Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.687▼ 0,25%Nasdaq26.796▼ 0,52%Dow Jones51.302▼ 0,41%Ibovespa185.495▼ 0,17%FTSE 10010.731▲ 0,24%DAX25.376▼ 0,14%Nikkei65.514▲ 0,76%S&P 5007.687▼ 0,25%Nasdaq26.796▼ 0,52%Dow Jones51.302▼ 0,41%Ibovespa185.495▼ 0,17%FTSE 10010.731▲ 0,24%DAX25.376▼ 0,14%Nikkei65.514▲ 0,76%
Economia

Queda bilionária de Ilson Mateus expõe virada no Grupo Mateus

Fortuna de Ilson Mateus encolhe R$ 4,2 bilhões em um ano em meio a fechamento de 28 lojas Eletro Mateus, 6,6 mil demissões e pressão fiscal de R$ 1,28 bi.

09/09/2026 06:18 8 min de leitura
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Economia

Ilson Mateus enfrenta perdas significativas e reestruturação no Grupo Mateus diante de desafios financeiros e operacionais.

A fortuna de Ilson Mateus Rodrigues encolhe R$ 4,2 bilhões em um ano, enquanto o Grupo Mateus fecha 28 lojas, corta 6,6 mil postos de trabalho e revê sua estratégia. Os números, consolidados até o segundo trimestre de 2026, mostram um império do varejo em ajuste forçado, com impacto direto sobre empregos nas regiões Norte e Nordeste.

Bilionário menos rico em uma empresa ainda gigante

Aos 63 anos, o fundador do Grupo Mateus vê seu patrimônio cair de R$ 7,7 bilhões em 2025 para R$ 3,5 bilhões em 2026, segundo a lista de bilionários da Forbes. A redução de 54,5% reflete a desvalorização dos ativos ligados à companhia, terceira maior rede de supermercados do país, atrás apenas de Carrefour e Assaí, de acordo com o Ranking ABRAS 2026.

A família Mateus acompanha o movimento. Ilson, seus dois filhos — Denilson Pinheiro Rodrigues e Ilson Mateus Rodrigues Júnior — e a mãe, Maria Barros Pinheiro, somam em 2026 um patrimônio estimado em R$ 5,5 bilhões, ante R$ 11,9 bilhões no ano anterior. A perda conjunta de R$ 6,4 bilhões sintetiza um período de correção de rota em uma empresa que faturou R$ 43,5 bilhões em 2025 e mantém cerca de 490 unidades operacionais em nove estados.

Mesmo com o tombo patrimonial, o grupo segue movimentando cifras bilionárias. No segundo trimestre de 2026, a receita líquida chega a R$ 9,85 bilhões, alta de 12,2% em relação a 2025. O lucro bruto avança 10,4% e alcança R$ 2,31 bilhões. O problema está na última linha do balanço.

Lucro encolhe e redesenho atinge trabalhadores

O lucro líquido do Grupo Mateus cai 39,3% na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, para R$ 237 milhões. As vendas nas mesmas lojas, indicador que mede o desempenho de unidades abertas há mais tempo, recuam 8%. O cenário força a companhia a apertar o freio da expansão e a mirar a própria estrutura de custos.

Entre 2025 e o fim do primeiro trimestre de 2026, o grupo encerra as atividades de 28 unidades Eletro Mateus, bandeira voltada à venda de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos. No mesmo período, demite 6.673 funcionários. O quadro de colaboradores cai de 47,9 mil para 41,2 mil pessoas, redução de 13,9%.

As demissões e fechamentos atingem diretamente operações em Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia. Em alguns desses estados, a empresa tem papel relevante na geração de empregos formais e na cadeia de abastecimento regional. Famílias que dependem dos salários pagos pela rede sentem, de forma imediata, o ajuste promovido pela direção.

Em comunicado, o grupo afirma que a medida integra um plano para tornar a operação mais eficiente. “A redução da estrutura ocorreu ao mesmo tempo em que o grupo passou a rever despesas e investimentos, buscando priorizar unidades com melhor desempenho”, informa a empresa. O objetivo declarado é trocar parte do crescimento acelerado por rentabilidade consistente.

Corte de lojas, pressão fiscal e discurso de normalidade

A tesoura recai exclusivamente sobre a Eletro Mateus. As lojas de supermercado e atacarejo, que sustentam o grosso do faturamento, seguem abertas e, em alguns casos, continuam em expansão, mas sob critérios mais rígidos de retorno financeiro. “O movimento, portanto, não significou o encerramento das atividades do Grupo Mateus”, registra o site gmconline.com.br, ao relatar o processo de reestruturação.

Nesse período, o grupo também enfrenta uma autuação fiscal de R$ 1,28 bilhão relacionada a créditos presumidos. O valor não aparece como saída imediata de caixa, mas aumenta a incerteza sobre a conta futura e entra no radar de investidores e credores. Em meio à pressão, o discurso oficial tenta afastar qualquer associação com colapso.

“Apesar do encolhimento do patrimônio do fundador e da reestruturação nas lojas, a empresa afirma que não enfrenta crise de faturamento”, diz pronunciamento do Grupo Mateus. Os números de receita confirmam a versão. A margem de lucro, porém, mostra que o dinheiro entra, mas custa mais para virar resultado.

O desafio passa a ser fazer um negócio ainda grande voltar a ser tão lucrativo quanto o mercado espera. A diretriz interna é clara: investimentos novos e projetos de expansão se submetem agora a filtros mais duros de viabilidade. A palavra de ordem deixa de ser apenas abrir lojas, e passa a ser abrir lojas que paguem a própria conta no menor tempo possível.

Impacto nas cidades e a reinvenção do império de Balsas

A reestruturação tem efeitos que vão além dos relatórios para acionistas. No comércio das cidades atingidas, fornecedores menores perdem um cliente de grande porte, enquanto concorrentes locais tentam ocupar o espaço deixado pelas unidades Eletro Mateus. Em bairros onde a bandeira funcionava como ponto de referência, o fechamento altera o fluxo de consumidores e a dinâmica das ruas.

Trabalhadores desligados enfrentam um mercado regional mais apertado. Boa parte das lojas ficava em municípios onde as oportunidades formais de emprego se concentram justamente em grandes redes varejistas, prefeituras e serviços essenciais. As demissões em massa alimentam a pressão sobre programas sociais e sobre o comércio de pequeno porte, que sente a redução imediata de renda circulando.

O contraste com a trajetória do fundador é evidente. Ilson Mateus nasce em família humilde, trabalha como engraxate, operário em fábrica de cachaça e garimpeiro antes de abrir, em 1986, uma mercearia de 50 metros quadrados em Balsas, no sul do Maranhão. Em três décadas, transforma o negócio em uma companhia de capital aberto, com ações negociadas na B3 sob o código GMAT3 e presença em nove estados das regiões Norte e Nordeste.

Hoje, ele e os dois filhos seguem na lista de bilionários brasileiros da Forbes, como os únicos empresários do Maranhão no ranking. “A fortuna do fundador do Grupo Mateus é estimada em R$ 3,5 bilhões em 2026, segundo a lista de bilionários da Forbes”, registra a publicação. A mãe, Maria Barros Pinheiro, deixa o grupo de bilionários em 2026.

O que vem pela frente para a rede e para a família

No curto prazo, o Grupo Mateus continua a operar sob pressão: precisa segurar custos, resolver a disputa fiscal e mostrar recuperação do lucro líquido e das vendas nas mesmas lojas. A empresa indica que vai consolidar o portfólio, fortalecer unidades mais rentáveis e evitar novas apostas arriscadas em segmentos como eletroeletrônicos, onde a competição é feroz e as margens são apertadas.

Para a família, a perda bilionária representa um recuo patrimonial, não um risco imediato de quebra. O patrimônio continua elevado, mas mais sensível ao humor do mercado e aos resultados trimestrais. A recuperação desse valor depende menos de novos negócios e mais da capacidade de o grupo provar que o ajuste atual basta.

Em um horizonte mais longo, o teste será político e social. O grupo constrói, ao longo de décadas, uma imagem de motor econômico no Norte e Nordeste. A onda recente de demissões e fechamentos coloca essa reputação à prova. A reação de comunidades, governos locais e funcionários vai ajudar a definir se a narrativa dominante será de reestruturação necessária ou de corte excessivo em tempos difíceis.

O desempenho dos próximos trimestres dirá se a fortuna de Ilson Mateus estaciona em novo patamar ou volta a crescer junto com o resultado da empresa que ele criou a partir de uma mercearia no interior do Maranhão.

Qual a fortuna atual de Ilson Mateus Rodrigues após a queda de R$ 4,2 bilhões?

Em 2026, a fortuna de Ilson Mateus é estimada em R$ 3,5 bilhões, ante os R$ 7,7 bilhões registrados na lista de bilionários da Forbes de 2025.

Quantas lojas o Grupo Mateus fechou recentemente e por quê?

O grupo fechou 28 lojas da bandeira Eletro Mateus entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, para otimizar o portfólio, cortar despesas e focar nas unidades mais rentáveis.

Como a crise do Grupo Mateus impactou a família de Ilson Mateus Rodrigues?

O patrimônio conjunto da família caiu de R$ 11,9 bilhões em 2025 para R$ 5,5 bilhões em 2026, uma perda de R$ 6,4 bilhões ligada à desvalorização dos ativos do grupo.

Quem são os filhos de Ilson Mateus que recebem parte das ações do grupo?

Os dois filhos que aparecem como bilionários ao lado do pai são Denilson Pinheiro Rodrigues e Ilson Mateus Rodrigues Júnior, ambos com participação no Grupo Mateus.

Qual foi a estratégia de expansão do Grupo Mateus em meio à crise?

A empresa desacelera o crescimento, fecha lojas de eletro, mantém abertura seletiva de unidades de supermercados e atacarejo e adota critérios mais rigorosos para novos investimentos.

Qual o impacto das demissões recentes no Grupo Mateus?

Foram 6.673 demissões, redução de 13,9% no quadro, com forte impacto em empregos formais e na renda de famílias em Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.


Economia
Publicidadeinarticle
Leia também