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Trump assina ordem para reduzir vacinas infantis nos EUA

11/08/2026 06:12 2 min de leitura
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O presidente Donald Trump assinou nesta segunda-feira (10) uma ordem executiva polêmica que busca reduzir o número de vacinas recomendadas para crianças de 18 para 11, além de dividir a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em doses separadas. Trump alega preocupações com uma suposta relação entre vacinas e autismo, apesar de estudos científicos descartarem tal ligação.

Controvérsia e preocupações

A decisão de Trump desperta preocupações consideráveis entre especialistas em saúde pública, que alertam para o risco do ressurgimento de doenças controladas. A tríplice viral, quando aplicada separadamente, aumenta o intervalo entre as doses, potencialmente expondo crianças a doenças como o sarampo, cujos casos nos Estados Unidos atingiram o nível mais alto em 35 anos.

Sem evidências científicas que embasem a nova política, a Academia Americana de Pediatria e outros grupos profissionais condenam a ordem, ressaltando que ela pode comprometer a eficácia da imunização infantil. O médico Andrew Racine descreve a medida como “desanimadora” e “perigosa”.

Impactos e implicações

Especialistas temem que as mudanças possam debilitar os esforços existentes para controlar doenças como sarampo e rubéola. Ao oferecer a escolha de vacinas individuais aos pais, a administração Trump argumenta que está apenas garantindo opções, não restringindo o acesso às imunizações.

Porém, profissionais da saúde afirmam que essa liberdade pode resultar em aderência inconsistente ao calendário vacinal recomendado, elevando os riscos de surtos. Além disso, a ordem executiva já recebe críticas de dentro do próprio partido de Trump, com o senador Bill Cassidy, um médico republicano, manifestando-se contra.

Próximos passos e debate contínuo

O debate sobre a segurança e a eficácia das vacinas infantis deve se intensificar. Nos Estados Unidos, o poder de implementar mudanças significativas no calendário de vacinação permanece com os estados. Essa medida de Trump, como várias outras na área da saúde pública, poderá encontrar resistência significativa.

No Brasil, onde debates semelhantes sobre vacinas acontecem, a situação é acompanhada com atenção, especialmente com o aumento de casos importados de sarampo. As autoridades de saúde enfatizam a importância de manter a confiança nas vacinas para evitar o ressurgimento de doenças antes controladas. O próximo grande teste será como os estados americanos responderão a essa ordem presidencial, que muitos veem como um recuo na luta contra doenças evitáveis.

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