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Portugal vence País de Gales e Jorge Jesus estreia com vitória

Portugal derrota o País de Gales por 1 a 0 em Lisboa, gol de João Félix, estreia de Jorge Jesus no comando e Cristiano Ronaldo decisivo aos 41 anos na Liga das Nações.

25/09/2026 06:00 7 min de leitura
Portugal vence País de Gales e Jorge Jesus estreia com vitória
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Liga das Nações

João Félix marca o gol da vitória na estreia vitoriosa de Jorge Jesus no comando da seleção portuguesa.

Portugal estreia com vitória na Liga das Nações ao bater o País de Gales por 1 a 0, em Lisboa, e inicia com o pé direito a era Jorge Jesus na seleção. João Félix marca o gol da noite no Estádio José Alvalade, em jogo que mantém Cristiano Ronaldo como protagonista aos 41 anos.

Estreia de Jorge Jesus e defesa do título

O jogo desta quinta-feira, às 15h45 (horário de Brasília), marca o começo de um novo ciclo para a seleção portuguesa. Depois da eliminação nas oitavas do último Mundial de Seleções, o país aposta em Jorge Jesus para defender o título da Liga das Nações e redesenhar a equipe.

O novo técnico mantém a espinha dorsal que passou pelo torneio global, com Diogo Costa no gol, Rúben Dias na zaga, Bruno Fernandes no meio e Cristiano Ronaldo no comando de ataque. Ao mesmo tempo, sinaliza renovação com nomes como Renato Veiga na defesa e a centralidade de João Félix no plano ofensivo.

O País de Gales volta à elite da competição em clima de reconstrução. Sem vaga no último Mundial, após queda nos pênaltis na repescagem europeia, a equipe de Craig Bellamy encara uma sequência dura fora de casa, começando justamente em Lisboa. Mesmo derrotados, os galeses mostram organização e capacidade de competir em alto nível.

Gol cedo, domínio português e susto no fim

Portugal toma a iniciativa desde o apito inicial. Com Pedro Neto aberto, Bruno Fernandes se deslocando da esquerda para o centro e Ronaldo como referência, a equipe pressiona a saída galesa e empurra o rival para o próprio campo. As trocas constantes entre médios e avançados deixam claro o “dedo” de Jorge Jesus na construção ofensiva.

O gol sai cedo. Aos 22 minutos, uma combinação rápida pelo corredor esquerdo desmonta a defesa visitante. A bola chega a João Félix na área, e o atacante finaliza com precisão para fazer 1 a 0, premiando o volume ofensivo português e dando tranquilidade à estreia do treinador.

Cristiano Ronaldo, porém, vive uma tarde ambígua. Participa da maior parte das jogadas de perigo, arrasta marcações e abre espaços, mas desperdiça chances claras. A mais gritante vem no início do segundo tempo, quando, na pequena área, finaliza por cima da baliza e frustra a torcida que lota o José Alvalade.

Ronaldo aplaudido, Gales na trave

Portugal baixa o ritmo após o intervalo e permite que o País de Gales cresça. Bellamy adianta as linhas, libera Brennan Johnson e Daniel James pelos lados e explora erros na saída de bola portuguesa. O jogo, que parecia controlado, ganha contornos de drama à medida que o relógio avança.

Aos 67 minutos, Jorge Jesus decide tirar Cristiano Ronaldo. O estádio se levanta para aplaudir o atacante, que deixa o campo aos 41 anos ainda como referência técnica e emocional. A substituição abre espaço para mais mobilidade na frente, com novas peças na recomposição defensiva.

O maior susto vem aos 79 minutos. Em jogada rápida pela direita, Brennan Johnson recebe na área e finaliza com força. A bola desvia levemente e explode na trave de Diogo Costa, silenciando o estádio por alguns segundos. O lance desperta Portugal, que volta a controlar a posse de bola e passa a gerir o resultado.

Nos acréscimos, o quarto árbitro indica mais 5 minutos. A seleção portuguesa tenta ficar com a bola no campo adversário, enquanto alguns torcedores já mostram impaciência com erros simples, como um passe forte demais de Nuno Tavares na esquerda. Apesar da tensão, o placar não muda.

Autocrítica em campo e plano de transição

O apito final sela a vitória magra e o primeiro passo de Jorge Jesus na seleção. Não há comemoração exagerada. Os jogadores aplaudem rapidamente as arquibancadas e vão para o vestiário, cientes de que a atuação deixa tanto sinais positivos quanto avisos. “Fomos uma decepção no Mundial”, admite João Cancelo, ao lembrar o desempenho recente no torneio global.

Bruno Fernandes, protagonista nas movimentações ofensivas, segue a mesma linha. “Exibição foi boa, mas há aspectos a melhorar”, reconhece o meio-campista, que alterna funções entre construção e apoio pelos lados. A avaliação define o espírito do vestiário: satisfação pelo resultado, inquietação com as falhas de controle e aproveitamento.

Jorge Jesus, conhecido pelo estilo exigente, prefere um equilíbrio entre cobrança e proteção no discurso. “Há jogadores que conseguem fazer melhor, mas estou satisfeito”, afirma o técnico, em mensagem que combina pressão competitiva e confiança pública no elenco.

João Félix, autor do gol decisivo, simboliza a transição que o treinador tenta conduzir. Mais livre para se movimentar, ele aparece por dentro, cai pelos lados e se oferece como opção constante entre linhas. Ao fim da partida, reforça o peso desse novo ciclo em nível pessoal. “Jorge Jesus está a mudar a minha carreira? Sim”, diz o atacante, ao comentar o impacto do treinador em sua forma de jogar.

Grupo embolado e próximos testes de fogo

O 1 a 0 em Lisboa coloca Portugal na liderança do Grupo A4, em situação ligeiramente mais confortável após o outro jogo da chave. Na partida paralela, a Noruega vence a Dinamarca por 3 a 2, resultado que promete um grupo equilibrado e sem margens para tropeços em casa.

A vitória, porém, também expõe pontos de atenção. A defesa, ainda em adaptação às novas dinâmicas, sofre mais do que o esperado com bolas longas e transições rápidas. O meio-campo, mesmo técnico, oscila na pressão sem a bola. A frente, apesar do talento, desperdiça oportunidades que podem custar caro contra rivais mais fortes.

O calendário não dá respiro. Nos próximos dias, Portugal enfrenta a Noruega fora e, em seguida, encara a Dinamarca, também com mando adversário. A sequência define se a estreia vitoriosa representará um alicerce sólido para o ciclo de Jorge Jesus ou se ficará marcada como um alerta inicial.

O País de Gales sai derrotado, mas ganha argumentos para acreditar na permanência na elite. A organização defensiva, a capacidade de pressionar Portugal em Lisboa e a bola na trave nos minutos finais indicam uma seleção competitiva. O desafio agora é transformar boa impressão em pontos, especialmente contra Dinamarca e Noruega.

Para Portugal, a noite no José Alvalade termina com uma certeza e uma dúvida. A certeza é que a combinação entre a experiência de Cristiano Ronaldo e a afirmação de João Félix pode sustentar o ataque nesta transição. A dúvida é se a equipe, sob um novo comando, conseguirá manter intensidade e consistência contra adversários mais exigentes, longe de casa e sem margem para erro.

Portugal está em que posição no Grupo A4 após a vitória?

Portugal assume a liderança do Grupo A4 da Liga das Nações com a vitória por 1 a 0 sobre o País de Gales em Lisboa, beneficiado também pelo resultado paralelo de 3 a 2 da Noruega sobre a Dinamarca, que deixa todos os rivais com ao menos um gol sofrido e nenhum ponto à frente.

Como foi a atuação de Cristiano Ronaldo aos 41 anos?

Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, participa ativamente do ataque de Portugal, cria espaços, finaliza várias vezes e desperdiça ao menos uma chance clara, deixando o campo aos 67 minutos sob muitos aplausos, num cenário em que continua relevante tecnicamente, mas já enfrenta questionamentos sobre eficiência e adaptação ao novo ciclo.


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