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Datafolha revela força de Flávio Bolsonaro x Lula no 2º turno

Datafolha inicia hoje pesquisa com 2.520 entrevistas para mapear o segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula. Levantamento, com margem de erro de dois pontos, será divulgado na quinta.

06/10/2026 11:01 6 min de leitura
Datafolha revela força de Flávio Bolsonaro x Lula no 2º turno
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Eleições 2024

Pesquisa Datafolha traz dados inéditos sobre o confronto eleitoral entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno presidencial.

O Instituto Datafolha começa a medir hoje, em todo o país, a força de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial. A pesquisa, com 2.520 entrevistas presenciais ou por telefone, será divulgada na quinta-feira e promete redesenhar estratégias a menos de três semanas da votação marcada para 25 de outubro.

O levantamento inaugura a disputa em clima de acirramento máximo. A diferença entre os dois candidatos foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos no primeiro turno, resultado que colocou Flávio à frente de Lula na corrida ao Planalto.

Retrato detalhado de um país dividido

A pesquisa em campo entre hoje e quinta-feira é a primeira do Datafolha focada apenas no duelo direto entre os dois finalistas. Flávio Bolsonaro sai do primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.104.503 votos. Lula chega ao segundo turno com 45,16%, ou 53.879.538 votos, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.

Mais que medir quem está na frente, o instituto se propõe a radiografar o humor do eleitorado. O questionário investiga intenção de voto estimulada, quando o entrevistador lê uma lista de candidatos, e espontânea, quando não há apresentação de nomes. Apura também se o voto está decidido ou se ainda pode mudar, num cenário em que qualquer oscilação dentro da margem de erro pode inverter a liderança.

O Datafolha mergulha ainda no terreno da rejeição, dado fundamental para entender os limites de crescimento de cada candidato. “O questionário também aborda a rejeição aos candidatos, a avaliação e a aprovação do governo Lula, se os entrevistados recebem Bolsa Família, se trabalham ou estudam, sua religião, além de questionar se acreditam que a própria vida ficará melhor, igual ou pior caso Lula ou Flávio Bolsonaro seja eleito”, registra o plano da pesquisa.

Bolsonarismo, petismo e o voto que pode virar

O instituto tenta capturar também a identidade política dos entrevistados. Uma das perguntas posiciona o eleitor em uma escala que vai do bolsonarismo ao petismo, o que ajuda a medir o tamanho dos polos radicalizados e do espaço de centro onde se travará a disputa pelos indecisos.

Outro eixo do questionário olha para o passado recente. Os pesquisadores perguntam em quem o eleitor votou na eleição presidencial de 2022, com opções para Jair Bolsonaro, Lula, voto em branco, nulo ou nenhum. A resposta permite identificar migrações de voto ao longo de quatro anos e o potencial de recuperação ou desgaste de cada campo político.

O levantamento reserva um bloco específico para os debates presidenciais que ocorrerão antes do segundo turno. Há questões sobre a importância desses confrontos na decisão de voto e sobre a possibilidade de o eleitor mudar de posição após assisti-los. Com a disputa em empate técnico nas pesquisas da véspera do primeiro turno, qualquer desempenho mais convincente em rede nacional pode alterar o tabuleiro.

Economia, Bolsa Família e a vida concreta do eleitor

O Datafolha cruza intenção de voto com o perfil socioeconômico dos entrevistados. O questionário pergunta se o eleitor recebe Bolsa Família, se está empregado, se estuda e qual é sua religião. O objetivo é identificar quais segmentos sociais e regiões ancoram cada candidatura e onde há espaço para avanço.

A pesquisa traz ainda uma pergunta direta sobre expectativa de futuro. Os entrevistados são questionados se acreditam que a própria vida ficará melhor, igual ou pior caso Lula ou Flávio Bolsonaro seja eleito. A resposta funciona como termômetro de confiança em cada projeto de governo e interessa tanto a estrategistas de campanha quanto a investidores e analistas do mercado financeiro.

Nas últimas semanas, o ambiente econômico reage ao favoritismo momentâneo de Flávio Bolsonaro, visto por parte do mercado como opção de continuidade em certas agendas econômicas. Ao mesmo tempo, setores ligados a políticas sociais e ao fortalecimento do Estado observam com atenção o desempenho de Lula nas pesquisas, apostando em um possível repique do petista na reta final.

Margem de erro, campanhas em alerta e próximos passos

O levantamento terá margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na prática, um candidato que apareça com 51% pode estar, estatisticamente, entre 49% e 53%, o que mantém viva a possibilidade de empate técnico mesmo diante de diferenças aparentes nas intenções de voto.

As campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula trabalham desde já com cenários simulados, aguardando os números oficiais para calibrar a ofensiva. O time do PL tenta consolidar a vantagem obtida nas urnas, buscando ampliar a distância especialmente em redutos conservadores e entre eleitores que rejeitam o PT. O núcleo petista, por sua vez, mira os beneficiários de programas sociais, trabalhadores urbanos e setores da classe média insatisfeitos com o discurso bolsonarista.

A divulgação do Datafolha deve produzir reações imediatas no campo político e econômico. Partidos que ficaram fora do segundo turno observarão o desempenho de cada candidato para decidir apoios formais, liberar bancadas ou adotar neutralidade estratégica. Governadores e lideranças regionais pesarão o risco de se posicionar contra o favorito em seus estados.

O Datafolha também prepara, para a mesma quinta-feira, sondagens sobre o segundo turno para os governos do Distrito Federal e do Rio de Janeiro. Esses levantamentos compõem o mosaico de forças que influenciam a eleição presidencial, já que palanques locais podem impulsionar ou travar o desempenho dos candidatos ao Planalto em cada região.

Outros institutos, como AtlasIntel e PoderData, também registram pesquisas para esta semana. A sucessão de números tende a acelerar a disputa por narrativas. Cada ponto percentual ganhará peso político desproporcional em um ambiente em que “a diferença entre os dois candidatos foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos”. Até 25 de outubro, o mapa eleitoral segue em aberto, e o retrato que surge a partir de hoje marca o início da fase mais tensa e decisiva da corrida presidencial.

O que a pesquisa Datafolha mede no segundo turno?

A pesquisa Datafolha com 2.520 entrevistas mede intenção de voto estimulada e espontânea, rejeição a Flávio Bolsonaro e Lula, avaliação do governo Lula, perfil socioeconômico dos eleitores e impacto potencial dos debates, oferecendo um retrato detalhado do cenário do segundo turno presidencial até 25 de outubro.

Quando sai o resultado da pesquisa e qual o peso dela na eleição?

O resultado da pesquisa Datafolha sai na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, e serve como principal termômetro inicial do segundo turno, orientando estratégias de campanha, influenciando apoios políticos, afetando expectativas de investidores e sinalizando se Flávio Bolsonaro consolida a vantagem ou se Lula reage na reta decisiva.


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