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Esporte

Lyanco vive drama e salva Atlético-MG em empate com Athletico-PR

Zagueiro falha nos dois gols do Athletico-PR, mas marca nos acréscimos e garante 2 a 2 na Arena da Baixada, pela 29ª rodada do Brasileirão.

08/10/2026 22:55 7 min de leitura
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Brasileirão

Zagueiro do Atlético-MG supera erros e garante empate emocionante contra Athletico-PR na Arena da Baixada.

Com gol salvador de Lyanco aos 90+7 minutos, o Atlético-MG empata em 2 a 2 com o Athletico-PR na noite desta quinta-feira (8), em Curitiba, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Furacão marca com Kerwin Vargas e Kevin Viveros, enquanto um gol contra de Viveros e o chute final do zagueiro alvinegro definem o placar.

Empate com cara de decisão na Arena da Baixada

O resultado mantém o Athletico-PR em posição confortável na parte de cima da tabela, com 49 pontos e campanha histórica desde o início dos pontos corridos, em 2003. O time segue firme no G-4, alimenta o sonho de título e reforça a força na Arena da Baixada, onde soma 14 jogos invicto no Brasileirão, com nove vitórias e cinco empates, aproveitamento de 74% como mandante.

O Atlético-MG sai de campo com sensação dupla. O empate fora de casa vale um ponto importante na corrida por vaga na Copa Libertadores, mas a atuação irregular expõe novamente as oscilações da equipe de Eduardo Domínguez, hoje 7ª colocada, com 43 pontos. O Galo mantém a perseguição ao Cruzeiro, sexto com 45, mas perde a chance de encostar de vez no rival na luta pelo G-6.

Furacão começa dominante; Galo reage na bola parada

O ambiente na Arena da Baixada traduz o peso do jogo. O Athletico chega empurrado pela melhor campanha de sua história na elite desde 2003 e por uma sequência longa sem perder em casa. Odair Hellmann cumpre suspensão e acompanha das tribunas, enquanto o auxiliar Fábio Moreno comanda à beira do campo.

Mesmo desfalcado do lateral-direito Benavídez, do zagueiro Juan Felipe Aguirre e do lateral-esquerdo Claudinho, o Furacão se impõe no início. Viveros, artilheiro do Brasileirão com 14 gols, volta da seleção colombiana sob desconfiança física, mas lidera o ataque com a costumeira mobilidade. Aos 27 minutos, a pressão vira gol: cruzamento da direita, desvio de Lyanco no meio da área e Kerwin Vargas aproveita a sobra para abrir o placar.

O gol desmonta a linha defensiva do Atlético por alguns minutos, mas também desperta o velho recurso do time mineiro: a bola parada de Bernard. No fim do primeiro tempo, o camisa 10 cobra falta fechada pela esquerda, a bola cruza a pequena área e desvia em Kevin Viveros, que tenta afastar e manda contra o próprio patrimônio. O 1 a 1 premia a melhora do Galo na reta final da etapa.

Domínguez administra desfalques e vê time oscilar

Eduardo Domínguez desembarca em Curitiba com a planilha de minutos estourada. Sem o goleiro Everson, o zagueiro Ruan Tressoldi, o meia Gustavo Scarpa e o atacante Mateo Cassierra, todos lesionados, o treinador ainda decide poupar o trio equatoriano que volta de viagem do Japão: Angelo Preciado, Alan Franco e Alan Minda.

O argentino já vinha alertando para o risco de um elenco no limite. Dias antes, ao falar da sequência de jogos, ele admite que planeja a curto prazo. “Podemos planejar, mas aconteceu o que aconteceu com Mateo (Cassierra) e mudar tudo. Então, sim, temos que ter uma ideia geral, mas vamos depender dos resultados também”, diz. O discurso ganha contornos concretos na Arena.

Na segunda etapa, o Atlético sobe de produção, mesmo com um meio-campo mexido. Victor Hugo perde chance clara logo após o intervalo. Reinier e Cuello também desperdiçam boas oportunidades. Quando o sistema ofensivo enfim engrena, o problema aparece do outro lado do campo.

O Athletico responde com transições rápidas, usando bem os lados do gramado sintético. O goleiro Gabriel Delfim vira personagem do jogo. Seguro no primeiro tempo, ele se agiganta depois do intervalo, com defesas em chutes de média distância e cabeçadas na pequena área. A atuação rende a ele as melhores notas entre os jogadores do Atlético.

Expulsão, herói improvável e um roteiro cruel

Aos 73 minutos, a partida muda de temperatura. Viveros parte em velocidade, entra na área e sofre entrada dura de Tomás Pérez. O meia do Galo, que acabara de entrar, recebe cartão vermelho direto. A expulsão expõe um time já cansado e entrega o controle da bola ao Athletico.

Os minutos finais são de ataque contra defesa. Com um a mais, o Furacão adianta as linhas. Lyanco, que já participara do primeiro gol do Athletico com desvio infeliz, vive outra noite de extremos. Aos 90+3, rebate mal um cruzamento rasteiro, entrega a bola nos pés de Viveros e vê o artilheiro bater de primeira para fazer 2 a 1.

Enquanto os jogadores rubro-negros celebram perto da bandeira de escanteio, o zagueiro alvinegro parece desolado. Minutos depois, diante do apito final, resume o sentimento em uma frase simples: “Só acontece comigo”. O roteiro, porém, ainda guarda um último capítulo.

No lance derradeiro, já aos 90+7, o Atlético cobre falta ofensiva, a defesa do Athletico afasta mal e a bola volta para a área. Lyanco se posiciona, domina com segurança e finaliza firme, no canto. O gol de empate muda o semblante do defensor em segundos e cala a Arena. O 2 a 2 fecha uma atuação de altos e baixos, na qual o mesmo jogador participa diretamente dos dois gols sofridos e também do gol que salva o ponto fora de casa.

G-4 consolidado, G-6 em aberto e pressão crescente

O empate consolida o Athletico-PR no bloco da frente. Com 49 pontos, o time abre vantagem confortável sobre quem briga apenas por vaga em torneios continentais e mantém distância para Flamengo, líder com 60, e Palmeiras, segundo com 57. A campanha em casa segue como trunfo na reta final e sustenta o discurso de que é possível sonhar além da simples classificação à Libertadores.

Para o Atlético-MG, o ponto conquistado tem valor aritmético e simbólico. A equipe mantém-se em 7º, com 43 pontos, dois a menos que o Cruzeiro, e segue viva na luta pelo G-6, mesmo com os tropeços recentes e a maratona de jogos nacionais e continentais.

O empate em Curitiba cobra, porém, uma conta clara: a necessidade de ajustes urgentes no sistema defensivo e de melhor gestão física do elenco. As falhas de posicionamento, a expulsão de Tomás Pérez e a dificuldade de sustentar a vantagem numérica expõem um time que alterna personalidade e desatenção ao longo dos 90 minutos.

Na Arena da Baixada, o Athletico mostra novamente por que se transforma em candidato a vaga direta na Libertadores e flerta com ambições maiores. O Atlético-MG, mesmo com a resiliência do fim, sai com o recado de que não pode mais desperdiçar oportunidades se quiser chegar à próxima edição do principal torneio continental. As próximas rodadas, com calendário apertado e elenco no limite físico, tendem a definir se o ponto arrancado no último chute de Lyanco será lembrado como virada de chave ou apenas como alívio momentâneo em uma campanha irregular.

Como ficou a situação de Athletico-PR e Atlético-MG na tabela?

O Athletico-PR chega a 49 pontos e se mantém em 3º lugar, firme no G-4. O Atlético-MG vai a 43 pontos, segue em 7º e continua na disputa por vaga na Libertadores.

Por que o empate foi considerado um bom resultado para o Atlético-MG?

O Galo enfrentou um Athletico forte em casa, com 74% de aproveitamento na Arena, e jogou desfalcado. Escapar da derrota com gol no último lance reduz o prejuízo na briga pelo G-6.

Qual o peso da atuação de Lyanco no jogo?

Ele participa do desvio no primeiro gol do Athletico, falha no lance do 2 a 1 e depois marca o gol de empate aos 90+7. Vive uma noite de vilão e herói no mesmo jogo.

Kevin Viveros segue como artilheiro do Brasileirão?

Sim. Com o gol desta quinta, ele chega a 14 gols no Campeonato Brasileiro e se mantém como artilheiro, ao lado de Pedro, do Flamengo.


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