Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.716▲ 0,13%Nasdaq26.959▲ 0,09%Dow Jones51.414▼ 0,19%Ibovespa185.495▼ 0,17%FTSE 10010.680▼ 0,24%DAX25.267▼ 0,57%Nikkei65.514▲ 0,76%S&P 5007.716▲ 0,13%Nasdaq26.959▲ 0,09%Dow Jones51.414▼ 0,19%Ibovespa185.495▼ 0,17%FTSE 10010.680▼ 0,24%DAX25.267▼ 0,57%Nikkei65.514▲ 0,76%
Mundo

Datafolha mostra Lula e Flávio empatados na disputa de 2026

Pesquisas Datafolha e Futura/100% Cidades apontam cenário de forte polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro em 2026, com vantagem mínima do petista no 1º turno e empate técnico no 2º.

12/09/2026 08:01 7 min de leitura
Datafolha mostra Lula e Flávio empatados na disputa de 2026
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Eleições 2026

Levantamentos recentes indicam um cenário acirrado entre os principais candidatos à presidência nas próximas eleições.

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegam ao fim desta semana tecnicamente empatados na corrida presidencial de 2026. Dois levantamentos nacionais, de Datafolha e Futura/100% Cidades, mostram o petista levemente à frente no primeiro turno e um empate rigoroso nas simulações de segundo turno.

Cenário apertado no 1º turno e empate no 2º

O Datafolha, que entrevista 2.002 eleitores entre 8 e 10 de setembro em 125 municípios, registra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 35%. A diferença de 4 pontos fica no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto resume: “Lula mantém estreita vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 1º turno da disputa, mas com margem menor do que na semana passada”.

No mesmo cenário estimulado, Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Os demais candidatos somam 4%. Brancos, nulos ou nenhum chegam a 6%, e indecisos, a 4%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026.

Pela primeira vez neste ciclo, o Datafolha divulga também os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos. Sem Pablo Marçal (PRTB), Lula alcança 43% dos votos válidos, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em cenário alternativo, com a presença de Marçal, que está inelegível por condenação e tem o registro barrado pelo TSE, o petista fica com 42% e o senador com 37% nos votos válidos, enquanto o empresário marca 2%.

Nas simulações de segundo turno, o Datafolha reforça o quadro de equilíbrio. Num duelo direto, Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro, 44%, mantendo o empate técnico. O próprio instituto destaca: “No 2º turno, há empate técnico entre os candidatos”. Em outros cenários, o presidente lidera contra Caiado (46% a 41%), Zema (48% a 39%), Renan Santos (48% a 37%) e Cury (45% a 43%).

Futura confirma polarização e mostra rejeição recorde

A pesquisa Futura/100% Cidades, registrada no TSE sob o número BR-02322/2026, reforça o retrato de polarização e disputa aberta. O instituto ouve 2.000 eleitores entre 4 e 10 de setembro e aponta Lula com 39,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,6% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

No segundo turno, o quadro se inverte numericamente, mas continua tecnicamente empatado. “Flávio soma 45,4% contra 45% de Lula no cenário de 2º turno”, registra o levantamento. A diferença de 0,4 ponto, bem inferior à margem de erro, confirma o cenário de virtual empate entre governo e oposição.

A Futura joga luz sobre um dado central para as campanhas: a rejeição. “Lula e Flávio também empatam na maior rejeição, com 45,8% e 45,7% respectivamente”, mostra o instituto. Em outras palavras, quase metade do eleitorado declara que não votaria em nenhum dos dois “de jeito nenhum”, o que restringe o espaço para crescimento fora da própria base.

Os números dialogam com o diagnóstico do Datafolha, segundo o qual “75% dos eleitores estão totalmente com voto definido”. Só um quarto diz que ainda pode mudar de escolha. A combinação de alta definição e rejeição elevada indica um campo estreito para viradas espetaculares, mas abre espaço para voto útil e para candidaturas que tentem ocupar o lugar do “nem Lula, nem Bolsonaro”.

Mapa do eleitorado e efeito da crise institucional

O detalhamento do perfil de voto reforça o retrato de um país dividido por renda, escolaridade, região e religião. Segundo o Datafolha, Lula permanece mais forte entre os eleitores de menor renda e escolaridade, especialmente no Nordeste, e entre católicos. Flávio Bolsonaro lidera entre os mais escolarizados, na classe média, em regiões Sul e Norte/Centro-Oeste e entre evangélicos.

A segmentação deve orientar a rota das caravanas, o investimento em propaganda e o discurso de campanha. O entorno de Lula mira a recuperação de apoio na classe média urbana e entre jovens indecisos. Aliados de Flávio, por sua vez, tentam furar a resistência no Nordeste e reduzir a rejeição entre beneficiários de programas sociais.

A disputa se desenrola em meio a uma crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal e investigações contra o próprio Flávio Bolsonaro, incluindo o caso Dark Horse e sua relação com o empresário Daniel Vorcaro. Em gravações já tornadas públicas, o senador chama o banqueiro de “meu irmão” e promete lealdade em troca de ajuda financeira, o que alimenta questionamentos sobre a origem de recursos e o uso político do mandato.

Nesse ambiente, o bolsonarismo busca deslocar o foco das suspeitas e tensiona a relação com o Judiciário. A campanha de Flávio tenta associar Lula ao ministro Alexandre de Moraes, alvo preferencial do grupo. Como descreveu um dirigente aliado, “Flávio adotou já no evento do 7 de Setembro a estratégia de associar Lula a Moraes”, explorando o desgaste da corte em segmentos mais conservadores do eleitorado.

Candidatos menores, TSE e risco de instabilidade

As sondagens também medem o fôlego de nomes fora do eixo Lula-Flávio. Augusto Cury, autor de best-sellers de autoajuda, oscila entre 6% no Datafolha, em cenário sem Marçal, e quase empata com Lula em uma simulação isolada de segundo turno, com 45% para o petista e 43% para o escritor. A performance reforça o apelo de outsiders num ambiente de fadiga com a polarização tradicional.

Ronaldo Caiado, governador licenciado de Goiás, Romeu Zema, ex-governador de Minas, e Renan Santos, líder do movimento Missão, oscilam entre 2% e 4% no primeiro turno e aparecem derrotados por Lula em todas as simulações de segundo turno, mas mantêm capital político importante para uma eventual negociação de apoios. Na prática, seus palanques regionais podem ser decisivos na reta final.

A situação de Pablo Marçal é outro fator de incerteza. O TSE forma maioria para barrar sua candidatura, sob o argumento de inelegibilidade, mas sua inclusão em um dos cenários testados indica potencial de voto. No Datafolha, ele marca 2% quando aparece na cartela de candidatos. A redistribuição desses votos, caso o impedimento se consolide, é uma incógnita que preocupa tanto o PT quanto o PL.

Ao mesmo tempo, o tribunal encara desgaste em meio à crise com o bolsonarismo e às tensões internas. A forma como o TSE e o STF conduzem o julgamento de Marçal e os processos relacionados a Flávio Bolsonaro pode influenciar a percepção de imparcialidade do sistema eleitoral. Em um pleito projetado para ter margens apertadas, qualquer ruído institucional tende a amplificar a contestação pós-urna.

Os próximos meses devem ser marcados por campanhas ainda mais segmentadas, guerra de narrativas nas redes e disputa pesada por apoios de líderes regionais e religiosos. Se a fotografia atual se mantiver, o vencedor de 2026 tende a sair por diferença mínima, o que aumenta a responsabilidade das instituições em garantir transparência e confiança no resultado.

O que mostram exatamente as pesquisas Datafolha e Futura?

As pesquisas Datafolha e Futura/100% Cidades mostram Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no 1º turno de 2026, com 39% a 35% no Datafolha e 39,2% a 33,6% na Futura, mas apontam empate técnico no 2º turno, com 46% a 44% para Lula no Datafolha e 45,4% a 45% para Flávio na Futura.

Por que o cenário é considerado de empate técnico?

O cenário é considerado de empate técnico porque as diferenças entre Lula e Flávio Bolsonaro ficam dentro das margens de erro das pesquisas, de 2 pontos no Datafolha e 2,2 pontos na Futura, o que significa que, estatisticamente, ambos podem estar à frente dentro do intervalo de confiança de 95% adotado pelos institutos.

Como o perfil do eleitorado influencia a disputa?

O perfil do eleitorado influencia a disputa porque Lula concentra força entre mais pobres, menos escolarizados, nordestinos e católicos, enquanto Flávio Bolsonaro domina entre mais escolarizados, classe média, eleitores do Sul e Norte/Centro-Oeste e evangélicos, o que empurra as campanhas a focar recursos em segmentos e regiões onde ainda há maior espaço de crescimento.


Mundo
Publicidadeinarticle
Leia também