Coritiba reage com 10 e arranca 3 a 3 épico no Atletiba
Sob chuva forte e com um jogador a menos, o Coritiba busca empate em 3 a 3 contra o Athletico-PR no Couto Pereira e embaralha a disputa pelo G5.
Esportes
Coritiba supera adversidades e garante empate emocionante contra o Athletico-PR em partida decisiva pelo G5.
Coritiba e Athletico-PR entregam um dos Atletibas mais intensos do Campeonato Brasileiro e empatam em 3 a 3, sob chuva e drama até o último lance no Couto Pereira. Mesmo com um jogador a menos desde o fim do primeiro tempo, o Coxa reage nos acréscimos com dois gols de Rodrigo Moledo e frustra o rival, que vencia por 3 a 1.
Chuva, atraso e falha do goleiro em noite de convocados
A noite de clássico em Curitiba começa com o gramado encharcado e atraso de oito minutos para a bola rolar. Funcionários tentam escoar a água com rodos, mas o campo segue pesado, com poças que travam passes simples e empurram o jogo para o alto.
O contexto aumenta a tensão em torno dos dois recém-convocados para a seleção brasileira. Aos 22 anos, o goleiro Pedro Morisco estreia no Atletiba após ganhar vaga na lista da Amarelinha. Aos 19, o zagueiro rubro-negro Arthur Dias vive o mesmo momento. A partida vira vitrine imediata para a renovação da equipe nacional. “A convocação da dupla de jovens marca uma renovação na seleção brasileira após a eliminação na Copa do Mundo”, resume uma análise que circula entre dirigentes e analistas.
O gramado pesado cobra o primeiro preço ainda no início. Em cruzamento da esquerda, Morisco sai atrasado, é traído pela água e vê Luiz Gustavo completar de cabeça na segunda trave. O 1 a 0 do Athletico expõe a falha do goleiro e muda o clima no estádio, que passa da expectativa à apreensão em poucos minutos.
A vantagem se amplia ainda no primeiro tempo, novamente pelo alto. Em cobrança de escanteio, a defesa do Coritiba se perde na marcação, a bola sobra limpa para Arthur Dias dentro da área e o zagueiro chapela firme para fazer 2 a 0, justificando em campo o rótulo de promessa da zaga brasileira.
‘Lei Vini Jr’, briga, cartões e reação mesmo com 10
O clássico logo descamba para o limite físico. Divididas duras, provocações e reclamações constantes com a arbitragem viram rotina. Só na etapa inicial, saem sete cartões amarelos, maioria em lances de confronto direto. O clima explode quando Breno Lopes, do Coritiba, se aproxima de um adversário em discussão e tapa a boca antes de falar.
O vídeo entra em ação, o árbitro revê o lance no monitor e aplica a chamada “Lei Vini Jr”. “Ele tapou a boca ao falar com um jogador do Athletico em situação de confronto”, explica o juiz ao justificar o cartão vermelho. A expulsão deixa o Coxa com 10 jogadores e revolta a torcida, que passa a pressionar cada decisão da equipe de arbitragem.
O roteiro, porém, muda pouco antes do intervalo. Em falta na entrada da área, Josué acerta o travessão, e a bola rebate em Tiago Cóser, que empurra para o gol quase sem saber. O 2 a 1 devolve o Coritiba ao jogo e abre um fio de esperança, mesmo em desvantagem numérica.
O segundo tempo começa menos caótico na arbitragem, mas mais controlado para o Athletico. O time de Odair Hellmann ocupa o campo ofensivo, roda a bola pelo chão, explora infiltrações e sofre pênalti em jogada de Aguirre. Na cobrança, Kevin Viveros, artilheiro rubro-negro, solta um foguete e faz 3 a 1, mantendo sua rotina de decisões.
Moledo vira herói e abala a briga pela Libertadores
A partir daí, o jogo parece definido. O Athletico administra a posse, tenta segurar a vantagem e explora contra-ataques. O Coritiba aposta em substituições para ganhar fôlego, entre elas a entrada de Rodrigo Moledo no intervalo. O zagueiro experiente, acostumado a duelos de mata-mata, vira a principal arma aérea do time.
Com o gramado ainda pesado, a escolha faz sentido. O Coritiba já soma sete de seus nove gols no returno em jogadas pelo alto. Do outro lado, o Athletico sofre exatamente onde mais tem dificuldades: cinco dos sete gols que leva no mesmo período nascem em bolas levantadas na área. O confronto da estatística se materializa nos minutos finais.
Nos acréscimos, o Coxa transforma desespero em roteiro de filme. Em cobrança de escanteio da direita, Moledo sobe mais alto que toda a defesa e testa firme, no canto, para diminuir para 3 a 2. A torcida desperta de vez, e o Athletico se encolhe, visivelmente nervoso.
O árbitro sinaliza mais tempo, o Coritiba se atira ao ataque outra vez e insiste na mesma fórmula. Nova bola aérea, novo cruzamento preciso e mais uma vez Rodrigo Moledo aparece na área. O zagueiro antecipa a marcação e cabeceia para o 3 a 3, já no último lance. “Rodrigo Moledo brilhou e foi o herói do Coxa, marcando duas vezes nos acréscimos e garantindo o empate”, descreve um relato interno da comissão técnica alviverde.
O placar final deixa o Athletico com 46 pontos e a terceira posição ameaçada. “O Athletico pode perder o 3º lugar do Brasileirão”, admite um integrante do estafe rubro-negro, ciente de que o Fluminense, com 45 pontos, ainda entra em campo na rodada. O Coritiba estaciona em 7º, com 38 pontos, mas mantém vivo o plano de se aproximar das vagas à Libertadores. “O Coritiba segue sua caça ao G5, em 7º lugar, com 38 pontos”, reforça um dirigente do clube, tentando transformar o empate em combustível de confiança.
Pressão sobre Morisco, ‘efeito seleção’ e próximos capítulos
O pós-jogo se concentra em dois personagens. De um lado, Pedro Morisco sente o peso da noite. A falha no primeiro gol e o clima pesado em torno da convocação expõem o goleiro, que sai de campo sob mistura de aplausos e vaias. A comissão técnica do Coritiba tenta blindá-lo, ciente de que a pressão psicológica cresce em quem, aos 22 anos, passa a ser observado de perto pelo país.
Do outro, Arthur Dias reforça a imagem de zagueiro moderno, capaz de defender e decidir na área rival. O jovem de 19 anos sai em alta, mas também faz parte de um sistema que desmorona nos minutos finais, justamente na bola aérea. A equipe de análise rubro-negra trabalha com números claros: cinco dos sete gols sofridos no returno nascem desse tipo de jogada, um padrão que custa dois pontos em pleno clássico.
A expulsão de Breno Lopes adiciona um componente disciplinar ao debate. O episódio da “Lei Vini Jr” tende a alimentar discussões sobre limite de linguagem em campo e padrão de punição em lances de provocação. Internamente, o Coritiba discute multa e orientações mais rígidas para evitar novas baixas em jogos grandes.
No curto prazo, o impacto é direto. O Athletico volta ao foco para tentar segurar um lugar no topo da tabela diante do Bahia, em casa, na próxima rodada. O Coritiba se prepara para visitar o Vasco em São Januário, ainda em busca de aproximação do G5 e sem poder contar com Breno Lopes. O empate eletrizante no Couto Pereira mantém o Atletiba em ebulição e projeta um Brasileirão com margem mínima para erro entre os candidatos à Libertadores.
Qual foi o resultado final do jogo Coritiba 3×3 Athletico-PR?
O resultado final do clássico Coritiba x Athletico-PR é empate em 3 a 3 no Couto Pereira, em partida válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, com o Coxa buscando a igualdade nos acréscimos, graças a dois gols de cabeça do zagueiro Rodrigo Moledo, mesmo com um jogador a menos.
Como foi o empate épico entre Coritiba e Athletico-PR com campo alagado?
O empate épico entre Coritiba e Athletico-PR termina em 3 a 3, com campo encharcado, falha do goleiro Pedro Morisco, expulsão de Breno Lopes pela “Lei Vini Jr” e virada emocional nos acréscimos, quando Rodrigo Moledo entra no intervalo e marca dois gols de cabeça, salvando o Coxa com 10 em campo.
Como o Coritiba conseguiu buscar o empate com um jogador a menos contra o Athletico-PR?
O Coritiba busca o empate com um jogador a menos ao transformar o gramado pesado em aliado, apostar em jogadas aéreas e contar com Rodrigo Moledo, que entra no intervalo e marca dois gols nos acréscimos, ambos de cabeça, explorando a fragilidade do Athletico pelo alto e fechando o placar em 3 a 3.
O que aconteceu durante as brigas no jogo entre Coritiba e Athletico-PR?
As brigas no jogo entre Coritiba e Athletico-PR surgem de divididas duras no gramado encharcado, provocações constantes e reclamações à arbitragem, resultando em sete cartões amarelos no primeiro tempo e na expulsão de Breno Lopes pela “Lei Vini Jr”, após ele tapar a boca para falar com um adversário em situação de confronto.
Quais foram as escalações de Coritiba e Athletico-PR no clássico?
As escalações de Coritiba e Athletico-PR têm Pedro Morisco no gol do Coxa e Mycael no Furacão, com linhas defensivas formadas por JP Chermont, Tiago Cóser, Jacy e Bruno Melo pelos mandantes, e Dantas, Aguirre, Arthur Dias, Benavídez, Jadson, Luiz Gustavo, João Cruz e Esquivel, além dos ataques comandados por Breno Lopes, Pedro Rocha, Lavega, Mendoza e Viveros.


