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Esportes

Bahia vence Remo, sobe ao G-4 e afunda rival na vice-lanterna

Bahia faz 2 a 1 no Remo na Arena Fonte Nova, engata 11 jogos sem perder, entra no G-4 e aprofunda crise do rival, vice-lanterna com 23 pontos.

15/09/2026 06:00 6 min de leitura
Bahia vence Remo, sobe ao G-4 e afunda rival na vice-lanterna
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Com a vitória na Arena Fonte Nova, Bahia mantém invencibilidade e pressiona o Remo, que permanece na zona de rebaixamento.

O Bahia vence o Remo por 2 a 1 na Arena Fonte Nova, assume lugar no G-4 do Campeonato Brasileiro e transforma um jogo cercado por rancor em afirmação de força.

O resultado encerra, ao menos simbolicamente, a série de três vitórias paraenses na temporada e empurra ainda mais o Remo para o fundo da tabela, preso na vice-lanterna.

Bahia domina, cria para golear e enfim se vinga

O encontro, válido pela 27ª rodada, nasce carregado. De um lado, um Bahia em ascensão, com 10 jogos de invencibilidade, 5 vitórias e 5 empates. Do outro, um Remo pressionado, 19º colocado com 23 pontos, sem vencer há oito partidas e dono de um incômodo retrospecto recente: três triunfos sobre o Tricolor em 2026, incluindo a eliminação na Copa do Brasil.

Rogério Ceni mexe pouco na estrutura. Sem o meio-campista Erick, suspenso, e o zagueiro Léo Vieira, ainda no departamento médico, mantém a espinha dorsal que segura o time no alto da tabela. Marcos Victor e Kanu brigam por vaga ao lado de David Duarte, com Román Gómez e Luciano Juba nas laterais. No meio, Nicolás Acevedo, Jean Lucas e Rodrigo Nestor sustentam a posse e aceleram quando recuperam a bola.

Léo Condé, pressionado por quatro derrotas seguidas e um vestiário fragilizado, precisa remontar o Remo. Marcelinho e Edson Fernando cumprem suspensão, enquanto Mayk e João Lucas desfalcam por lesão. A solução é recuar Yago Pikachu para a lateral direita, abrir espaço para Jajá no ataque e apostar na mobilidade de Gabriel Taliari e Galeano em torno do centroavante.

O primeiro tempo começa travado, mas o Bahia encontra o gol naquilo que tem de melhor hoje: o encaixe da pressão alta. Aos 19 minutos, Tchamba se enrola na saída de bola, Kike Olivera rouba e cruza na medida para Jean Lucas completar. A Fonte Nova explode não só pelos 1 a 0, mas pelo peso simbólico do marcador.

No intervalo, o autor do gol admite o componente emocional. “É um jogo à parte, a gente estava falando durante a semana. Já era pessoal, tivemos três derrotas para eles, então hoje a gente tinha que vir aqui e fazer um grande espetáculo”, afirma Jean Lucas, ainda no gramado.

Pressão até o fim, gol anulado e alívio no apagar das luzes

O Bahia volta do vestiário como se o placar ainda estivesse empatado. Encurrala o Remo, empilha chances e transforma o goleiro Marcelo Rangel em um dos protagonistas da noite. Erick Pulga, Kike Olivera e Alejo Véliz desperdiçam oportunidades claras, quase sempre dentro da área ou cara a cara.

O segundo gol parece amadurecer quando a equipe de Ceni passa a rondar a área azulina com mais jogadores. Em bola parada, Kanu aparece na pequena área e completa para a rede, mas o lance é anulado por impedimento. A frustração dura pouco; o volume se mantém e a Arena Fonte Nova empurra o time para frente.

O castigo para o Remo chega no fim. Quando o jogo parece caminhar para um 1 a 0 perigoso, Luciano Juba se projeta pela esquerda, recebe em condição de finalizar e amplia, garantindo o 2 a 0 que traduz melhor a diferença de produção entre as equipes.

O time paraense ainda encontra fôlego para reagir nos acréscimos. Em uma rara troca de passes com calma, Vitor Bueno aparece livre e desconta, reduzindo para 2 a 1. A reação, porém, chega tarde demais para mudar o enredo da noite em Salvador.

G-4, sequência invicta e crise aprofundada

Com os três pontos, o Bahia salta de 43 para 46, entra no G-4 e iguala a pontuação do terceiro colocado Athletico, que leva vantagem apenas no número de vitórias. O time de Rogério Ceni emenda a quarta vitória consecutiva e atinge 11 jogos sem perder no Brasileiro, sua maior série na era dos pontos corridos.

A boa fase reforça a ambição por algo maior do que apenas uma vaga em competições internacionais. A presença no grupo dos quatro primeiros abre caminho para brigar por participação direta nas fases mais avançadas dos torneios continentais e, se o ritmo se mantiver, até por protagonismo na luta pelo título.

No Remo, a leitura é oposta. A equipe estaciona nos mesmos 23 pontos, segue na vice-lanterna e acumula sete jogos sem vitória no campeonato. A quarta derrota seguida aprofunda a crise, aumenta a pressão sobre Léo Condé e expõe um elenco curto, vulnerável às suspensões e lesões que se multiplicam nesta altura da temporada.

O ambiente interno se torna mais pesado. Diretoria, comissão técnica e jogadores passam a conviver com cobranças mais duras da torcida e de conselheiros, que pedem respostas rápidas para evitar que a luta contra o rebaixamento se torne um caminho sem volta.

Próximos capítulos: confronto direto e teste de maturidade

O calendário não oferece respiro. Na próxima rodada, o Bahia encara o Athletico, fora de casa, em um duelo direto na parte de cima da tabela. A partida em Curitiba testa a maturidade de uma equipe em ascensão, agora observada com outros olhos pelos adversários.

O Remo volta ao Mangueirão para enfrentar o Santos em um jogo que, na prática, funciona como decisão antecipada. Um novo tropeço em casa pode disparar gatilhos mais drásticos, como mudanças no comando técnico ou aceleração de reformulações no elenco.

A noite na Fonte Nova, portanto, marca um ponto de inflexão claro. Para o Bahia, consolida a virada de chave emocional em relação ao algoz do ano e pavimenta uma campanha de time grande na parte alta da tabela. Para o Remo, aprofunda feridas e transforma a reta final do Brasileiro em um teste de sobrevivência a cada rodada.

Como fica a classificação de Bahia e Remo após o jogo?

O Bahia chega a 46 pontos com a vitória por 2 a 1, entra no G-4 do Campeonato Brasileiro e iguala a pontuação do terceiro colocado, atrás apenas no número de vitórias. O Remo permanece com 23 pontos, segue na 19ª posição, vice-lanterna, e continua afundado na zona de rebaixamento.

Qual é a sequência recente de Bahia e Remo no Brasileirão?

O Bahia atinge 11 jogos sem derrota no Brasileirão, com 5 vitórias e 5 empates antes de hoje e a quarta vitória consecutiva consolidada contra o Remo. A equipe tricolor vive sua melhor fase recente. O Remo soma sete jogos sem vitória, com quatro derrotas seguidas, e aprofunda a crise na luta contra o rebaixamento.


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