Apple estreia iPhone 18 Pro e primeiro dobrável sob novo CEO
Apple lança iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e o primeiro iPhone dobrável, o Ultra, em 9 de setembro de 2026, com iOS 26 turbinado por IA do Google.
Lançamentos Apple
Novos modelos chegam com recursos avançados e sistema operacional potenciado por inteligência artificial.
A Apple apresenta nesta quarta-feira (9), às 14h, no Steve Jobs Theater, na Califórnia, o iPhone 18 Pro, o 18 Pro Max e o primeiro iPhone dobrável, o iPhone Ultra. O evento marca a estreia do engenheiro John Ternus como CEO, no lugar de Tim Cook, e inaugura uma nova estratégia para a linha de smartphones da empresa.
Novo comando, nova estratégia
John Ternus assume o palco em um momento em que a Apple tenta responder a pressões simultâneas: avançar em inteligência artificial, renovar o hardware e abrir novas categorias de produto. A empresa divide a linha em dois grupos, com foco em margens mais altas no fim de 2026.
Os modelos premium — iPhone 18 Pro, 18 Pro Max e o dobrável iPhone Ultra — chegam primeiro, ainda neste segundo semestre. Os aparelhos básicos, iPhone 18 e iPhone 18 Air, ficam para o início de 2027, numa segunda onda pensada para proteger o segmento intermediário e enfrentar concorrentes que brigam por preço.
Para especialistas, a mudança de comando ajuda a explicar o peso dado ao hardware nesta geração. “A empresa escolheu colocar um engenheiro no topo porque o hardware voltou a ser o diferencial competitivo definitivo”, afirma Kenneth Corrêa, professor da FGV.
iPhone 18 Pro aposta em potência e IA
O iPhone 18 Pro e o 18 Pro Max mantêm linhas próximas à geração atual, mas ganham mudanças importantes por dentro. O destaque é o novo processador A20 Pro, fabricado com tecnologia de 2 nanômetros, voltado exclusivamente para os modelos premium.
Na prática, os chips de 2 nanômetros permitem acomodar mais componentes em uma mesma área, o que eleva o desempenho e reduz o consumo de energia em relação ao processo de 3 nanômetros usado antes. A promessa é de aparelhos mais rápidos, com maior autonomia de bateria, mesmo em tarefas pesadas.
Os modelos Pro também contam com memória ampliada, com 12 GB de RAM, para lidar com processamento de imagens, jogos e recursos avançados de inteligência artificial. As telas seguem com 6,3 polegadas no 18 Pro e 6,9 polegadas no 18 Pro Max, mas a expectativa é de avanços nas câmeras, sobretudo no modelo maior.
A principal aposta está em uma lente com abertura variável no 18 Pro Max, recurso que ajusta a entrada de luz no sensor e oferece mais controle em cenários de pouca iluminação ou com alta incidência de luz. O resultado esperado é um salto na qualidade de fotos e vídeos, área em que a Apple disputa atenção com rivais asiáticas.
Mesmo com a mudança de geração, analistas veem evolução mais contida nos modelos tradicionais. “A transformação está nos novos produtos e no update de dispositivos que estavam há algum tempo sem atualização, mas que são produtos que vendem muito, como é o caso da Apple TV”, diz o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja.
“O iPhone mudou totalmente o hardware, mudou muita coisa no upgrade do 16 para o 17. Então, a minha expectativa não é tão grande assim em relação ao iPhone tradicional”, completa.
Primeiro iPhone dobrável chega com preço ultra-premium
O iPhone Ultra, primeiro dobrável da Apple, é o protagonista mais aguardado da tarde em Cupertino. O aparelho coloca a empresa em um segmento dominado pela Samsung desde 2019, com o lançamento do primeiro modelo dobrável de massa, e pressiona concorrentes que já percorrem uma longa curva de maturação tecnológica.
O novo iPhone dobrável segue o formato de livro, com uma tela externa menor e um display interno amplo ao ser aberto, aproximando a experiência da de um pequeno tablet. O processador é o mesmo A20 Pro dos modelos 18 Pro e 18 Pro Max, posicionando o Ultra no topo da linha em desempenho.
O preço estimado gira em torno de US$ 2.000, o que coloca o aparelho na faixa ultra-premium. Para Arthur Igreja, a entrada chega tarde, mas com um produto refinado. “Os rumores apontam para um dispositivo com algumas coisas aquém do que a Samsung já tem, porque ela já está nessa curva de maturação há bastante tempo. Mas seria um produto muito bem resolvido, muito bonito e com preço substancialmente alto”, avalia.
A leitura no mercado é que a presença da Apple tende a legitimar de vez o segmento. “A entrada da Apple pode acender a demanda pelo segmento”, afirma Felipe Mendes, CEO do Grupo Pitzi, que atua em serviços para smartphones. Ismael Kolling, vice-presidente de Estratégia e Ecossistema na Leapfone, reforça: “A entrada da Apple na categoria irá promover uma mudança significativa na visão do consumidor”.
A aposta em vendas controladas também faz parte da equação. Segundo análise publicada pela Forbes Brasil, “o iPhone Ultra será considerado um sucesso, mesmo que o estoque seja limitado nos primeiros meses”. A mesma publicação resume a estratégia com uma frase que ecoa no setor: “A Apple não é a primeira a chegar na festa, mas sim a que chega atrasada com a melhor implementação”.
Inteligência artificial como novo eixo do iOS 26
O evento de 9 de setembro também marca a virada da empresa em inteligência artificial. O iOS 26, que chega junto com os novos aparelhos, traz uma integração direta com a Gemini, tecnologia de IA desenvolvida pelo Google.
A parceria rompe parcialmente com a tradição de soluções totalmente internas e reposiciona a Siri, assistente digital da Apple, como uma interface para tarefas mais complexas. A promessa é manter o processamento sensível nos próprios dispositivos, preservando dados privados, enquanto a Gemini entra em ações que exigem mais capacidade de cálculo.
Para o usuário, isso significa sugestões mais inteligentes, criação de texto e imagem diretamente no celular, resumos de conteúdos longos e automação mais precisa de rotinas diárias. No ecossistema Apple, desenvolvedores de aplicativos são estimulados a integrar funções de IA em serviços bancários, produtividade e entretenimento.
Efeitos no mercado brasileiro e próximos passos
No Brasil, a recepção inicial tende a se concentrar no público de alta renda, acostumado a pagar valores elevados em modelos importados ou nas primeiras levas oficiais. A combinação de hardware avançado com IA integrada reforça o apelo para quem já está preso ao ecossistema Apple.
A estratégia de duas ondas, com premium em 2026 e básicos em 2027, também mira o varejo nacional. Lançar primeiro os aparelhos mais caros ajuda a maximizar receita em um fim de ano competitivo e preserva espaço, alguns meses depois, para o iPhone 18 e o 18 Air disputarem o segmento intermediário.
O movimento aumenta a pressão sobre marcas que atuam entre os aparelhos de entrada e os topo de linha, especialmente no Android. Fornecedores de processadores de 2 nanômetros, câmeras avançadas e componentes para telas dobráveis também entram em um novo patamar de demanda.
O ciclo que começa com o 18 Pro e o iPhone Ultra não se esgota neste evento. Apple Watch Series 12 e Ultra 4, também previstos para o anúncio, reforçam a estratégia de manter o usuário envolvido em vários dispositivos conectados. Nos próximos meses, a reação real do público ao dobrável da Apple deve definir quanto espaço ainda existe para inovação física em um mercado que, há anos, foca em incrementos sutis.
A grande questão, agora, é se a combinação de um CEO com perfil técnico, hardware de ponta e IA embarcada será suficiente para recolocar a Apple como protagonista absoluta no topo do mercado de smartphones premium, em um cenário em que rivais asiáticas e a própria Google avançam rápido. A resposta começa a aparecer nas filas — físicas e virtuais — que se formam a partir deste 9 de setembro.
Quando será lançado o iPhone 18 Pro e o iPhone dobrável da Apple?
O anúncio ocorre em 9 de setembro de 2026, às 14h (horário de Brasília), com início das vendas dos modelos premium, incluindo o iPhone Ultra, ainda em 2026.
Qual é o preço esperado do iPhone 18 Pro e do iPhone Ultra no Brasil?
O iPhone 18 Pro e o 18 Pro Max têm preços internacionais previstos acima da geração anterior; o iPhone Ultra é estimado em cerca de US$ 2.000. No Brasil, os valores finais dependem de impostos e política local da Apple.
Quais são as principais novidades do iPhone 18 Pro em relação às versões anteriores?
As novidades incluem o processador A20 Pro de 2 nanômetros, 12 GB de RAM nos modelos Pro, melhorias em bateria, câmeras com abertura variável no 18 Pro Max e integração profunda com IA no iOS 26.
Quem é John Ternus e qual o papel dele no lançamento do iPhone 18?
John Ternus é o novo CEO da Apple, engenheiro de formação, que assume o comando no lugar de Tim Cook. Ele lidera o primeiro grande ciclo de iPhones sob sua gestão, focando em hardware e inteligência artificial.


