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Incêndios misteriosos afetam laboratórios da UFPE

09/10/2026 06:21 2 min de leitura
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Três incêndios consecutivos atingiram diferentes prédios da UFPE em oito dias, causando prejuízos milionários e comprometendo pesquisas.

Investigação em andamento

A série de incêndios começou no dia 30 de setembro de 2026, no laboratório de Física, e seguiu, nos dias 4 e 7 de outubro, afetando outras áreas de pesquisa. Até agora, nenhuma das ocorrências deixou feridos, mas os danos materiais foram significativos, estimados em R$ 100 milhões. A Polícia Federal investiga se há ligação entre os eventos, dada a proximidade temporal e ameaças recebidas por estudantes.

Em coletiva, o reitor Alfredo Gomes expressa incerteza sobre as causas, enquanto a PF tenta reconstituir as dinâmicas dos incêndios. As ameaças após protestos no campus um dia antes do último incidente adicionam uma camada de preocupação.

Impacto na comunidade acadêmica

Os danos se estendem além do material, afetando diretamente as pesquisas em andamento. Cerca de 80 a 100 teses de mestrado e doutorado foram comprometidas. A destruição dos laboratórios de pesquisa, que abrigavam estudos cruciais, como os de biociências e inovações terapêuticas, é considerada “irreparável”, nas palavras do reitor.

Estudantes e professores enfrentam um futuro incerto, com perdas que também impactam dados acumulados ao longo de 20 anos.

O que vem a seguir?

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, visita o campus para avaliar a situação e discutir possíveis medidas de apoio. A AGU já acompanha o caso e os esforços de reconstrução. Espera-se que novas instalações acolham as pesquisas, mas sem os equipamentos, os obstáculos são muitos. A comunidade acadêmica se mobiliza pela recuperação e segurança da universidade enquanto o inquérito policial ainda descarta qualquer conclusão.

A expectativa gira em torno das investigações e no esclarecimento das causas, enquanto o sentimento de urgência toma conta da comunidade universitária afetada.

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