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Daniela Ungaretti enfrenta luto após morte da irmã gêmea aos 49

Jornalista da RBS TV se afasta do ar após a morte repentina da irmã gêmea, Juliana Ungaretti, vítima de infarto fulminante aos 49 anos, no Rio Grande do Sul.

28/08/2026 14:01 8 min de leitura
Daniela Ungaretti enfrenta luto após morte da irmã gêmea aos 49
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Jornalista da RBS TV se afasta após perda inesperada da irmã gêmea, enfrentando momento difícil.

A jornalista Daniela Ungaretti, apresentadora do RBS Notícias, vive um luto profundo após a morte repentina da irmã gêmea, Juliana Ungaretti, vítima de um infarto fulminante aos 49 anos.

Juliana morre na madrugada de segunda-feira, 24 de agosto, no Rio Grande do Sul. A perda abala a família e tira Daniela temporariamente do ar na RBS TV, onde ela é um dos principais rostos do telejornalismo local.

Perda às vésperas dos 50 anos

A morte acontece às vésperas de uma data simbólica para as duas. No próximo dia 8 de setembro, as irmãs completariam 50 anos, aniversário que sempre celebram juntas. A coincidência transforma uma expectativa de festa em marco de dor.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Daniela tenta organizar a própria dor em palavras. “Oito de setembro é a data que eu sempre dividi com ela, e brincava com ela que ela era mais velha porque nasceu cinco minutos antes. Infelizmente não vou ter minha irmã aqui comigo para comemorar os nossos 50. Mas o que me conforta é que eu acredito num reencontro”, diz.

A apresentadora relata que a morte de Juliana é “repentina e inesperada”. Segundo ela, a irmã sofre um infarto fulminante durante a madrugada. Até agora, a família não divulga mais detalhes médicos. A causa, por si só, já funciona como alerta sobre riscos cardíacos em pessoas ainda jovens.

Impacto na família e afastamento do trabalho

Daniela descreve a irmã como uma mulher intensa, que vive para os filhos. “Minha irmã dedicou a vida à maternidade. Ela era uma baita mãe, uma mãe maravilhosa, tem quatro filhos que vocês podem imaginar tão inconsoláveis por ter que se despedir da mãe de uma forma precoce”, afirma.

Os quatro filhos de Juliana, todos jovens, se tornam o centro das preocupações da família. “São as pessoas mais atingidas nesse momento, porque estão inconsoláveis, porque precisam muito de apoio e de carinho”, diz Daniela, ao falar da necessidade de rede de apoio para os sobrinhos.

A apresentadora também revela a dificuldade de reviver, agora, um luto antigo. Ela lembra que perde a mãe aos 46 anos, outra morte precoce. “Ninguém está preparado para isso na vida, independente da idade, independente da fase da vida, ninguém está preparado”, afirma. O novo golpe reabre feridas e desorganiza a rotina familiar.

Para lidar com o luto, Daniela se afasta do RBS Notícias. A ausência mexe com a programação da emissora e com o público acostumado a vê-la diariamente. Ela decide explicar o sumiço em primeira pessoa. “Achei que devia uma explicação para as pessoas sobre o que estava acontecendo comigo”, conta.

Luto em público e acolhimento nas redes

O relato da jornalista ganha forte repercussão nas redes sociais. Em poucas horas, o vídeo que ela grava “de coração aberto” recebe milhares de mensagens de apoio de colegas, telespectadores e desconhecidos. “Me surpreendeu muito o carinho que eu estou recebendo. De alguma forma, nos sentimos abraçados por todas essas pessoas”, diz.

A escolha de expor a dor, longe de ser um gesto calculado, soa como tentativa de continuar a conversa diária que ela já mantém com o público pela TV. Daniela admite que a ficha ainda não cai. “Ainda não estou acreditando. Sabe aquela sensação de que não é real o que aconteceu? Acredito no reencontro. Isso me conforta”, afirma.

Nas lembranças que divide, Juliana aparece sempre em movimento. “Ela era uma mulher forte, com muita atitude”, resume a irmã. Em outro momento, reforça a imagem de vitalidade interrompida de forma brusca: “Ela era uma mulher linda, exuberante, cheia de vida”.

A fragilidade da vida e o debate sobre saúde

Em meio à dor, Daniela insiste em um ponto que ultrapassa a esfera privada. “Pode acontecer com qualquer um de nós. A gente não sabe o dia de amanhã. A vida é frágil demais”, afirma. A morte de uma mulher de 49 anos, ativa e dedicada à família, acende um alerta sobre a importância da prevenção de doenças cardiovasculares.

Caso de infarto fulminante em pessoas relativamente jovens costumam mobilizar médicos e gestores de saúde. Especialistas reforçam com frequência que pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e estresse crônico aumentam o risco de ataques cardíacos. O caso de Juliana, ainda que envolva uma história particular, tende a alimentar esse debate no Rio Grande do Sul.

O impacto da perda também expõe a necessidade de suporte psicológico a famílias enlutadas e a profissionais de comunicação. Jornalistas, acostumados a noticiar tragédias, não estão imunes quando a tragédia atravessa a própria vida. O afastamento temporário de Daniela da bancada e a transparência sobre seus limites mostram uma dimensão muitas vezes invisível da profissão.

O luto alcança ainda a geração anterior. Daniela relata o peso de comunicar a morte à avó. “Foi também um momento difícil ter que contar para a minha avó, que ela precisava se despedir da neta, porque essa não é a ordem natural da vida”, afirma. A cena sintetiza o descompasso que a família enfrenta: neta que parte antes da avó, filha que morre antes do aniversário de 50 anos.

Como seguir depois da ruptura

Enquanto o calendário se aproxima do 8 de setembro, a data ganha outra camada de significado. O aniversário que marcaria meio século de vida das gêmeas se transforma em ritual de memória. Em vez de dividir bolo e risadas, Daniela se prepara para atravessar o dia cercada por lembranças e saudade.

A apresentadora fala em aprender a conviver com a ausência. Diz que terá de “aprender a lidar com essa ausência e com essa dor terrível da saudade”. Na prática, isso significa reorganizar projetos, revisar rotinas, encontrar uma forma de seguir trabalhando em frente às câmeras sem apagar a irmã da própria história.

A emissora acompanha o tempo da jornalista, que deve retomar o trabalho de forma gradual. A forma como Daniela expõe a dor e recebe acolhimento mostra que o público parece disposto a aceitar essa transição com mais empatia do que cobrança.

O caso, que movimenta a imprensa regional ao longo da semana, também reforça uma tendência: figuras públicas que usam suas plataformas para falar de temas sensíveis, como morte, luto e saúde mental. Ao dividir sua perda, Daniela transforma uma tragédia íntima em ponto de partida para conversas coletivas sobre a fragilidade da vida e a necessidade de cuidado mútuo.

O que aconteceu com a irmã gêmea de Daniela Ungaretti?

Juliana Ungaretti, irmã gêmea da jornalista Daniela Ungaretti, morre aos 49 anos na madrugada de 24 de agosto, no Rio Grande do Sul, após sofrer um infarto fulminante. A morte é descrita pela família como repentina e inesperada e deixa quatro filhos em profundo luto pela perda precoce da mãe.

Como Daniela Ungaretti falou sobre a morte da irmã gêmea?

Daniela Ungaretti, de frente para a câmera e em casa, grava um vídeo para as redes sociais em que relata o choque pela morte da irmã, explica sua ausência no RBS Notícias e descreve Juliana como “forte”, “exuberante” e “mãe maravilhosa”, dividindo com o público a dor e o impacto dessa perda.

Quando a irmã gêmea de Daniela Ungaretti faleceu em relação ao aniversário dela?

Juliana Ungaretti morre em 24 de agosto, cerca de duas semanas antes de 8 de setembro, data em que ela e Daniela completariam 50 anos. As duas sempre comemoram juntas o aniversário, o que transforma o que seria um marco de celebração em um momento de luto e memória para toda a família.

Qual foi a reação de Daniela Ungaretti após a morte da irmã gêmea?

Daniela Ungaretti reage ao perder a irmã com choque, descrença e um luto exposto com sinceridade, afastando-se do RBS Notícias para se recompor e recorrendo às redes sociais para agradecer milhares de mensagens de apoio, afirmar que “a vida é frágil demais” e dizer que ainda luta para acreditar no que aconteceu.

Qual a idade que Daniela Ungaretti e a irmã gêmea completariam?

Daniela Ungaretti e a irmã gêmea, Juliana, completariam 50 anos em 8 de setembro, data que sempre compartilham em festas e brincadeiras sobre quem nasce primeiro. A morte de Juliana aos 49 anos, pouco antes desse marco, transforma o meio século de vida em um aniversário atravessado por luto e saudade.

Daniela Ungaretti acredita em reencontro após a morte da irmã gêmea?

Daniela Ungaretti afirma acreditar em um reencontro com a irmã gêmea, Juliana, e diz que essa fé funciona como um dos poucos consolos em meio ao luto. Ao falar do aniversário de 8 de setembro, ela destaca que a crença em se encontrarem novamente é o que lhe dá algum conforto diante da dor intensa.


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