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Esporte

Atlético-MG marca no fim, derruba tabu e avança na Copa do Brasil

Gol de Alan Minda aos 49 do segundo tempo dá vitória por 1 a 0 sobre o Juventude em Caxias, quebra série invicta de quase seis anos e coloca Galo nas quartas.

05/08/2026 06:03 6 min de leitura
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Copa do Brasil

Alan Minda garante vitória histórica do Atlético-MG sobre Juventude, quebrando tabu e avançando às quartas de final.

O Atlético-MG vence o Juventude por 1 a 0 nesta terça-feira (4), às 19h30, e avança às quartas de final da Copa do Brasil 2026 com gol nos acréscimos.

Gol no limite encerra série invicta em Caxias

O equatoriano Alan Minda decide o confronto no Estádio Alfredo Jaconi aos 49 minutos do segundo tempo, em um lance que muda a noite e o mata-mata. O gol sai no último ataque da partida e encerra um tabu que durava desde novembro de 2020: sete vitórias e um empate do Juventude em casa pelo torneio.

A vitória tem peso que vai além da vaga. Sob pressão após o 0 a 0 em Belo Horizonte e vaias da própria torcida, o Atlético responde em um contexto hostil, elimina um rival forte em seus domínios e garante mais R$ 4 milhões em premiação da CBF. Do outro lado, o Juventude perde a invencibilidade em Caxias e vê ruir um dos pilares da campanha recente.

Equilíbrio, travessão e milagre de Éverson

O confronto chega aberto ao jogo de volta depois do empate sem gols na Arena MRV, em que as duas equipes esbarram na trave e em defesas precisas. No Alfredo Jaconi, o roteiro se repete. Eduardo Domínguez arma o Atlético com Éverson; Natanael, Ruan Tressoldi, Lyanco e Renan Lodi; Alan Franco, Cissé, Cuello, Victor Hugo e Bernard; Mateo Cassierra. Maurício Barbieri responde com Jandrei; Gabriel Pinheiro, Titi, Marcos Paulo; Aderlan, Raí, Lucas Mineiro, Patryck; Marcos Paulo, Fabio Lima e Alisson Safira.

O primeiro tempo é travado, com poucos espaços e muita preocupação defensiva dos dois lados. A melhor chance é atleticana, aos 31 minutos. Lodi e Victor Hugo tabelam pela esquerda, o meia cruza para a segunda trave, e Cuello testa forte. A bola explode no travessão de Jandrei, que só observa o perigo passar.

O Atlético volta do intervalo tentando acelerar pelos lados. Aos quatro minutos, Natanael dispara pela direita em contra-ataque, entra livre na área, mas hesita na definição. A marcação se recompõe, e o chute sai alto, para alívio da torcida alviverde.

O Juventude cresce na sequência. Aos 14, em cobrança de escanteio pela esquerda, Lucas Mineiro desvia na primeira trave, a bola ganha altura, e o zagueiro Marcos Paulo cabeceia com força. Éverson reage com reflexo raro, se estica no canto e faz defesa espetacular, segurando o empate em Caxias.

Minda entra, muda o jogo e decide nos acréscimos

Os dois técnicos mexem na busca por fôlego e velocidade. Domínguez lança Minda no lugar de Victor Hugo e reforça o meio com Maycon e Igor Gomes. Barbieri troca as alas e o ataque, com Nathan Santos, Diogo Barbosa, Pablo Roberto, Amarilla e Luan Martins entrando para manter a pressão.

O relógio avança, os nervos se expõem e o cenário de pênaltis parece consolidado. A arbitragem de Flavio Rodrigues de Souza acrescenta quatro minutos. O Juventude, empurrado pela invencibilidade em casa e pela boa campanha na Série B, tenta gastar o tempo, mas o Atlético insiste em bolas longas e cruzamentos.

No lance decisivo, já nos 49 minutos, o árbitro se prepara para encerrar a partida. “O árbitro Flavio Rodrigues de Souza estava com o apito na boca para encerrar a partida. Com o lançamento da defesa para o ataque, no entanto, ele deixou o jogo seguir, a defesa do Juventude bateu cabeça, e a bola sobrou para Minda marcar”, descreve a súmula extraoficial do confronto.

Lyanco levanta a bola na área, Gabriel Pinheiro e Nathan Santos se chocam na tentativa de afastar, a bola desvia no ala e sobra limpa. Minda invade em diagonal e finaliza na saída de Jandrei, selando o 1 a 0 e a classificação atleticana.

“O gol salvador foi de Minda. O equatoriano balançou as redes aos 49 minutos do segundo tempo e deu a vaga ao Galo”, resume a própria avaliação interna do clube sobre a noite em Caxias.

Revolta gaúcha e defesa da arbitragem

O apito final vem imediatamente após a bola rolar de novo, e o clima esquenta. Atletas do Juventude cercam Flavio Rodrigues de Souza e seus auxiliares Alex Ang Ribeiro e Cipriano da Silva Sousa. Eles contestam o cronômetro e afirmam que o tempo de acréscimo já havia acabado.

“A equipe gaúcha cercou a equipe de arbitragem para reclamar que o tempo já tinha terminado, mas o gol aconteceu ainda dentro dos quatro minutos de acréscimos dados pelo juiz”, registra a versão da arbitragem.

Com o VAR de Rafael Traci em operação, não há revisão demorada. O lance é validado em campo, sem impedimento ou falta detectados na disputa entre Gabriel Pinheiro e Nathan Santos. A revolta se concentra no tempo de jogo, não em irregularidade técnica.

Atlético ganha fôlego e prêmio; Juventude volta o foco à Série B

O triunfo recoloca o Atlético-MG em um eixo competitivo após semanas de desconfiança. O clube, que é apenas o 10º colocado no Campeonato Brasileiro, busca na Copa do Brasil um atalho esportivo e financeiro. A classificação às quartas, com jogos de ida em 26 e 27 de agosto e volta em 2 e 3 de setembro, garante um novo capítulo de mata-mata e um alívio imediato no caixa com os R$ 4 milhões de bônus.

Para Domínguez, o resultado reforça a imagem de um time que sofre, mas reage em momentos decisivos, como já havia ocorrido na eliminação do Ceará nos pênaltis na fase anterior. O elenco volta a campo no sábado (8), às 18h30, contra o Remo, pela Série A, agora com a confiança de ter vencido um adversário forte como visitante.

O Juventude, que vinha de vice-liderança na Série B e de campanha segura na Copa do Brasil, precisa reorganizar a narrativa. A queda quebra uma sequência de quase seis anos sem derrota no Alfredo Jaconi pela competição, um trunfo que sustentava a aura do time em casa. Barbieri tenta transformar a frustração em combustível para o duelo de domingo (9), às 16h, contra o Novorizontino, na luta pelo acesso.

O sorteio das quartas ainda define o próximo adversário do Atlético-MG, mas o recado da noite em Caxias é claro. O Galo mostra que, mesmo instável no Brasileiro, segue perigoso em jogos grandes, enquanto o Juventude descobre, de forma dolorosa, os limites do próprio domínio em casa.

Quem se classificou em Juventude x Atlético-MG?

O Atlético-MG venceu por 1 a 0 no Alfredo Jaconi e avançou às quartas de final da Copa do Brasil 2026.

De onde saiu o gol da classificação do Atlético-MG?

O gol saiu aos 49 minutos do segundo tempo. Após cruzamento de Lyanco e falha da defesa do Juventude, Alan Minda finalizou na saída de Jandrei.

Por que os jogadores do Juventude reclamaram do árbitro?

Eles alegaram que o tempo de acréscimos já havia terminado. A arbitragem afirma que o gol saiu ainda dentro dos quatro minutos indicados.

Quanto o Atlético-MG ganha com a classificação?

O Atlético-MG recebe um bônus de R$ 4 milhões pago pela CBF pela vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.


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