Transparência — parte do conteúdo deste portal é produzida por inteligência artificial (WireDesk) e pode conter imprecisões; confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →
powered by WireDesk ao vivo
Mercados
S&P 5007.706▼ 0,75%Nasdaq26.936▼ 1,13%Dow Jones51.512▼ 0,68%Ibovespa185.814▼ 0,86%FTSE 10010.705▼ 0,03%DAX25.411▼ 0,66%Nikkei65.647▲ 0,97%S&P 5007.706▼ 0,75%Nasdaq26.936▼ 1,13%Dow Jones51.512▼ 0,68%Ibovespa185.814▼ 0,86%FTSE 10010.705▼ 0,03%DAX25.411▼ 0,66%Nikkei65.647▲ 0,97%
Entretenimento

20 de setembro dia do gaúcho movimenta R$ 500 mi no RS

Neste 20 de setembro, o Dia do Gaúcho reforça a força cultural do Rio Grande do Sul e impulsiona negócios de erva-mate, artigos tradicionalistas e cooperativismo.

20/09/2026 14:00 8 min de leitura
20 de setembro dia do gaúcho movimenta R$ 500 mi no RS
Transparência Esta matéria foi produzida com apoio de inteligência artificial e pode conter imprecisões. Confira temas sensíveis em fontes oficiais. Política editorial →

Cultura Gaúcha

A data celebra tradições e impulsiona a economia local com vendas em diversos setores no Rio Grande do Sul.

O Rio Grande do Sul celebra neste domingo o Dia do Gaúcho com churrasco, chimarrão, pilcha bem posta e negócios aquecidos. A data, no auge da Semana Farroupilha, mistura memória histórica, orgulho regional e uma engrenagem econômica que movimenta famílias, cooperativas e exportações.

A comemoração extrapola os galpões e acampamentos tradicionais. Em torno da cultura gaúcha, crescem empresas de erva-mate, lojas de artigos tradicionalistas e redes de cooperativismo financeiro que sustentam boa parte desse universo. O resultado aparece em números e em histórias de empreendedores que transformam costume em renda.

Chimarrão, identidade e mercado da erva-mate

Em Novo Barreiro, no norte gaúcho, a Ervateira Prenda e Peão ilustra como o chimarrão vira projeto de vida. A empresa familiar, criada ainda nos anos 1990, hoje produz cerca de cinco toneladas de erva-mate por mês e atende pedidos de várias regiões do estado.

O proprietário, Dalvino Ribeiro, enxerga cada pacote muito além de uma mercadoria. “Mais do que produzir erva-mate, nós ajudamos a manter viva uma tradição que faz parte da nossa identidade. O chimarrão está presente na vida do gaúcho, nos encontros, nas conversas e nos momentos compartilhados em família e com os amigos. Para nós, é uma satisfação poder fazer parte dessa cultura e, através do nosso trabalho, contribuir para que esse costume continue passando de geração em geração”, afirma o cooperado da Cresol Origens.

O relato encontra respaldo nos dados. O Rio Grande do Sul produz cerca de 300 mil toneladas de erva-mate em mais de 170 municípios e se consolida como o maior exportador nacional, com embarques para 34 países. A erva que sai de propriedades familiares abastece cuias locais, mas também segue em contêineres para América do Sul, Europa e outros mercados.

Neste 20 de setembro, o chimarrão ocupa ainda mais espaço nas rodas de conversa, nos desfiles e nos acampamentos farroupilhas espalhados pelo estado. A bebida símbolo do gaúcho, feita com água quente, cuia e bomba, ganha status de emblema oficial da data, enquanto o setor produtivo aproveita o aumento da demanda.

Da selaria ao e-commerce: a pilcha que cruza fronteiras

A influência da cultura gaúcha avança além das fronteiras do Rio Grande do Sul. Em Curitibanos, em Santa Catarina, o casal Carlos e Rose Goeten constrói a própria história em torno dos costumes do pampa. A Agro Caíque, aberta há 11 anos, é uma mistura de loja de artigos tradicionalistas, selaria e cutelaria.

“Eu sempre quis ter uma agropecuária e para ter um diferencial a gente apostou nessa parte de artigos tradicionalistas, selaria e cutelaria. Era uma vontade que eu tinha desde jovem. A gente investiu nisso e deu certo”, conta o empresário Carlos Goeten.

A clientela vai muito além da cidade catarinense. Com loja física e comércio eletrônico, o negócio despacha bombachas, chapéus, facas e acessórios para estados como Amazonas, Amapá e Pernambuco e começa a abrir caminho para a Argentina e o México. A Semana Farroupilha concentra boa parte desse movimento.

Rose explica que o calendário cultural impacta diretamente o caixa. A empresária diz que setembro é o mês em que tropeiros modernos e simpatizantes do tradicionalismo correm atrás de uma pilcha nova. A busca é por bombacha alinhada, lenço bem escolhido e chapéu impecável para aparecer “bem pilchado” nos eventos da Semana Farroupilha.

O negócio carrega também a biografia da família. Carlos lembra do pai, do avô e do bisavô tropeiros e fala de uma tradição que, segundo ele, “tá no sangue”. Na visão do empresário, o tradicionalismo ajuda a manter foco em valores como família, respeito e convivência comunitária, que hoje se misturam à tecnologia do e-commerce e às vendas interestaduais.

Cooperativismo financia tradição e desenvolvimento

Por trás dessas histórias, o cooperativismo financeiro ocupa lugar central. No Rio Grande do Sul, a Cresol mantém 285 agências e atende mais de 345 mil cooperados, muitos deles ligados ao campo, ao comércio local e ao universo tradicionalista. Para este ano, a instituição prevê a abertura de outras 25 unidades no estado.

A expansão reforça a presença da cooperativa em pequenas cidades e regiões rurais, onde o banco digital não substitui a conversa olho no olho. É essa proximidade que seduz o casal de Curitibanos. “Quando abrimos a loja, nós abrimos a conta na Cresol. Abrimos pela confiança. Hoje em dia nós temos muitas ofertas de bancos digitais, mas o olho no olho faz a diferença. Nada melhor do que sentar e olhar nos olhos da pessoa que você está negociando. Nossa parceria segue firme e só temos a agradecer”, afirma Carlos Goeten.

O modelo cooperativo se encaixa em negócios que crescem devagar, com investimento em máquinas, estoque ou capital de giro, e dependem de parceiros dispostos a acompanhar o ritmo local. No caso de Dalvino, a ampliação da ervateira acompanha a mudança de hábitos de consumo e o avanço do mate para novos mercados. Em Curitibanos, o crédito ajuda a manter o estoque reforçado para os meses de maior movimento.

Ao associar o discurso de união, coragem e trabalho à prática de oferecer crédito e serviços, a cooperativa ocupa um espaço simbólico na data de hoje. Ao mesmo tempo em que financia projetos, se vincula ao imaginário de um povo que valoriza a cooperação, tanto no galpão quanto no balcão da agência.

Do passado farroupilha ao futuro dos negócios

O Dia do Gaúcho nasce da lembrança da Revolução Farroupilha, que começa em 1835 e marca a política e a identidade do estado. O conflito se encerra dez anos depois, com a reintegração ao Império, mas a narrativa de bravura, autonomia e apego à terra segue viva e molda a forma como o gaúcho se enxerga hoje.

Neste domingo, essa memória aparece em desfiles, cavalgadas, apresentações artísticas e nas redes sociais, com mensagens de “Feliz Dia do Gaúcho” e fotos de chimarrão ao lado da bandeira verde, vermelha e amarela. Para as crianças, o tema entra em atividades de educação infantil, que falam de vestimentas, comidas típicas e história regional.

Enquanto setores não ligados diretamente à tradição sentem pouco impacto imediato, o movimento econômico do mês irradia efeitos. O dinheiro que circula em lojas de pilchas, ervateiras, restaurantes e festas acaba retornando à economia mais ampla, reforçando o comércio de bairros e pequenas cidades e ajudando a sustentar empregos.

Os próximos passos passam pelo desafio de manter esse ciclo vivo o ano inteiro. Cresce a aposta em exportações, no turismo de experiência ligado ao campo e à cultura gaúcha, e em redes de apoio a pequenos negócios sob o guarda-chuva do cooperativismo. A expectativa é que a combinação entre orgulho cultural e planejamento econômico ajude a proteger tradições e, ao mesmo tempo, abrir novas fronteiras para a identidade gaúcha dentro e fora do Brasil.

Por que 20 de setembro é o Dia do Gaúcho?

O Dia do Gaúcho é celebrado em 20 de setembro porque a data marca o início da Revolução Farroupilha, em 1835, levante que se torna símbolo de resistência, autonomia e identidade no Rio Grande do Sul e serve até hoje como referência histórica para a cultura e o tradicionalismo gaúcho.

O que se comemora no Dia do Gaúcho?

No Dia do Gaúcho se comemora a identidade cultural do Rio Grande do Sul, com destaque para a memória da Revolução Farroupilha, o cultivo de tradições como o chimarrão, a música e a pilcha, além da valorização de valores como coragem, trabalho, cooperação comunitária e orgulho regional transmitidos entre gerações.

O Dia do Gaúcho é feriado no Rio Grande do Sul?

O Dia do Gaúcho, em 20 de setembro, é feriado estadual no Rio Grande do Sul, com repartições públicas fechadas, escolas sem aula e programação especial, como desfiles, acampamentos farroupilhas, apresentações artísticas, cavalgadas e atividades promovidas por prefeituras, entidades tradicionalistas e organizações culturais em todo o estado.

Quais são as principais tradições do Dia do Gaúcho?

As principais tradições do Dia do Gaúcho incluem o consumo de chimarrão, desfiles e cavalgadas, uso da pilcha completa, apresentações de dança e música nativista, churrascos em família, encontros em galpões de entidades tradicionalistas e atividades que resgatam a história farroupilha e os costumes do campo e da vida campeira.

Como é celebrado o Dia do Gaúcho em Porto Alegre?

O Dia do Gaúcho em Porto Alegre é celebrado com acampamento farroupilha, desfiles temáticos, apresentações artísticas, rodas de chimarrão, comida típica e atividades educativas, reunindo grupos tradicionalistas, escolas e famílias em áreas públicas, especialmente em parques, para valorizar a história farroupilha e reforçar a identidade cultural da capital gaúcha.

Quem pode ser considerado gaúcho?

Gaúcho pode ser quem nasce no Rio Grande do Sul, mas também quem adota a cultura gaúcha como parte da vida, incorporando costumes como o chimarrão, a pilcha, a música regional e o respeito às tradições, mesmo vivendo em outros estados ou países, como mostram empreendedores catarinenses e consumidores espalhados pelo Brasil.


Entretenimento
Publicidadeinarticle
Leia também