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Despedida de Messi lota Monumental e encerra era na seleção

Amistoso entre Argentina e Benim, em 6 de outubro de 2026, marca a despedida oficial de Lionel Messi da seleção e fecha ciclo vitorioso de duas décadas.

06/10/2026 21:52 6 min de leitura
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Esportes

O último jogo de Messi pela Argentina emociona fãs e encerra uma trajetória de sucesso de 20 anos.

Argentina e Benim se enfrentam às 20h desta terça-feira (6 de outubro de 2026), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, no jogo que marca a despedida oficial de Lionel Messi da seleção argentina. O amistoso encerra duas décadas de trajetória com a camisa albiceleste, diante de 85 mil torcedores que esgotam os ingressos em apenas uma hora e meia.

Um adeus que mobiliza país, mídia e mercado

A partida transforma uma simples data Fifa em evento histórico. A seleção entra em campo para muito mais que um amistoso: trata-se do fim de um ciclo comandado pelo maior ídolo de sua história recente. A redação do ge define a noite como “uma noite que ficará na história do futebol argentino”.

O interesse se reflete em todos os lados. As arquibancadas lotadas, a transmissão ao vivo por sportv e ge TV e o acompanhamento em tempo real pelo ge confirmam o apelo de Messi até seu último minuto com a seleção. O amistoso movimenta o mercado de mídia e reforça o valor comercial de jogos comemorativos, formatados em torno de grandes personagens.

Planejamento exclusivo para o último jogo

Desde o anúncio do adeus, a programação da Argentina na Data Fifa gira em torno desta noite em Buenos Aires. O técnico Lionel Scaloni poupa Messi dos amistosos anteriores, vitórias por 4 a 0 sobre a Bolívia e 7 a 0 sobre a equipe sub-23 de Burkina Faso, para concentrar o craque na despedida.

O clima é de cerimônia. A seleção veste uma camisa especial, inspirada na bandeira argentina e na carreira do camisa 10. Entre os convidados estão nomes do título do Mundial de Seleções de 2022, como o zagueiro Nicolás Otamendi e o meia-atacante Ángel Di María. O ge registra a dimensão do momento: “O Monumental de Núñez estará lotado para a partida – todos os 85 mil ingressos foram vendidos em apenas uma hora e meia”.

Dois campeões daquela campanha, Paulo Dybala e Nahuel Molina, ambos da Roma, ficam fora. Os clubes não liberam os jogadores, evidenciando o conflito permanente entre calendários de seleções e compromissos de equipes europeias, mesmo em ocasiões de forte apelo emocional.

Duas décadas até a consagração máxima

Messi estreia pela seleção principal em 2005 e disputa seu primeiro Mundial de Seleções em 2006, na Alemanha. Durante anos, convive com a cobrança por não repetir na seleção o sucesso que tem nos clubes. São três vice-campeonatos seguidos, incluindo a final perdida do Mundial de Seleções de 2014 e duas decisões de Copa América, em 2015 e 2016.

A pressão chega ao limite quando o atacante anuncia, em 2016, que não defenderia mais a seleção. A reação da torcida e do vestiário o convence a recuar. A virada começa após outra frustração, a eliminação nas oitavas do Mundial de Seleções da Rússia, em 2018. O ge resume o ponto de inflexão: “Após outra decepção em Copa do Mundo, com a eliminação nas oitavas de final na Rússia-2018, a história começou a mudar com a chegada do técnico Lionel Scaloni”.

Com Scaloni, Messi lidera a conquista da Copa América de 2021, em vitória por 1 a 0 sobre o Brasil, no Maracanã. Em 2022, vem o auge com o título do Mundial de Seleções do Catar. Nos anos seguintes, ainda ergue outra Copa América, em 2024, e conduz a Argentina ao vice-campeonato no torneio de 2026. O ge sintetiza seu peso histórico: “Messi é o maior artilheiro da seleção, com 125 gols em 207 partidas”.

Mudança de ciclo na seleção argentina

A noite no Monumental sela uma transição já em curso. O UOL descreve o momento como “clima de mudança de ciclo”, com testes no elenco e mais espaço para jovens em amistosos recentes. A saída de Messi, somada à aposentadoria de outros pilares, como Di María e o próprio Otamendi, obriga o comando técnico a redesenhar o time dentro e fora de campo.

O impacto vai além da bola. A seleção perde seu principal líder técnico e emocional, referência para uma geração inteira de torcedores. Em troca, ganha a chance de acelerar a renovação, hoje ancorada em jogadores que já convivem com o ídolo e podem herdar parte dessa responsabilidade.

Para federações e clubes, a mudança pressiona por novos modelos de formação e captação de talentos, em busca de um sucessor à altura do ícone. O apelo de Messi, porém, não se encerra com a retirada da camisa da seleção. Sua imagem continua a alimentar contratos de transmissão, patrocínios e produtos ligados à memória dessa era.

Benim em vitrine global

Do outro lado, Benim encara o amistoso como oportunidade rara. A seleção africana enfrenta uma maratona de 25 horas de deslocamento para chegar a Buenos Aires e participar de um dos jogos mais vistos da temporada. Sob comando de Gernot Rohr, a equipe ganha visibilidade internacional, algo incomum em sua rotina de eliminatórias regionais.

O convite para ser o adversário da despedida coloca Benim diante de uma potência do futebol e serve como vitrine para atletas pouco conhecidos fora da África. No médio prazo, partidas desse porte podem facilitar novos amistosos, atrair olheiros e fortalecer projetos locais de desenvolvimento.

O dia seguinte ao adeus

Quando o apito final soar no Monumental, a Argentina inicia oficialmente a vida sem Messi. Scaloni precisa consolidar novos líderes, redesenhar o sistema ofensivo e administrar a expectativa de uma torcida acostumada a ter um gênio em campo. A seleção tende a enfrentar um período de adaptação, com possíveis oscilações de desempenho.

Na outra ponta, a despedida abre caminho para que outros ídolos recebam homenagens semelhantes, valorizando a dimensão simbólica de carreiras longas na seleção. O modelo que hoje celebra Messi pode inspirar federações a tratar com mais cuidado os encerramentos de ciclo de seus maiores jogadores.

A Argentina segue sua agenda de amistosos e competições oficiais, agora com a sombra de 125 gols e 207 partidas como medida de comparação. A camisa 10 volta ao clube, mas permanece tatuada na memória do país que, por 20 anos, viu um dos maiores de sua história vestir a albiceleste.

Por que a despedida de Messi muda tanto a seleção argentina?

Messi concentra liderança técnica e emocional. Sua saída força a seleção a encontrar novos protagonistas, adaptar o estilo de jogo e acelerar a renovação do elenco.

O que acontece com a Argentina depois desse amistoso?

A equipe mantém o calendário de amistosos e competições oficiais, com Scaloni testando jovens, redefinindo hierarquias internas e buscando novos líderes em campo.

O que Benim ganha ao participar desse jogo?

Benim exibe seus jogadores em vitrine global, mede forças com uma potência do futebol e fortalece o projeto de desenvolvimento do esporte no país.


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