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Bahia vence Remo e entra no G-4 com 11 jogos invicto hoje

Bahia domina o Remo, vence por 2 a 1 na Fonte Nova, chega a 46 pontos, entra no G-4 e emenda 11 jogos sem derrota no Brasileiro.

15/09/2026 07:00 6 min de leitura
Bahia vence Remo e entra no G-4 com 11 jogos invicto hoje
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Brasileirão

Com atuação dominante na Fonte Nova, Bahia alcança 46 pontos e mantém sequência invicta de 11 jogos no campeonato.

O Bahia vence o Remo por 2 a 1 na Arena Fonte Nova, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, entra no G-4 com 46 pontos e amplia para 11 jogos a sequência invicta na competição. O time de Rogério Ceni derruba o algoz da temporada e empurra ainda mais o rival para o drama do rebaixamento.

Bahia domina, mas sofre para matar o jogo

O duelo começa carregado de simbolismo. O Bahia, em alta, tenta transformar desempenho em posição de elite na tabela. O Remo chega pressionado, na vice-lanterna, com 23 pontos e oito jogos sem vitória, buscando fôlego para seguir vivo na luta contra o rebaixamento.

O peso emocional também vem do histórico recente. O Remo vence as três partidas anteriores no ano, incluindo o 4 a 1 no primeiro turno do Brasileiro e o 2 a 1 no Mangueirão, além da eliminação baiana na Copa do Brasil. A Fonte Nova recebe o jogo como ajuste de contas.

O primeiro tempo se desenvolve sob controle tricolor. Mesmo desfalcado de Erick, suspenso, e do zagueiro Léo Vieira, lesionado, o Bahia dita o ritmo, empurra o adversário para o campo de defesa e ronda a área azulina com paciência. A recompensa vem por um erro do Remo, aos 19 minutos.

Kike Olivera intercepta a saída paraense e aciona Jean Lucas, que invade a área e finaliza rasteiro, no canto. A bola entra limpa, o estádio explode e o meio-campista comemora com raiva contida. Ainda no intervalo, ele revela o tom interno do confronto. “É um jogo à parte, a gente estava falando durante a semana. Já era pessoal, tivemos três derrotas para eles, então hoje a gente tinha que vir aqui e fazer um grande espetáculo”, diz o meia.

G-4, revanche e pressão na luta contra o rebaixamento

O placar de 1 a 0 ao fim da primeira etapa não traduz o volume do Bahia. O time acumula pelo menos cinco chances claras, falha na pontaria e vê a vantagem mínima sobreviver mais pela ineficiência ofensiva do que por resistência do Remo. A equipe de Léo Condé, sem peças como Marcelinho, Edson Fernando e Mayk, mal consegue encaixar contra-ataques.

O roteiro se repete na segunda etapa. O Bahia aumenta o ritmo, empilha oportunidades com Kike Olivera, Erick Pulga e Alejo Véliz, e chega a balançar a rede em cobrança de falta de Luciano Juba, desviada por Kanu. A arbitragem anula o gol por impedimento, mantendo o jogo aberto.

O Remo tenta reagir com chutes de média e longa distância, mais na base da insistência do que da organização. A defesa baiana, protegida por Nicolás Acevedo e pelo próprio Jean Lucas, controla bem a entrada da área. Ceni ainda mexe para dar fôlego ao meio e explorar os espaços nas costas da zaga adversária.

A tensão só diminui aos 44 minutos do segundo tempo. Luciano Juba aparece como meia-atacante, recebe pela esquerda e finaliza para fazer o 2 a 0, coroando atuação intensa pelo lado do campo. A Fonte Nova transforma o gol em catarse, não apenas pelos três pontos, mas pela chance de devolver parte do incômodo acumulado diante do rival.

O Remo ainda encontra um fiapo de esperança nos acréscimos. Vitor Bueno aproveita rara falha de posicionamento baiano e desconta, fechando o placar em 2 a 1. O gol não muda o resultado, mas expõe um detalhe que a comissão técnica tricolor certamente leva para a análise interna: mesmo em noite de domínio, o time ainda oferece brechas no fim.

Bahia se consolida no topo; Remo afunda e liga alerta máximo

Com a vitória, o Bahia chega a 46 pontos, entra no G-4 graças à derrota do Fluminense e iguala a pontuação do Athletico, atual terceiro colocado, ficando atrás apenas no número de vitórias. A equipe vence a quarta seguida no Brasileiro e alcança 11 jogos sem perder, a melhor sequência do clube na era dos pontos corridos.

A consistência se reflete em mais do que números. O time exibe ideia clara de jogo, intensidade nos lados do campo e protagonismo de peças como Jean Lucas e Juba. A permanência no bloco de cima fortalece o ambiente interno, dá lastro ao trabalho de Rogério Ceni e alimenta a ambição por objetivos maiores, incluindo vaga em competição internacional na próxima temporada.

Para o Remo, o cenário é o oposto. A derrota na Fonte Nova é a quarta consecutiva no Brasileiro, mantém o time na 19ª posição, com 23 pontos, e amplia a sequência negativa recente. A equipe não consegue transformar esforço em resultado, sofre com desfalques e vê o peso psicológico da luta contra o rebaixamento crescer a cada rodada.

A defesa, que volta a ceder gols em momentos decisivos, e o ataque, pouco criativo e dependente de bolas esporádicas, concentram as maiores preocupações. A pressão sobre Léo Condé tende a aumentar, seja por mudanças táticas mais radicais, seja pela discussão sobre continuidade do trabalho se a reação não vier de imediato.

Os próximos compromissos dão o tom do que está em jogo. O Bahia visita o Athletico na Arena da Baixada, em confronto direto na parte de cima da tabela, com a chance de consolidar ainda mais a presença no G-4 e testar sua solidez fora de casa. O Remo recebe o Santos no Mangueirão precisando desesperadamente de uma vitória para renascer na disputa contra o rebaixamento.

O desfecho desta 27ª rodada reforça duas narrativas. De um lado, o Bahia se firma como protagonista do campeonato, muda a chave contra um adversário incômodo e passa a mirar objetivos mais ambiciosos. Do outro, o Remo se vê encurralado, com pouco espaço para erro e a necessidade urgente de respostas em campo para evitar que a crise se torne irreversível.

Como fica a classificação de Bahia e Remo após o jogo?

Bahia 46 pontos, G-4 e 11 jogos sem perder resumem o novo cenário tricolor, que agora briga de forma direta pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro; Remo 23 pontos, vice-lanterna e quatro derrotas seguidas descrevem a situação crítica do time paraense, que permanece preso na zona de rebaixamento.

Por que a vitória sobre o Remo tem peso especial para o Bahia?

A vitória por 2 a 1 sobre o Remo tem peso especial porque o Bahia vinha de três derrotas seguidas para o rival na temporada, incluindo goleada por 4 a 1 e queda na Copa do Brasil, e transforma um algoz recente em degrau para entrar no G-4 e consolidar a melhor sequência do ano.


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