Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.674▲ 0,43%Nasdaq26.180▲ 0,43%Dow Jones53.277▲ 0,98%Ibovespa171.032▲ 1,85%FTSE 10010.817▲ 0,64%DAX26.137▲ 0,59%Nikkei66.016▼ 0,30%S&P 5007.674▲ 0,43%Nasdaq26.180▲ 0,43%Dow Jones53.277▲ 0,98%Ibovespa171.032▲ 1,85%FTSE 10010.817▲ 0,64%DAX26.137▲ 0,59%Nikkei66.016▼ 0,30%
Mundo

Pesquisa Datafolha 2026: Lula lidera com 39%, Bolsonaro perto

Primeira pesquisa Datafolha após o início oficial da campanha presidencial de 2026 mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%, em cenário polarizado e de alta rejeição.

22/08/2026 11:01 7 min de leitura
Pesquisa Datafolha 2026: Lula lidera com 39%, Bolsonaro perto
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Eleições 2026

Nova pesquisa revela cenário polarizado entre Lula e Bolsonaro na corrida presidencial deste ano.

Lula (PT) lidera a corrida presidencial com 39% das intenções de voto, seguido de perto por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%, segundo a nova pesquisa Datafolha divulgada após o início oficial da campanha.

O levantamento nacional, encomendado por Globo e Folha de S.Paulo, indica um cenário polarizado e competitivo, com vantagem petista reduzida e forte rejeição aos dois principais adversários, o que pressiona estratégias de campanha e acende o alerta no mercado financeiro.

Polarização se consolida e espaço para terceiros encolhe

A pesquisa ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais, em 128 cidades brasileiras, entre terça e quinta-feira da semana eleitoral, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no TSE sob o número BR-04496/2026.

Em cenário estimulado de primeiro turno, além dos 39% de Lula e 33% de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, Renan Santos (Missão) soma 4% e Romeu Zema (Novo) registra 3%. Pablo Marçal (PRTB), que entra na disputa amparado por liminar, marca 2% e se junta ao pelotão inferior.

Os demais nomes – Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata) – não passam de 1% cada. Eleitores que declaram votar em branco ou nulo são 8%, e 3% dizem não saber em quem votar.

A fotografia confirma que a disputa se organiza em torno de Lula e Flávio Bolsonaro, deixando pouco espaço para um terceiro candidato competitivo. As candidaturas de Caiado, Renan e Zema, mesmo com 3% a 5%, ainda não rompem o teto da irrelevância prática na primeira rodada.

Segundo turno apertado e rejeição alta limitam crescimento

No segundo turno, o Datafolha testa quatro cenários, todos com Lula. No confronto direto com Flávio Bolsonaro, o petista tem 47% e o rival, 43%. A diferença de 4 pontos fica próxima da margem de erro e coloca a disputa em zona de empate técnico.

Nos demais cenários, Lula também vence Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, embora os percentuais detalhados não sejam o foco imediato das campanhas. O dado central é que, mesmo liderando, o presidente enfrenta teto baixo para expansão, travado por rejeição elevada.

A pesquisa mede que Lula e Flávio carregam os índices de rejeição mais altos entre os concorrentes, em patamar semelhante, na casa de 45% a 46%, segundo os resultados divulgados pelos veículos que contrataram o levantamento. O duplo desgaste ajuda a explicar o equilíbrio no segundo turno e a dificuldade de atração de novos eleitores fora dos núcleos mais fiéis.

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistador não apresenta uma lista de nomes, Lula aparece com 32% e Flávio Bolsonaro, com 19%. O dado reforça a força da marca pessoal dos dois líderes e a consolidação da polarização já na memória do eleitor.

Escândalo com filho de Lula e efeito Marçal entram no radar

A coleta de dados acontece em meio ao impacto político de revelações sobre suspeitas envolvendo negócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente. As denúncias ganham força enquanto o Datafolha está em campo e se tornam o principal ruído da semana para o Planalto.

Lula reage tentando separar sua imagem da do filho. Em agenda pública, afirma que não pretende blindar familiares. “Lula buscou desvencilhar-se do filho, repetindo que, se ele dever algo, deve pagar”, registra a Folha de S.Paulo ao descrever a estratégia do petista.

Do lado adversário, aliados de Flávio Bolsonaro exploram o caso como munição para desgastar o governo e aumentar a rejeição do presidente, especialmente entre eleitores que ainda flertam com a indecisão ou com o voto em branco. A incógnita é se o episódio se fixa na opinião pública ou se dilui na sucessão de fatos da campanha.

Outro ponto de tensão é a candidatura de Pablo Marçal. Oficialmente registrado após liminar, ele permanece inelegível até 2032 por decisão anterior da Justiça Eleitoral e sofre forte restrição: está proibido de participar de debates, usar tempo de TV e acessar fundos eleitoral e partidário.

A presença de Marçal, mesmo com apenas 2%, preocupa o entorno de Flávio Bolsonaro. Reportagem da Folha resume o impacto: “Marçal chega ao pelotão inferior da disputa, com 2%, tirando um ponto de Flávio”. A leitura entre analistas é que ele fura a bolha do eleitorado conservador mais radicalizado e pode restringir o crescimento do candidato do PL.

Mercado, estratégia e o peso de 130 pesquisas até a votação

A nova rodada do Datafolha é acompanhada de perto por partidos e investidores. Para o PT, a liderança de 7 pontos no primeiro turno e de 4 no segundo fornece argumento de continuidade e estabilidade, mesmo sob o ruído das denúncias envolvendo Lulinha. A sigla, porém, precisa reagir à rejeição de 45% e à perda de vantagem em relação a levantamentos anteriores.

No PL, o comando de campanha tenta transformar a narrativa da “arrancada” de Flávio Bolsonaro em combustível para mobilizar a base. A proximidade numérica com Lula anima dirigentes, mas o índice de rejeição, em torno de 46%, limita a capacidade de conquistar segmentos moderados do eleitorado.

Siglas que apostam em terceiras vias, como PSD, Novo e Missão, enfrentam o desafio de se tornar relevantes antes que o voto útil empurre eleitores diretamente para Lula ou Flávio. As campanhas de Caiado, Zema e Renan avaliam reforçar agendas econômicas e de segurança, áreas percebidas como pontos sensíveis para o governo e para o bolsonarismo.

No mercado financeiro, a leitura é de cenário polarizado e volátil. O histórico recente mostra que denúncias, operações policiais e declarações de campanha provocam oscilações imediatas em indicadores e ativos brasileiros, à medida que aumentam ou reduzem a percepção de risco político.

A divulgação de hoje é apenas a primeira de uma série robusta. Globo e seus parceiros planejam 130 pesquisas até a véspera do primeiro turno, cobrindo disputas para presidente, governos estaduais e Senado. Os números orientarão alianças de última hora, rearranjos de palanques regionais e decisões sobre onde concentrar recursos de mídia e mobilização.

Com apenas 3% de indecisos e 8% dispostos a votar em branco ou nulo, o espaço para viradas espetaculares parece estreito. O elemento decisivo, neste momento, é a capacidade de cada campanha de reduzir rejeição, controlar danos de escândalos e capturar uma fatia do eleitorado que hoje assiste à disputa à distância.

As próximas rodadas de pesquisa devem mostrar se o caso Lulinha se consolida como fator eleitoral, se Flávio Bolsonaro mantém a trajetória de aproximação e se algum nome fora do eixo PT–PL consegue furar a barreira dos 5%. Até lá, Lula e seus adversários calibram discursos, alianças e estratégias digitais sob o olhar atento de um eleitorado polarizado e cansado, mas ainda disposto a ser convencido.

O que mostra a pesquisa Datafolha para presidente em 2026?

A pesquisa Datafolha para presidente em 2026 mostra Lula (PT) com 39% e Flávio Bolsonaro (PL) com 33% no primeiro turno, seguidos por Ronaldo Caiado (5%), Renan Santos (4%), Romeu Zema (3%) e Pablo Marçal (2%), com 8% de brancos e nulos e 3% de indecisos.

Como está o cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro?

O cenário de segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) está apertado, com Lula somando 47% das intenções de voto e Flávio alcançando 43%, diferença de 4 pontos que fica próxima da margem de erro de 2 pontos percentuais e caracteriza disputa tecnicamente equilibrada.

Qual o impacto de Pablo Marçal na disputa presidencial?

Pablo Marçal (PRTB) aparece com 2% das intenções de voto, segundo o Datafolha, e tira cerca de 1 ponto de Flávio Bolsonaro no eleitorado conservador, o que preocupa o PL, embora esteja proibido de participar de debates, usar TV e acessar fundos eleitoral e partidário.


Mundo
Publicidadeinarticle
Leia também