a imprensa, outros tentando amparar Beltrán e Quarta, alvos principais da ira da torcida.
O Santa Fe vive o movimento oposto. “O Santa Fe também busca voltar a vencer”, destacava a CNN Brasil ao projetar o confronto. A classificação em Buenos Aires devolve confiança a um time que vinha de dois jogos sem gols e recoloca o clube no radar internacional. A vaga nas quartas deve atrair maior atenção da mídia colombiana, potencializar receitas e fortalecer o trabalho de Pablo Repetto.
Fora de campo, a morte do torcedor abre discussão incômoda, mas necessária. Em jogos de alto risco emocional, a pressão no estádio se traduz em picos de estresse, sobretudo em torcedores mais velhos ou com problemas cardíacos. O caso expõe a necessidade de revisar protocolos de atendimento, deslocamento de ambulâncias e orientação ao público em arenas que recebem mais de 60 mil pessoas.
River tenta juntar os cacos; estádios sob escrutínio
A diretoria do River tem pouco tempo para respostas. A equipe precisa reagir no Clausura e reorganizar a temporada sem a Sul-Americana, que poderia aliviar a pressão e garantir um título continental. A avaliação sobre o futuro de Coudet ganha força nas próximas horas, com o nome de Ramón Díaz, pedido nas arquibancadas, inevitavelmente em pauta.
No campo da segurança e da saúde, o caso do torcedor morto coloca clubes, Conmebol e autoridades locais sob observação. A presença de postos médicos equipados, número de profissionais, rotas de evacuação e tempo de resposta passam a ser cobrados com mais rigor. A expectativa é de que o episódio gere relatórios internos, cobranças públicas e, possivelmente, ajustes em normas para grandes jogos.
O Santa Fe, por sua vez, volta a Bogotá com moral elevada e planejamento imediato voltado às quartas de final. A perspectiva de enfrentar adversários de maior peso, sob holofotes renovados, pode redesenhar o orçamento e a ambição do clube para a sequência da temporada. Na Argentina, o Monumental desperta hoje com uma eliminação dolorosa, um luto nas arquibancadas e a sensação de que nada será simples nos próximos meses para o River Plate.
O que aconteceu no jogo River Plate x Independiente Santa Fe?
River Plate 1 a 1 Independiente Santa Fe no tempo normal, com gol de Driussi para os argentinos e Fagúndez, de pênalti, para os colombianos; nos pênaltis, depois de 22 cobranças, o Santa Fe vence por 8 a 7, com o goleiro Weimar Asprilla convertendo a última batida e eliminando o River em pleno Monumental.
Como morreu o torcedor do River Plate no Monumental?
Um torcedor do River Plate sofre um ataque cardíaco nas arquibancadas do Mâs Monumental durante a eliminação para o Independiente Santa Fe, desmaia diante de outros fãs, recebe atendimento médico de emergência ainda no estádio, mas não resiste e morre, segundo as primeiras informações divulgadas pela imprensa argentina.
Quem foi o herói e quem saiu como vilão na disputa de pênaltis?
Weimar Asprilla, goleiro do Independiente Santa Fe, vira herói ao converter a cobrança decisiva após uma série de 22 pênaltis, garantindo o 8 a 7 e a vaga nas quartas, enquanto Santiago Beltrán e Martínez Quarta, do River Plate, saem como vilões ao errarem suas batidas depois de já viverem lances decisivos no jogo.


