Medida provisória encerra acordo entre ANJL e Sportradar
A ANJL rompe contrato com Sportradar após medida provisória que proíbe apostas esportivas no Brasil, assinada em 25 de setembro de 2026. A decisão, impulsionada por iniciativa do governo Lula, marca um ponto crítico no debate sobre o impacto das apostas no país.
Impacto imediato e razões da decisão
A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva interrompe o funcionamento de casas de apostas esportivas, um mercado em plena expansão no Brasil. Em resposta, a Associação Nacional de Jogos de Loteria (ANJL) decidiu encerrar o contrato com a empresa Sportradar, responsável por plataformas de monitoramento e denúncia de manipulações de resultados.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, lamenta a decisão: “Perdem o esporte, os atletas e também os apostadores, que migrarão para plataformas ilegais e ainda estarão sujeitos a resultados manipulados.” A ANJL destaca que a interrupção das plataformas educativas compromete a integridade esportiva ao eliminar ferramentas de educação e denúncia.
Implicações e preocupações de especialistas
Especialistas alertam para a insegurança jurídica que a medida provoca, podendo desencadear um aumento significativo no mercado ilegal de apostas. Sem regulação, os riscos de manipulação crescem, assim como a cooptação de atletas por esquemas ilícitos. “Essa preocupação era permanente nas empresas legalizadas. Trata-se de um efeito nefasto de um ato repentino e inconsequente do Executivo”, afirma Plínio.
Com a interrupção das casas de apostas, o governo anuncia também a proibição de cassinos online, além do envio ao Congresso de um projeto de lei que endurece as regras contra o mercado ilegal. A MP estabelece, a partir de 6 de outubro, o fim das operações e patrocínios relacionados a apostas esportivas.
O futuro do setor e os próximos passos
A medida do governo Lula levanta questões sobre o futuro do setor de apostas esportivas no Brasil. Com a proibição, aumentam as preocupações quanto à arrecadação e à fiscalização das apostas, obrigando o governo a buscar novas formas de mitigar o impacto fiscal e social.
A ANJL e outros atores do setor aguardam com expectativa os debates no Congresso sobre o novo projeto de lei, que poderá definir o caminho para uma eventual regulamentação futura, em um contexto de maior segurança jurídica e proteção aos envolvidos.


