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Pesquisa Quaest mostra disputa Lula x Flávio no 2º turno hoje

Nova pesquisa Datafolha com 2.520 eleitores mede hoje o cenário do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, rejeição, avaliação do governo e temas sensíveis como democracia e segurança.

12/10/2026 08:00 7 min de leitura
Pesquisa Quaest mostra disputa Lula x Flávio no 2º turno hoje
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Eleições 2026

Levantamento atual revela intenções de voto, rejeição e avaliação do governo no embate entre Lula e Flávio Bolsonaro.

O Datafolha leva às ruas, a partir desta terça-feira, uma pesquisa presencial com 2.520 eleitores para medir o cenário do segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. O levantamento testa não só a intenção de voto, mas também a rejeição dos candidatos, a avaliação do governo e a percepção sobre democracia, segurança e economia.

Pesquisa entra em campo em meio a viradas de campanha

O instituto realiza as entrevistas entre os dias 13 e 15 de outubro, em diversas regiões do país, com divulgação prevista para a noite de quinta-feira. A pesquisa, encomendada pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e custo de R$ 384,5 mil.

O levantamento chega num momento em que as campanhas fazem ajustes de rota. A equipe de Lula passa por um freio de arrumação e tenta uma guinada na comunicação, depois de sinais de desgaste na largada do segundo turno. Flávio Bolsonaro, por outro lado, tenta transformar em vantagem eleitoral a sequência de apoios de nomes da direita.

Entre esses apoios, ganha peso o do governador Ratinho Jr., somado a alianças com candidatos derrotados no primeiro turno e com partidos do Centrão. A pesquisa funciona, na prática, como um teste imediato do efeito dessa frente ampla em torno de Flávio e da capacidade de reação do campo lulista.

Intenção de voto, rejeição e grau de decisão do eleitor

Logo na abertura do questionário, o entrevistador faz a pergunta central: “Se o segundo turno da eleição fosse hoje, em quem você pretende votar para presidente da República?”. A resposta é espontânea, sem apresentação prévia de nomes, o que permite captar lembrança e engajamento de cada candidatura.

Em seguida, o pesquisador mostra uma cartela com Lula, Flávio Bolsonaro e a opção branco, nulo ou nenhum. Repete então a mesma questão de intenção de voto, agora estimulada, para medir com mais precisão o tamanho de cada candidato e o espaço dos descontentes.

O Datafolha também quer entender o motivo do voto. O entrevistado explica por que pretende escolher Lula ou Flávio e se a principal motivação é considerar o candidato o melhor para o cargo ou simplesmente impedir a vitória do adversário. Essa distinção ajuda a separar eleitorado convicto de voto útil ou negativo.

Na sequência, o instituto mede o grau de definição. Os eleitores respondem se o voto está totalmente decidido ou se ainda pode mudar, um dado crucial para mapear o campo de disputa na reta final. Outra bateria de perguntas verifica se o entrevistado votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em cada um dos dois nomes.

Avaliação de Lula, problemas do país e temas sensíveis

A pesquisa investiga ainda o humor em relação ao governo. Os entrevistados avaliam a gestão Lula como ótima, boa, regular, ruim ou péssima e dizem se aprovam ou desaprovam seu trabalho na Presidência. Essa leitura, cruzada com a intenção de voto, mostra até que ponto o pleito é um julgamento do governo atual.

Outro eixo central pergunta qual é hoje o principal problema do Brasil. Entre as alternativas aparecem saúde, educação, economia, inflação, desemprego, fome e miséria, violência e segurança pública, salários, habitação, corrupção e outras questões sociais. O resultado indica a agenda que mais preocupa o eleitor e tende a pressionar as campanhas a direcionar propostas.

O Datafolha também entra em temas que inflamam o debate político. Os eleitores são ouvidos sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a criação de mandato fixo para ministros do Supremo Tribunal Federal e a exigência de decisões colegiadas em questões relevantes da Corte.

Outra frente investiga a redução do foro privilegiado para autoridades e políticos acusados de crimes. Em cada uma dessas propostas, o entrevistado declara se é favorável, contrário ou indiferente. Esses dados interessam diretamente a parlamentares e articuladores do Congresso, que acompanham o humor da opinião pública.

Democracia, polarização e memória de voto

O questionário aborda ainda a percepção sobre o regime político. O eleitor responde se o Brasil vive uma democracia plena, uma democracia com pequenos problemas, uma democracia com grandes problemas ou se não é uma democracia. A pergunta ajuda a medir a confiança nas instituições em meio a anos de tensão política.

Outra questão tenta capturar o grau de polarização. O Datafolha quer saber se o país é visto como uma sociedade politicamente rachada ou como um lugar onde pessoas com opiniões diferentes ainda conseguem dialogar e se respeitar. A resposta oferece um termômetro do cansaço ou da disposição do eleitor para o confronto político permanente.

O instituto também pergunta qual modelo de mandato para presidentes e governadores o entrevistado considera melhor: quatro anos com direito à reeleição, como hoje, quatro anos sem reeleição ou cinco anos sem reeleição. A discussão, recorrente em Brasília, ganha agora o filtro direto dos eleitores.

Para entender o histórico de cada segmento, a pesquisa registra o voto no primeiro turno de 2026 e, entre pessoas com 20 anos ou mais, o voto no segundo turno presidencial de 2022. O questionário apura ainda se o entrevistado ou alguém de casa recebe o Bolsa Família e pede uma autoidentificação em uma escala que vai de bolsonarista a petista.

Comparecimento às urnas e disputa pelo eleitor indeciso

Parte central do levantamento mira na disposição de ir às urnas. Os entrevistados respondem: “No dia 25 de outubro acontecerá o segundo turno das eleições, você diria que pretende ir votar, não pretende ir votar ou ainda não decidiu?”. Quem diz que não pretende comparecer ou está em dúvida explica os motivos, o que oferece pistas sobre abstenção e desmobilização.

O Datafolha também pergunta quem o eleitor acredita que vai vencer a eleição, independentemente da própria preferência. A percepção de favoritismo costuma influenciar estratégias de campanha e pode estimular tanto o voto útil quanto a acomodação de quem acha o jogo decidido.

Registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026, a pesquisa trabalha com nível de confiança de 95%, dentro do padrão estatístico adotado pelos grandes institutos. Até quinta-feira à noite, quando os números vêm a público, campanhas, partidos e analistas operam no escuro, mas já se preparam para girar a comunicação conforme o resultado.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro, e o espaço para manobra encolhe dia a dia. O retrato que o Datafolha entrega nesta semana tende a guiar movimentos decisivos: Flávio Bolsonaro tenta consolidar a vantagem construída com apoios recentes, enquanto Lula aposta em recuperar terreno entre indecisos e desiludidos com a política.

O que a nova pesquisa Datafolha para presidente mede?

A nova pesquisa Datafolha para presidente, com 2.520 eleitores e margem de erro de 2 pontos percentuais, mede intenção de voto no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, rejeição a cada candidato, avaliação do governo Lula, principais problemas do país, visão sobre democracia, propostas polêmicas e disposição de comparecer às urnas em 25 de outubro.

Quando saem os resultados do levantamento do segundo turno?

Os resultados da pesquisa Datafolha do segundo turno presidencial, realizada entre 13 e 15 de outubro com 2.520 entrevistas presenciais, têm divulgação prevista para a noite de quinta-feira, 15 de outubro, e devem orientar ajustes imediatos nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro na reta final antes do segundo turno em 25 de outubro.


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