Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro em empate nacional
Nova pesquisa Quaest para presidente em 2026 indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, com disputa aberta nos maiores colégios eleitorais.
Pesquisa Eleitoral
Levantamento revela empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro para o segundo turno presidencial de 2026.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) travam hoje uma disputa milimétrica pela Presidência em 2026, com empate técnico no cenário nacional e vantagens regionais opostas em estados-chave.
Levantamento do instituto Quaest, feito entre 4 e 7 de setembro com 2.004 entrevistas, mostra Lula com 36% e Flávio com 29% nas simulações de primeiro turno em todo o país. Na projeção de segundo turno, os dois aparecem com 41%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Empate nacional acirra corrida nos estados decisivos
Os números reforçam o quadro de polarização entre governo e oposição na reta de aquecimento da disputa. Com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, variações de poucos pontos em blocos regionais podem definir o resultado.
Nos maiores colégios eleitorais, o mapa eleitoral se parte em dois. Flávio Bolsonaro abre vantagem em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, enquanto Lula mantém uma liderança robusta em Pernambuco, vitrine de sua força no Nordeste.
No maior estado do país, com mais de 34 milhões de eleitores, o senador do PL lidera um eventual segundo turno com 41% contra 33% de Lula. A diferença de oito pontos em São Paulo está fora da margem de erro local, de dois pontos percentuais, e sinaliza “Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT), fora da margem de erro, em São Paulo”.
No Distrito Federal, reduto historicamente simpático à direita, o quadro é semelhante. Flávio marca 45%, Lula tem 38%, e a distância de sete pontos também escapa da margem de três pontos da pesquisa na capital federal, onde o instituto registra que “Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Lula (PT), fora da margem de erro, em São Paulo e no Distrito Federal”.
Minas e Rio seguem abertos; Lula consolida Nordeste
Minas Gerais, fiel da balança em disputas recentes, permanece em zona cinzenta. Flávio soma 40%, Lula aparece com 37%. A diferença de três pontos cabe exatamente na margem de erro de três pontos percentuais. O próprio levantamento ressalta que “em Minas Gerais, os dois estão tecnicamente empatados, com Flávio à frente numericamente”.
No Rio de Janeiro, berço político da família Bolsonaro, a vantagem da oposição é maior, mas ainda cercada de incerteza estatística. Flávio chega a 43%, Lula tem 37%. A distância de seis pontos é descrita como uma situação em que “no Rio de Janeiro, Flávio aparece numericamente à frente, e a distância para Lula está no limite da margem de erro, de três pontos”. Qualquer oscilação entre indecisos e votos brancos ou nulos pode alterar essa fotografia.
Pernambuco segue na outra ponta do tabuleiro. O estado confirma a resiliência do presidente no Nordeste e funciona como contrapeso à força bolsonarista no eixo Sudeste-Centro-Oeste. Lula registra 57% das intenções num eventual segundo turno, contra 26% de Flávio. A vantagem de 31 pontos, com margem de três pontos, reforça a percepção de que “Lula (PT) lidera em Pernambuco”.
O quadro nacional, com Lula em 36% e Flávio em 29% no primeiro turno, mostra leve oscilação do presidente em relação à rodada anterior da Quaest, quando anotava 37%. Flávio repete os mesmos 29%. A passagem de um cenário de 42% a 41% para um empate em 41% no segundo turno escancara o estreitamento da corrida.
Polarização pressiona campanhas e mercado
A fotografia atual obriga os dois campos a recalcular rotas. No governo, a ordem é segurar a dianteira nacional, blindar o domínio no Nordeste e reduzir o desnível no Sudeste, em especial em São Paulo e Minas Gerais. No entorno de Flávio Bolsonaro, o foco recai sobre a consolidação da vantagem em São Paulo, Rio e Distrito Federal, ao mesmo tempo em que se busca romper parte do cinturão lulista no Nordeste.
Nos bastidores, políticos e estrategistas avaliam que o empate de 41% a 41% no segundo turno devolve protagonismo a segmentos ainda dispersos: eleitores indecisos, hoje somando de 4% a 10% nos cenários estaduais, e os que flertam com o voto branco ou nulo. Em São Paulo, por exemplo, 16% dizem que podem votar em branco ou nulo, e 10% ainda não sabem em quem votar.
Setores econômicos também monitoram o movimento. O cenário de polarização estável, sem favorito claro, costuma alimentar volatilidade nas expectativas. Empresários e investidores acompanham com atenção sinais sobre alianças regionais, composição de programas econômicos e o tom da campanha em temas como gasto público, reformas e políticas sociais.
A pesquisa da Quaest, encomendada por um grande grupo de comunicação e registrada no Tribunal Superior Eleitoral, tem nível de confiança de 95%. Isso significa que, a cada 100 levantamentos semelhantes, em 95 os resultados ficariam dentro da margem de erro declarada, que é de dois pontos percentuais no quadro nacional e de dois a três pontos nos estados.
Nova rodada pode redefinir narrativa da disputa
Uma nova rodada da pesquisa Quaest está marcada para divulgação em 14 de setembro, com o mesmo desenho metodológico: 2.004 entrevistas, margem de erro de dois pontos e cobertura nacional combinada com recortes regionais. Campanhas tratam esse próximo levantamento como um termômetro imediato do impacto das agendas de 7 de setembro, das inserções em rádio e TV e da guerra diária nas redes sociais.
As próximas semanas tendem a ser marcadas por maior exposição dos dois principais pré-candidatos, intensificação de viagens a São Paulo, Minas, Rio, Pernambuco e Distrito Federal, além de negociações discretas com palanques locais. Em um cenário em que qualquer variação de dois ou três pontos pode decidir o segundo turno, cada gesto passa a ser calculado.
Se o empate persistir nas próximas pesquisas, a disputa presidencial caminha para um desfecho imprevisível, em que detalhes de campanha, desempenho em debates e fatos inesperados podem pesar tanto quanto a preferência histórica de cada estado. O que hoje se desenha é uma eleição aberta, fragmentada regionalmente e profundamente polarizada, em que o voto de poucos milhões entre 158,7 milhões de eleitores aptos pode definir o rumo do país em 2026.
O que mostra a pesquisa Quaest para presidente em 2026 hoje?
A pesquisa Quaest mais recente para presidente em 2026 mostra Lula (PT) com 36% e Flávio Bolsonaro (PL) com 29% no cenário nacional de primeiro turno, e um empate técnico de 41% a 41% entre os dois em eventual segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Como está a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro nos principais estados?
Nos principais estados, a pesquisa Quaest indica Flávio Bolsonaro (PL) à frente em São Paulo (41% a 33%), Minas Gerais (40% a 37%), Rio de Janeiro (43% a 37%) e Distrito Federal (45% a 38%), enquanto Lula (PT) lidera em Pernambuco com 57% contra 26%, todos os cenários em eventual segundo turno.


