Gabigol decide, Santos vira visitante indigesto e afunda o Inter
Santos vence o Internacional por 3 a 2 no Beira-Rio, pela 26ª rodada do Brasileirão, se afasta do Z-4 com 32 pontos e amplia crise colorada, parado nos 25.
Brasileirão
Com a vitória fora de casa, o Santos se distancia da zona de rebaixamento enquanto o Inter enfrenta crise na competição.
Gabigol comanda uma vitória pesada do Santos por 3 a 2 sobre o Internacional, no Beira-Rio, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante marca dois gols, sofre o pênalti da expulsão de Matheus Bahia e empurra o time paulista para longe da zona de rebaixamento, enquanto o Colorado afunda ainda mais no Z-4.
O resultado dá ao Santos 32 pontos e uma distância de sete pontos para a zona da degola. O Inter permanece em 18º, com 25 pontos, vê a sequência sem vitórias chegar a nove jogos e escuta, em casa, um coro de protestos que escapa do estádio para a rotina do clube.
Santos implacável, Inter em colapso no primeiro tempo
O jogo começa sob clima de urgência para o Internacional. A diretoria reduz o preço para sócios a R$ 10 e cobra entre R$ 65 e R$ 299 dos não sócios para encher o Beira-Rio e empurrar o time na luta contra o rebaixamento. O que a torcida encontra em campo, porém, é um Santos frio e cirúrgico.
Aos 7 minutos, Félix Torres erra feio na saída de bola, praticamente pisa na bola e a entrega para Gabigol. O centroavante não desperdiça: avança e finaliza cruzado, abrindo o placar e inaugurando uma tarde de vaias ao zagueiro equatoriano a cada toque.
A desorganização colorada se agrava pouco depois. Em nova arrancada de Gabigol, Matheus Bahia puxa o atacante dentro da área. O árbitro Alex Gomes Stefano marca pênalti e mostra amarelo, mas o VAR, comandado por Wagner Reway, chama a revisão. A decisão final é dura para o Inter: pênalti confirmado e cartão vermelho para o lateral.
Gabigol cobra, Matheus Cunha ainda toca na bola, mas não evita o 2 a 0. O Santos se instala no jogo com vantagem numérica e técnica, enquanto a torcida colorada alterna silêncio e vaias, desconfiada de qualquer tentativa de reação. A cada erro simples, o clima piora.
O golpe seguinte atinge diretamente a confiança do Inter. Em cruzamento da direita, a zaga não acompanha e Christian Oliva aparece livre para fazer o terceiro. Parte do Beira-Rio começa a esvaziar ainda no primeiro tempo. Quem fica, protesta com gritos de “vergonha, vergonha, time sem vergonha” em direção ao elenco e ao técnico Paulo Pezzolano.
Reação tardia, pressão das arquibancadas e alívio santista
O intervalo expõe dois times em momentos opostos. O Inter precisa mudar para não ser atropelado em casa. Pezzolano troca Sanabria por Aguirre. A alteração surte efeito imediato: logo aos 3 minutos da etapa final, o lateral aparece na área e desconta, alimentando uma esperança tardia.
O Santos, que parecia controlar o jogo com tranquilidade, sente o baque e vê o Inter, mesmo com um a menos, adiantar as linhas. Cuca reage rápido, chama Arthur, ex-Grêmio, para a estreia, recua Caballero e tenta retomar o controle do meio. O time volta a equilibrar o ritmo.
Gabigol, ciente de que está pendurado, força o terceiro cartão amarelo e sai automaticamente suspenso para a próxima rodada. Antes de reduzir o ritmo, porém, ainda encontra espaço para marcar novamente e devolver a vantagem confortável no placar. É o segundo dele na tarde, coroando uma atuação de protagonista em Porto Alegre.
Nos bastidores, a atuação tem peso extra. O atacante chega ao Beira-Rio pressionado por declarações recentes sobre outros clubes e o próprio futuro. Após a partida, ele tenta encerrar o assunto. “Jamais pensei em deixar o Santos, apesar das dificuldades financeiras”, afirma o camisa 9, em tom de defesa e compromisso.
O jogo ainda guarda drama para os minutos finais. Cuca mexe no time pensando também na Copa Sul-Americana e promove a estreia de Lima. Na tentativa de segurar o resultado, o Santos se retrai demais. Em um lance dentro da área, Miguelito comete pênalti em Vitinho. O VAR revisa, a marcação é mantida e Bruno Henrique converte, deixando o placar em 3 a 2.
Os últimos minutos são de pressão do Inter, mais na base da vontade do que da organização. O Santos se fecha, apela para chutões e tenta esfriar o jogo. A cada investida colorada, uma mistura de ansiedade e raiva se espalha pelas arquibancadas. Muitos torcedores já nem olham para o campo, preferem olhar o relógio e a tabela do campeonato no celular.
Crise colorada se aprofunda, Santos respira na tabela
O apito final de Alex Gomes Stefano cristaliza dois cenários opostos. O Santos deixa o gramado com 32 pontos, três vitórias consecutivas como visitante no Brasileirão e sete pontos de vantagem para o Z-4. A equipe passa a mirar a parte intermediária da tabela com outra confiança, mesmo sem Neymar, ainda lesionado.
O resultado também representa uma quebra de tabu simbólica: o clube volta a vencer no Beira-Rio depois de um longo jejum, reforçando a imagem de visitante indigesto em 2026. O elenco sai abraçado, com Gabigol no centro da roda, enquanto Cuca ganha tempo e tranquilidade para ajustar o time sem a corda tão apertada no pescoço.
O Internacional vive a face oposta dessa história. A equipe permanece na 18ª colocação, estacionada nos 25 pontos, e ainda não conhece vitória no Brasileirão desde meados de maio. A sequência de nove jogos sem ganhar pesa no vestiário e nas arquibancadas, que reagem com vaias, xingamentos e abandono precoce do estádio.
A expulsão de Matheus Bahia expõe um setor defensivo já frágil. Os erros de Félix Torres voltam a ser tema de debate interno e externo. A estratégia da diretoria de apostar em ingressos promocionais para mobilizar a torcida rende boa presença, mas o resultado em campo ameaça a confiança do torcedor na reta final da temporada.
O técnico Paulo Pezzolano termina a rodada sob fogo cruzado. A pressão por mudanças táticas e até por reformulação de elenco aumenta. O risco de queda para a Série B deixa de ser um alerta distante e vira um cenário concreto, capaz de afetar o planejamento financeiro, possíveis negociações e a permanência de peças importantes.
O Santos, por sua vez, precisa administrar a boa fase com cautela. Além da suspensão de Gabigol, outros jogadores recebem cartões e desfalcam a próxima rodada. Manter a consistência sem seu principal definidor será o próximo teste de Cuca. Se superar essa etapa, o clube pode transformar o alívio de hoje em segurança real na Série A.
As próximas semanas devem mostrar se o Beira-Rio foi o fundo do poço colorado ou apenas mais um capítulo da queda. Para o Santos, a tarde em Porto Alegre pode marcar o ponto de virada definitivo em um campeonato que começou sob desconfiança e agora oferece um horizonte menos turbulento.
O que Gabigol fez na partida entre Internacional e Santos?
Gabigol é decisivo na vitória do Santos por 3 a 2 sobre o Internacional no Beira-Rio: ele marca dois gols, sofre o pênalti que gera a expulsão de Matheus Bahia e ainda recebe o terceiro cartão amarelo, ficando suspenso para a próxima rodada, mas deixando o time com 32 pontos e aliviado na tabela.
Como a vitória do Santos sobre o Internacional afeta a tabela do Brasileirão?
A vitória do Santos por 3 a 2 no Beira-Rio leva o time paulista a 32 pontos, abrindo sete de vantagem para a zona de rebaixamento, enquanto mantém o Internacional na 18ª posição, com 25 pontos, aprofundando a crise colorada e aumentando de forma concreta o risco de rebaixamento na reta final do Campeonato Brasileiro.


