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Esporte

Argentina vira sobre a Inglaterra e vai à final do Mundial

Com dois gols em dois minutos e show de Messi nas assistências, Argentina derrota a Inglaterra por 2 a 1 em Atlanta e volta à final do Mundial de Seleções.

15/07/2026 21:14 6 min de leitura
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Futebol

Com atuação brilhante de Messi, Argentina supera a Inglaterra e garante vaga na decisão do Mundial.

A Argentina vence a Inglaterra por 2 a 1 nesta quarta-feira (15/7/2026), em Atlanta, e se classifica para a final do Mundial de Seleções. A virada acontece nos minutos finais, com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez, ambos após passes de Lionel Messi.

Virada em dois minutos e Messi no centro de tudo

O jogo entre Inglaterra e Argentina começa travado, com marcação intensa e poucas chances claras. A seleção inglesa, mais jovem, tenta acelerar pelos lados, enquanto a Argentina procura Messi entre linhas, sem sucesso na maior parte do primeiro tempo.

A partida muda no início da etapa final. Logo nos primeiros minutos, Gordon aproveita vacilo da defesa argentina e abre o placar. O 1 a 0 inglês altera o cenário emocional do estádio em Atlanta e parece dar à Inglaterra o controle do duelo.

Em vez de buscar o segundo gol, a equipe inglesa recua. As linhas se aproximam da própria área, os atacantes quase não pressionam a saída de bola e o time passa a apenas afastar o perigo. A Argentina aceita o convite para atacar. O técnico reforça o meio-campo, Messi recua alguns metros e passa a ter mais opções de passe.

Aos 39 minutos do segundo tempo, o roteiro se rompe. Messi recebe pelo meio, encontra espaço na intermediária e rola para Enzo Fernández. O meio-campista domina na entrada da área e acerta um chute forte, de fora, no canto: 1 a 1.

O empate derruba a estrutura emocional da Inglaterra. O time mal consegue sair com a bola. No minuto seguinte, aos 40, Messi volta a receber pelo corredor central, atrai a marcação e encontra Lautaro Martínez infiltrando entre os zagueiros. O atacante domina já na área e finaliza cruzado, virando o jogo para 2 a 1.

O estádio explode. A imprensa esportiva mundo afora reage em tempo real. O jornal português A Bola resume o clima em uma manchete curta e hiperbólica: “Isto não é futebol, é outra coisa qualquer! ÉPICO!”. O argentino Clarín celebra o retorno do velho estilo da seleção: “A Argentina volta a ser puro coração, consegue a virada contra a Inglaterra e está em uma nova final”.

Messi amplia marcas e reabre feridas históricas

Messi não marca gols, mas assina a semifinal com o que mais o define hoje: visão e controle do jogo. Com as duas assistências, chega a 12 passes para gol neste Mundial de 2026 e ultrapassa lendas como Fritz Walter e Pelé no ranking histórico de garçons do torneio. A imprensa europeia reage com incredulidade. Um comentarista sentencia: “A ciência, as leis da vida, os parâmetros que construímos ao longo da História, nada disso serve mais para explicar Lionel Messi”.

A vitória também reacende uma narrativa que vai além das quatro linhas. Na comemoração em campo, jogadores argentinos exibem uma faixa com a frase “las Malvinas son argentinas”. A mensagem, ligada diretamente à disputa territorial das Ilhas Malvinas com o Reino Unido e à guerra de 1982, fere as regras que proíbem manifestações políticas em jogos do Mundial.

A cena gera reação imediata de diplomatas e analistas. A lembrança da guerra, que durou 74 dias e segue como ferida aberta na sociedade argentina, volta ao centro do debate justamente em um Argentina contra Inglaterra de fase decisiva. A rivalidade futebolística, marcada por episódios como o jogo de 1986 no México, ganha uma nova camada de tensão, desta vez em pleno estádio norte-americano.

Autoridades do torneio avaliam possíveis sanções. A exibição da faixa pode render multa à federação argentina, advertência formal ou até abertura de processo disciplinar mais amplo. O episódio reacende a discussão sobre limites entre liberdade de expressão, paixão nacional e instrumentalização política de eventos esportivos globais.

Inglaterra exposta, Argentina favorita e um Mundial politizado

Do lado inglês, o choque é tático e emocional. Uma equipe que parecia madura para disputar o título se desorganiza justamente após conquistar a vantagem. O recuo excessivo, apontam analistas, entrega o protagonismo à Argentina e a Messi. A leitura se repete em diferentes idiomas. Em uma análise que corre as redes, um comentarista resume: “Quando a Inglaterra escolheu apenas resistir em vez de jogar, a Argentina fez valer a força de sua equipe, de seu coração e de Lionel Messi”.

O impacto é imediato na avaliação interna da seleção inglesa. A opção por proteger o 1 a 0, em vez de manter o plano de jogo original, tende a ser alvo de críticas. Erros de gestão de elenco, uso tardio de reservas ofensivos e a ausência de uma estratégia para conter Messi entre linhas entram na pauta. A eliminação às portas da decisão deve influenciar tanto a discussão sobre o comando técnico quanto o rumo da renovação do grupo.

Na outra ponta, a Argentina chega à final contra a Espanha, marcada para domingo (19/7/2026), às 16h (horário de Brasília), com um peso simbólico que vai além da defesa do título. A narrativa da virada, a atuação de Messi e a reedição de um duelo de estilos com os espanhóis alimentam o interesse de patrocinadores, emissoras e plataformas de streaming.

O giro de capital em torno da seleção campeã do mundo ganha novo combustível. A imagem de um time que combina experiência, garra e um craque ainda decisivo, mesmo aos 39 anos, fortalece contratos, campanhas publicitárias e a audiência global do torneio. Ao mesmo tempo, o episódio da faixa sobre as Malvinas adiciona uma camada de risco reputacional, tanto para a seleção quanto para os organizadores, pressionados a reagir sem inflamarem ainda mais o debate político.

Entre o gramado e a diplomacia, a semifinal em Atlanta se consolida como um dos jogos mais intensos deste Mundial. O placar de 2 a 1, selado em dois minutos, redefine o rumo da competição e reescreve mais um capítulo da história entre Inglaterra e Argentina. No domingo, a decisão contra a Espanha dirá se a virada em Atlanta será lembrada como o ponto alto da campanha ou o prólogo de uma conquista ainda maior.

Quanto terminou Inglaterra versus Argentina?

Inglaterra e Argentina terminaram com vitória argentina por 2 a 1, de virada, na semifinal do Mundial de Seleções em Atlanta.

Quem fez os gols de Argentina contra Inglaterra?

Gordon marcou o gol da Inglaterra no início do segundo tempo. Enzo Fernández, aos 39, e Lautaro Martínez, aos 40, fizeram os gols da virada argentina.

Que horas será a final entre Argentina e Espanha?

A final entre Argentina e Espanha está marcada para domingo, 19 de julho de 2026, às 16h, pelo horário de Brasília.

Quantas assistências Lionel Messi tem neste Mundial?

Após as duas assistências na vitória sobre a Inglaterra, Lionel Messi soma 12 passes para gol no Mundial de Seleções de 2026.


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