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Bolsa Família sobe 15% em outubro e The Town anuncia Slipknot

Governo eleva o piso do Bolsa Família para R$ 691 a partir de outubro e projeta salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, enquanto The Town confirma Slipknot e Marilyn Manson.

29/09/2026 12:00 8 min de leitura
Bolsa Família sobe 15% em outubro e The Town anuncia Slipknot
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Aumento no Bolsa Família impacta economia enquanto shows de Slipknot e Marilyn Manson agitam o entretenimento.

O Governo Federal confirma um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, que eleva o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691, e projeta salário mínimo de R$ 1.741 em 2027. No mesmo dia em que mexe com o orçamento de milhões de brasileiros, o país também vê o The Town abrir sua temporada de anúncios com Slipknot e Marilyn Manson no topo do line-up de 2027.

Reforço na renda de famílias e no piso salarial

O aumento do Bolsa Família entra em vigor na folha de pagamentos de outubro e vale para todo o país. “O Governo Federal estabeleceu uma recomposição de 15,04%, elevando o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691”, informa a área econômica. Os novos valores começam a ser pagos a partir de 19 de outubro.

Além do piso de R$ 691, a engrenagem interna do programa também muda. O Benefício de Renda de Cidadania sobe para R$ 164 por integrante. O adicional para crianças de até 7 anos incompletos passa a R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar chega a R$ 58. Na prática, famílias com mais integrantes e crianças pequenas sentem um alívio maior no orçamento mensal.

Em paralelo, o governo projeta um salário mínimo de R$ 1.741 para 2027, valor que consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado ao Congresso. O novo piso representaria um aumento de R$ 120 sobre os R$ 1.621 vigentes em 2026. O número ainda é estimativo, baseado em inflação e ganho real, e pode mudar até a definição oficial.

Os dois movimentos andam em faixas diferentes da economia, mas apontam para o mesmo alvo: recompor o poder de compra. De um lado, o Bolsa Família tenta correr atrás da inflação e proteger famílias em vulnerabilidade. De outro, o salário mínimo impacta cerca de um terço dos trabalhadores, aposentadorias e benefícios atrelados ao piso.

Quem ganha e quem se preocupa com os reajustes

Para quem vive com o Bolsa Família, os R$ 91 extras fazem diferença imediata. A conta de supermercado, o gás e o material escolar cabem um pouco melhor no fim do mês. Especialistas em políticas sociais avaliam que reajustes nessa ordem ajudam a reduzir pobreza extrema e desigualdade, sobretudo quando combinados com benefícios específicos para crianças.

O aumento previsto do salário mínimo tende a impulsionar o consumo interno. Mais dinheiro no bolso de quem ganha menos costuma ser rapidamente direcionado para alimentos, transporte, vestuário e serviços básicos. Esse movimento beneficia comércio e pequenas prestadoras de serviço em bairros periféricos e cidades do interior.

Empresários, porém, já demonstram preocupação nos bastidores com o avanço da folha de pagamento. Setores intensivos em mão de obra, como comércio, construção civil e serviços, calculam o impacto de um piso de R$ 1.741 em contratos e margens apertadas. Pequenas e médias empresas devem pressionar por desonerações ou compensações tributárias.

No governo, a avaliação é que o ganho real do mínimo precisa conviver com responsabilidade fiscal. A equipe econômica promete acompanhar o comportamento da inflação e da arrecadação até a votação do Orçamento. Eventuais mudanças na projeção podem surgir na reta final da negociação com o Congresso.

Slipknot abre The Town 2027 com exclusividade de festival

Enquanto o debate sobre renda mínima e salário corre em Brasília, São Paulo se prepara para um outro tipo de impacto: o de cem mil pessoas diante do Palco Skyline, no Autódromo de Interlagos. O The Town confirma Slipknot como headliner do primeiro dia de sua edição de 2027, marcado para 4 de setembro.

A apresentação será o único show da banda em festival durante a nova turnê mundial. A tour começa em julho e passa por Europa, América do Norte e América do Sul, com cinco datas na região, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Peru e Colômbia. No The Town, a banda leva um setlist renovado, nova cenografia e a formação atual, que inclui o baterista brasileiro Eloy Casagrande.

Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World, comemora o acerto. “É uma banda muito icônica no metal, uma banda que tem uma teatralidade muito grande, com a coisa das máscaras e de os artistas serem personagens, como o Kiss, por exemplo”, diz. Segundo ele, a negociação dura cerca de três meses até o acordo final.

O executivo destaca o peso da marca na disputa por grandes turnês. “A marca The Town, mesmo sendo nova, ela já é tão forte e tão cobiçada que a gente tem artistas como o Slipknot deixando de fazer turnê em arena para vir tocar no festival”, afirma. Para ele, a base de fãs do grupo justifica a aposta: “É uma banda que tem uma base de fãs muito sólida, que a gente queria trazer para o festival já tem algum tempo e por conta de agenda não conseguiu”.

Marilyn Manson reacende debate sobre limites do palco

No mesmo dia, Marilyn Manson se apresenta no Skyline como atração de abertura, repetindo a parceria da turnê mundial do Slipknot. A escolha coloca o festival no centro de uma controvérsia. O cantor enfrenta acusações de abuso e violência feitas por ex-companheiras e ex-funcionárias, casos que alimentam protestos desde sua última turnê internacional.

Zé Ricardo admite o peso das denúncias, mas sustenta que a curadoria se ancora na ausência de condenações. “É um cara que não foi condenado, não tem uma coisa provada. São histórias que absolutamente não fazem parte de nada do que a gente acredita, mas nesse momento ele é um artista que estará em turnê pelo mundo”, argumenta.

A organização avalia que o festival não deve se fechar a artistas controversos, desde que não exista sentença judicial. A aposta é que a discussão sobre comportamento, cultura do cancelamento e limites éticos do entretenimento acabe ampliando a visibilidade do evento. Internamente, porém, a Rock World monta planos de contingência para eventual onda de críticas de grupos organizados.

O The Town 2027 ocupa novamente Interlagos em dois fins de semana, com shows em 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro. Depois de vender 680 mil ingressos no último Rock in Rio, a empresa mira números semelhantes ou maiores em São Paulo. A direção artística estuda aprofundar a lógica de dias temáticos, com curadorias focadas.

Festival quer novos rótulos e mais música eletrônica

Zé Ricardo antecipa que a edição de 2027 deve ganhar novos “labels”, como ele define dias com identidade própria. “Temos vontade de criar outros labels assim. Novas propostas de dia com construção de um line-up específico para aquela data”, explica. A ideia é repetir formatos bem-sucedidos e dar cara própria a cada jornada.

Parte desse plano inclui reforçar a música eletrônica, ausente na última edição. O executivo conta que discute o desenho de palcos dedicados ao gênero com Roberto Medina e com o curador Cláudio da Rocha Miranda Filho, responsável pelos espaços de eletrônico nos festivais da Rock World. A meta é ocupar janelas que ficaram em aberto em 2025.

O raciocínio por trás dessa curadoria é simples: grandes nomes atraem multidões, mas são raros. “Não são muitos artistas capazes de juntar 100 mil pessoas por dia no mesmo evento. Então, às vezes a gente repete nomes porque foram muito bem no festival e explodiram de um jeito que tinha uma procura gigantesca”, admite Zé Ricardo.

A combinação entre reajustes sociais e grandes festivais indica caminhos distintos para um mesmo objetivo econômico. De um lado, o governo injeta renda direta em famílias pobres e trabalhadores de baixa renda. De outro, o setor de entretenimento puxa turismo, serviços e empregos temporários em São Paulo. Os dois vetores convergem para 2027, ano em que o país testa, na prática, se consegue equilibrar proteção social, responsabilidade fiscal e um calendário cultural capaz de competir no cenário global.

Qual será o valor do salário mínimo em 2027?

O salário mínimo projetado para 2027 é de R$ 1.741, valor incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual enviado pelo governo ao Congresso, o que representaria um aumento de R$ 120 em relação aos R$ 1.621 em vigor em 2026, mas ainda pode ser alterado até a definição oficial do piso.

Quais são as atrações confirmadas para o festival The Town 2027?

The Town 2027 tem, por enquanto, duas atrações internacionais confirmadas para o primeiro dia: Slipknot, como headliner do Palco Skyline, e Marilyn Manson, também no principal palco, ambos escalados para 4 de setembro de 2027 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Quais são as acusações contra Marilyn Manson, atração do The Town 2027?

Marilyn Manson enfrenta acusações de abuso sexual, violência e assédio feitas por ex-companheiras e ex-funcionárias, como atrizes e ex-assistente pessoal, em processos e denúncias que ganharam repercussão internacional; alguns casos foram encerrados, um foi reaberto, mas o cantor não tem condenações judiciais definitivas até o momento.

Quando serão os shows do Slipknot e Marilyn Manson no The Town 2027?

Os shows de Slipknot e Marilyn Manson no The Town 2027 acontecem em 4 de setembro de 2027, primeiro dia do festival no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com apresentações no Palco Skyline, sendo a performance do Slipknot o único show em festival da nova turnê mundial no Brasil.


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