Gabigol vira e Santos sobe nas classificações São Paulo x Santos
Santos vence o São Paulo por 2 a 1, de virada, em jogo atrasado da 21ª rodada do Brasileiro. Gabigol decide, Diógenes brilha e Peixe segue vivo na briga pelo G-6.
Brasileirão
Com gol decisivo de Gabigol, Santos conquista virada e avança na tabela do campeonato brasileiro.
Gabigol comanda uma virada pesada do Santos sobre o São Paulo no Morumbis, por 2 a 1, em clássico atrasado da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O atacante marca duas vezes, desmonta a defesa tricolor e empurra o Peixe de vez para a disputa por vaga no G-6.
Clássico na Data Fifa muda rumo do G-6
O duelo, encaixado na Data Fifa para tirar o atraso do calendário, mexe diretamente com as ambições dos dois clubes na reta final do Brasileirão. O Santos chega a 41 pontos, emenda a quinta vitória consecutiva e se mantém apenas cinco pontos atrás do Bahia, atual quinto colocado.
O São Paulo sente o golpe em casa. O time abre o placar, vê o rival reagir imediatamente e sai do Morumbis sob questionamentos sobre escolhas táticas e capacidade de controlar jogos grandes. Em um campeonato que se afunila, desperdiçar vantagem em clássico pesa mais que três pontos perdidos.
Luciano abre, Gabigol responde e muda o jogo
O roteiro parece perfeito para o torcedor são-paulino quando Luciano abre o placar em cobrança de pênalti, após falta infantil de Lucas Veríssimo dentro da área. Bola para um lado, goleiro para o outro, e o Morumbis explode com a vantagem tricolor.
A resposta santista, porém, vem quase no lance seguinte. Everton Cebolinha acelera pela esquerda, aciona Escobar, que cruza com precisão. Gabigol se antecipa, testa no canto e empata. O 1 a 1 ainda no primeiro tempo esvazia o embalo do São Paulo e recoloca o Santos no jogo.
O gol mexe com a confiança dos dois lados. A defesa tricolor, que vinha sólida em casa, passa a dar espaços. O Peixe, mesmo pressionado em alguns momentos, encontra mais campo para contra-atacar e explorar a mobilidade de seu camisa 9.
Intervenções de Cuca e estreia de Coutinho viram o clássico
No intervalo, Cuca decide mudar o desenho tático. O treinador admite que não espera o São Paulo com três zagueiros, mas reage. Tira Lima e Barreal, que têm atuação apagada, e lança Gustavo Henrique e Philippe Coutinho para reorganizar o meio e dar qualidade à saída de bola.
A partir daí, o Santos se equilibra no gramado. Gustavo Henrique reforça a proteção à defesa, permite que os homens de frente joguem mais soltos, e Coutinho, mesmo sem ritmo, mostra por que chega tratado como peça de decisão. A promessa do clube é clara: fazer o meia “voltar a sorrir como Neymar sorriu” na Vila Belmiro.
Logo no início do segundo tempo, Coutinho justifica o rótulo. Com dois toques na bola, se livra da marcação, gira no meio-campo e encontra Everton Cebolinha em condições ideais. O ponta invade a área, rola para Gabigol, que coloca Tolói no chão e finaliza para decretar a virada santista.
Diógenes fecha o gol e segura a pressão tricolor
Com 2 a 1 contra, o São Paulo parte para a pressão. A estratégia de três zagueiros perde sentido com a necessidade de atacar, e o time se desorganiza entre linhas. O Santos recua um pouco mais, tenta controlar o ritmo e passa a depender do goleiro Diógenes.
O camisa 1 vive noite impecável. Faz oito defesas, corta cruzamentos, segura chutes de média distância e evita o empate em pelo menos três oportunidades claras. Em vários momentos, divide o protagonismo da noite com Gabigol, transformando o placar em resultado de afirmação pessoal.
Do outro lado, o São Paulo ainda vê Luciano sentir um problema físico e permanecer em campo apenas para compor número. O ataque perde mobilidade, o meio-campo não consegue conter as transições santistas e a defesa, marcada pelo pênalti de Veríssimo e pelos dribles de Gabigol, sai exposta.
Santos renasce no returno; São Paulo se complica
A vitória coloca o Santos no topo da tabela do returno, com 20 pontos, ao lado do Flamengo. Mais que os números, impressiona o desempenho como visitante: o time vence todos os jogos fora de casa nesta segunda metade do campeonato e transforma a luta contra o rebaixamento em corrida por vaga na Libertadores de 2027.
Cuca exalta abertamente a fase. Ele celebra a correção tática no intervalo, admite que o time é surpreendido no início, mas fala em “boa fase” e já mira o título simbólico do returno. Em público, o treinador reforça que o vestiário compra a ideia de brigar pelo G-6.
A estreia de Philippe Coutinho alimenta o otimismo. Mesmo com poucos minutos, o meia participa diretamente da jogada da virada e deixa claro que pode ser o diferencial técnico para manter a sequência. O único ponto de preocupação é o volante Arthur, substituído com incômodo na coxa direita e agora dúvida para os próximos jogos.
No São Paulo, o clima é oposto. A estratégia com três zagueiros, que surpreende o rival, parece funcionar até o pênalti convertido por Luciano, mas desmorona após o empate imediato. A dificuldade em controlar o meio-campo e a reincidência em erros individuais ligam o alerta para a sequência do Brasileiro.
Com a reta final se aproximando, cada ponto pesa. O Santos entra definitivamente na briga por vaga na próxima Libertadores, enquanto o São Paulo precisa reagir para não ver rivais diretos abrirem distância na parte de cima da tabela. O clássico no Morumbis, disputado em uma noite de Data Fifa, passa a ser lembrado como o jogo em que o Peixe vira de vez a chave do campeonato.
Como fica a situação do Santos na briga pelo G-6?
O Santos chega a 41 pontos com a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, emenda cinco triunfos seguidos e permanece cinco pontos atrás do Bahia, quinto colocado, posição que hoje abre a fila por vaga na Libertadores de 2027; o time ainda lidera o returno com 20 pontos e venceu todos os jogos como visitante.
O que deu errado para o São Paulo no clássico contra o Santos?
O São Paulo perde por 2 a 1 para o Santos após abrir o placar porque não sustenta a vantagem, sofre o empate logo depois do pênalti convertido por Luciano, vê a defesa desorganizar, o meio-campo falhar na contenção e o ataque, limitado por problemas físicos de Luciano, parar nas oito defesas de Diógenes.


