Olise comanda virada, e França atropela Bélgica por 4 a 1
Meia-atacante sai do banco, faz dois gols, dá duas assistências e lidera virada da seleção francesa sobre a Bélgica por 4 a 1, pela Liga das Nações, no Stade de France.
Liga das Nações
Olise brilha ao entrar no segundo tempo e garante vitória expressiva da França contra a Bélgica no Stade de France.
Michael Olise sai do banco, marca dois gols, dá duas assistências e transforma uma tarde tensa em goleada. Com atuação dominante no segundo tempo, a seleção francesa vira para 4 a 1 sobre a Bélgica no Stade de France e assume a liderança isolada do Grupo A1 da Liga das Nações.
Virada em 14 minutos e liderança isolada
A partida desta segunda-feira, às 15h45 (horário de Brasília), começa com roteiro perigoso para a França. A Bélgica é mais objetiva, abre o placar e vai para o intervalo em vantagem, deixando o Stade de France em silêncio desconfiado.
No vestiário, Zinedine Zidane identifica o problema com clareza. O técnico fala em falta de verticalidade e pouca presença na área. A resposta vem rápido. No segundo tempo, com Olise em campo, a França encaixa uma sequência irresistível e marca quatro vezes em um intervalo de 14 minutos, desmontando a proposta belga e garantindo a virada.
O placar de 4 a 1 recoloca a França no controle do grupo. A equipe soma agora 10 pontos em quatro rodadas, mantém a invencibilidade sob o comando de Zidane e se isola na ponta da chave, deixando os belgas em situação mais desconfortável na luta pela classificação.
Show de Olise em noite sem Mbappé
A goleada ganha peso extra pelo contexto. A seleção francesa joga sem seu principal astro, Kylian Mbappé, lesionado desde a primeira rodada da Liga das Nações. A ausência abre espaço para protagonistas menos óbvios, e Olise assume esse papel com naturalidade rara para um jogador ainda em afirmação no cenário europeu.
Entrando no segundo tempo, o meia-atacante participa diretamente de todos os gols franceses: são dois gols marcados e duas assistências, uma para Désiré Doué e outra para Rayan Cherki. A mobilidade entre as linhas belgas, a velocidade na arrancada curta e a precisão nas finalizações empurram a França para dentro da área adversária, exatamente onde Zidane cobra mais presença.
O técnico não esconde a satisfação com a resposta da equipe. “Minha avaliação deste primeiro período de treinos como técnico da seleção? Não há nada a criticar. Absolutamente nada, muito pelo contrário”, afirma Zidane, ainda no gramado, em entrevista após a partida. A frase resume o clima em torno da seleção: resultados, desempenho e renovação caminham juntos.
Zidane ajusta rota e expõe falhas da Bélgica
A vitória, porém, não esconde os problemas do primeiro tempo. A França volta a mostrar a mesma dificuldade de criação vista no empate com a Itália. Toques curtos, pouca infiltração e ataque previsível facilitam o trabalho belga até o intervalo. O próprio Zidane admite o incômodo com a atuação inicial.
“Precisamos melhorar nossa verticalidade, a velocidade que precisamos imprimir nos últimos 20 ou 30 metros, essa é claramente uma área que precisamos aprimorar. Também precisamos estar mais presentes na área, faltou isso em quase todos os jogos, exceto talvez no final”, aponta o treinador.
A reação no segundo tempo evidencia o peso das mudanças. A Bélgica, que entra em campo com 6 pontos e possibilidade real de assumir a liderança do grupo, não resiste à intensidade francesa. A equipe de Mark van Bommel perde compactação, afrouxa a marcação nas beiradas e permite que Olise, Doué e Cherki ataquem em superioridade numérica. A derrota por 4 a 1 interrompe a sequência positiva belga e liga o alerta para o restante da campanha.
Impacto no grupo e efeito no vestiário
No recorte da tabela, o resultado desta segunda-feira reorganiza o Grupo A1. A França dispara na liderança com 10 pontos, fruto de três vitórias e um empate em quatro jogos. A Bélgica, que já vinha de triunfo por 3 a 0 sobre a Turquia, precisa agora reagir para não se afastar de vez da briga pela primeira posição.
No vestiário francês, o impacto é mais emocional do que aritmético. A virada reforça a sensação de que o time responde a situações adversas, mesmo sem Mbappé. “Isso é futebol, é o que amamos. Houve dificuldades no primeiro tempo, mas isso faz parte do jogo. É bom corrigir as coisas, foi o que fizemos, e conseguimos ter um segundo tempo extraordinário. Incluo todos nisso”, diz Zidane.
A fala ajuda a explicar o ambiente da seleção. O treinador encerra sua primeira Data Fifa no cargo com desempenho convincente, vê jovens como Olise, Doué e Cherki assumirem protagonismo e ganha argumentos para manter a renovação em curso. Ao mesmo tempo, aponta o que ainda falta e evita triunfalismo precoce.
Mercado atento e próximos capítulos da Liga das Nações
O desempenho de Olise, com 2 gols e 2 assistências em um jogo grande, não passa despercebido pelo mercado europeu. Em um cenário em que clubes buscam cada vez mais jovens capazes de decidir partidas de alto nível, atuações como a desta segunda-feira tendem a aquecer conversas de bastidores e aumentar a projeção internacional do jogador.
No campo tático, a França ganha uma nova arma entre linhas, capaz de acelerar a transição ofensiva que Zidane tanto cobra. A Bélgica, por sua vez, deixa Paris com a obrigação de revisar sua estratégia ofensiva. Falta presença constante na área e capacidade de manter a pressão após abrir o placar, exatamente os pontos expostos pelo segundo tempo francês.
Enquanto isso, a Liga das Nações se consolida como termômetro da preparação europeia para competições de maior peso. Resultados de França, Espanha, Inglaterra, Alemanha e outras seleções alimentam comparações e projeções. O desempenho atual da equipe de Zidane, com liderança e invencibilidade, coloca os franceses na lista curta de favoritos a protagonizar as próximas grandes noites do futebol internacional.
As duas seleções voltam agora o foco para a sequência do Grupo A1, que pode definir ainda nesta janela quem chega com folga à reta final. A França mira a manutenção da vantagem e da invencibilidade. A Bélgica corre contra o tempo para ajustar rota, recuperar confiança e evitar que a distância para o líder se torne irreversível.
Qual o peso da vitória da França sobre a Bélgica na Liga das Nações?
A vitória por 4 a 1 da França sobre a Bélgica, nesta segunda-feira no Stade de France, vale a liderança isolada do Grupo A1 com 10 pontos em quatro jogos, mantém a seleção invicta sob Zinedine Zidane e reforça a confiança do elenco, especialmente dos jovens, mesmo sem Kylian Mbappé em campo.
Como foi a atuação de Michael Olise em França x Bélgica?
Michael Olise entra no segundo tempo de França x Bélgica, participa diretamente dos quatro gols da virada com 2 gols e 2 assistências, destrava o ataque francês com mais velocidade e presença na área e se consolida como protagonista da equipe de Zidane nesta Liga das Nações, ganhando espaço e projeção na seleção.


