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Quaest mostra eleitorado dividido e 29% de independentes na PB

Levantamento Quaest em sete estados atualiza o mapa da disputa presidencial de 2026 e revela um eleitorado paraibano fragmentado, com 29% de independentes e forte peso lulista.

28/08/2026 13:01 6 min de leitura
Quaest mostra eleitorado dividido e 29% de independentes na PB
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Pesquisa Eleitoral

Levantamento revela cenário fragmentado na Paraíba com alta presença de eleitores independentes e influência do lulismo.

Uma nova rodada de pesquisas da Quaest, encomendada por afiliadas da Globo em sete estados, redesenha o mapa da disputa presidencial de 2026 e expõe um eleitorado ainda profundamente polarizado.

Os levantamentos, feitos em domicílios com eleitores a partir de 16 anos, medem a intenção de voto para presidente na Bahia, Sergipe, Goiás, Espírito Santo, Acre e Roraima, e detalham o perfil político dos paraibanos. Os dados já circulam nos comitês de campanha e influenciam, em tempo real, a estratégia dos principais candidatos ao Planalto.

Mapa da disputa e bastidores da pesquisa

Entrevistadores da Quaest percorrem os sete estados em visitas presenciais, entre a segunda quinzena de agosto e esta semana, para colher o humor do eleitorado. Em cada uma das seis unidades da Federação onde o foco é a corrida presidencial, o instituto ouve 804 pessoas de 16 anos ou mais. Na Bahia, maior colégio eleitoral do grupo, a amostra sobe para 900 entrevistados.

Os questionários seguem metodologia padronizada: entrevistas face a face, seleção por cotas de sexo, idade e região, e controle estatístico posterior. “A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%”, registra o relatório da Quaest.

Cada pesquisa estadual está registrada no Tribunal Superior Eleitoral. Entre os números, aparecem SE-03536/2026, na pesquisa em Sergipe, BA-06206/2026, na Bahia, GO-06186/2026, em Goiás, ES-04444/2026, no Espírito Santo, AC-09106/2026, no Acre, e PB-07850/2026, na Paraíba, além de registros nacionais vinculados. O carimbo do TSE reforça a confiabilidade dos dados e permite a divulgação pelos veículos de comunicação.

Na prática, esses levantamentos alimentam planilhas de marqueteiros e consultores de dados, que cruzam as curvas locais com o desempenho nacional dos principais nomes em disputa. O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem no centro da cena, enquanto outros pré-candidatos testam espaço em cenários estimulados.

Paraíba expõe força lulista e voto volátil

Na Paraíba, onde a Quaest também investiga identidade política, o retrato é de fragmentação. O instituto conclui que “29% dos paraibanos se declaram independentes politicamente” quando convidados a se posicionar numa escala que vai de lulista a bolsonarista. É um contingente que resiste a rótulos e pode migrar com mais facilidade entre candidaturas.

O peso do lulismo, porém, segue central. “35% da população se declara como lulista, o maior índice entre os posicionamentos adotados”, aponta o levantamento encomendado pela TV Cabo Branco. Outros 10% se definem como esquerda não lulista, o que, somado, coloca quase metade do eleitorado paraibano em alguma faixa do campo progressista.

Do outro lado, 12% dizem ser bolsonaristas, enquanto 10% se veem como direita não bolsonarista. Cerca de 2% não sabem se definir ou preferem não responder. O equilíbrio relativo entre polos e centro cria um tabuleiro mais imprevisível, especialmente num estado em que alianças regionais costumam ser decisivas na reta final.

A pesquisa na Paraíba também segue o desenho nacional: 804 entrevistas presenciais, realizadas em domicílios com eleitores a partir de 16 anos, sob o registro PB-07850/2026. A amostra, semelhante à dos demais estados pesquisados, permite comparações diretas entre regiões com realidades econômicas e políticas distintas.

Como partidos e campanhas reagem aos números

Os resultados chegam em um momento de tensão política e pressionam partidos a ajustar o discurso. Em estados onde Lula lidera com folga, legendas aliadas tentam maximizar o efeito “puxador de votos” nas disputas locais. Onde a vantagem é menor ou a presença bolsonarista se mostra mais robusta, a ordem é falar com o eleitorado econômico e com os independentes.

Na Paraíba, o dado que mais chama a atenção dos estrategistas é justamente o grupo sem identidade política definida. Os “independentes” somam quase um terço do eleitorado e se tornam alvo prioritário de campanhas com discurso moderado e promessas de estabilidade. Em paralelo, o núcleo duro de lulistas e bolsonaristas mantém a temperatura da polarização no debate público, especialmente nas redes sociais.

As emissoras que encomendam as pesquisas — TV Sergipe, Rede Bahia, TV Anhanguera, TV Gazeta, Rede Amazônica e TV Cabo Branco — usam o material para pautar entrevistas, sabatinas e análises. A leitura dos dados passa a orientar a agenda de cobertura e ajuda o público a entender onde a disputa está mais aberta.

O ambiente de instabilidade institucional e o avanço de forças conservadoras no Congresso tornam o termômetro ainda mais sensível. Dirigentes partidários acompanham com atenção o desempenho presidencial em cada estado, de olho em como isso pode influenciar votações futuras e a própria governabilidade a partir de 2027.

Nova rodada vai medir efeito de Lulinha e Dark Horse

A fotografia captada agora não deve durar muito. A Quaest já prepara uma nova ida a campo, novamente a pedido do grupo Globo, para medir o impacto de escândalos recentes na corrida presidencial. “Entrevistadores vão a campo entre 30 de agosto e 1º de setembro e medirão impacto de casos Lulinha e Dark Horse na corrida presidencial”, informa comunicado publicado pelo site JOTA Info.

O objetivo é comparar as séries temporais e verificar se as denúncias produzem deslocamentos relevantes entre lulistas, bolsonaristas, independentes e demais grupos. Mudanças de poucos pontos nesse universo podem definir quem chega fortalecido à reta final de campanha, especialmente em estados onde a diferença entre os principais candidatos é apertada.

Os dados da Quaest se somam a outros levantamentos e alimentam o agregador Carta/Colectta, que reúne pesquisas registradas na Justiça Eleitoral e calcula tendências atualizadas diariamente. O sistema considera atualidade, tamanho da amostra e metodologia para estimar a direção do eleitorado e suavizar oscilações pontuais.

Enquanto novas entrevistas não são concluídas, campanhas, analistas e investidores usam o retrato atual como base para projeções. A única certeza, por ora, é que um terço de independentes na Paraíba, somado a disputas apertadas em estados-chave como Bahia e Goiás, mantém em aberto o desfecho da eleição presidencial — e eleva o peso de cada movimento a partir da próxima semana.

O que mostra a pesquisa da Quaest hoje?

A pesquisa eleitoral da Quaest, encomendada por afiliadas da Globo, mostra hoje um eleitorado nacional polarizado e um quadro particularmente fragmentado na Paraíba, onde 29% se declaram independentes, 35% lulistas e 12% bolsonaristas, em levantamentos presenciais com até 900 entrevistas por estado, margem de erro de 3 pontos e registro no TSE.

Por que os 29% de independentes na Paraíba importam?

Os 29% de paraibanos que se declaram independentes importam porque formam um bloco volátil, sem identidade partidária rígida, capaz de migrar entre candidaturas em poucos dias, redefinir a correlação de forças no estado e, em cenário nacional apertado, pesar na soma final de votos para presidente.

Como a nova pesquisa Quaest pode mudar a eleição de 2026?

A nova pesquisa Quaest, prevista entre 30 de agosto e 1º de setembro, pode mudar a eleição de 2026 ao medir o impacto direto dos casos Lulinha e Dark Horse, detectar eventuais perdas ou ganhos de candidatos centrais, reorientar estratégias de campanha e influenciar narrativas na reta final, inclusive em estados hoje equilibrados.


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