AGU pede ao STF revogação das leis de apostas no Brasil
A Advocacia-Geral da União solicita ao STF a derrubada das leis que regulamentam as apostas de quota fixa, argumentando falhas na proteção à saúde pública.
Entenda o contexto
Nesta sexta-feira, 2 de outubro, a AGU apresentou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade ao Supremo. O movimento ocorre logo após o governo Lula editar uma medida provisória que proíbe a exploração e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A AGU sustenta que as legislações de 2018 e 2023 falharam em conter danos à saúde pública e ao endividamento familiar.
Essas normas, segundo a AGU, não impediram o aumento de transtornos patológicos ligados ao jogo, com um crescimento de 140% nos atendimentos do SUS entre 2018 e 2025. Ainda mencionam a drenagem de R$ 62,5 bilhões dos orçamentos familiares em 2025 devido às apostas.
Impactos das apostas
Os dados citados acendem alertas sobre segurança alimentar, vulnerabilidade social e fragilização de laços familiares. O mercado clandestino de apostas persistiu, mesmo com medidas complementares do Executivo desde 2024. A AGU aponta que a legislação vigente não criou barreiras eficazes contra a lavagem de dinheiro.
Famílias brasileiras sofreram com o aumento do endividamento e insegurança alimentar, impactos acentuados pela ausência de mecanismos robustos de controle sobre as atividades das plataformas de apostas.
Próximos passos e perspectivas
A expectativa agora recai sobre a decisão do STF. Se o tribunal acatar o pedido da AGU, haverá uma reformulação total no setor de apostas do país. Enquanto isso, a AGU aguarda ser formalmente intimada para se manifestar sobre as medidas provisórias que tratam do tema.
Essa discussão poderá influenciar futuras políticas públicas no Brasil, ponderando entre a liberdade de mercado e a proteção social.


